terça-feira, 22 de setembro de 2026

Jundiaí amplia ações de mobilidade com melhorias no transporte coletivo, segurança viária e novos acessos

Município reúne investimentos em ônibus, infraestrutura viária, mobilidade ativa e novos acessos para acompanhar o crescimento urbano

 


 

 

 A mobilidade urbana de Jundiaí passa por uma série de intervenções que envolvem desde a ampliação do atendimento do transporte coletivo até obras viárias, melhorias de segurança no trânsito e criação de novos acessos entre diferentes regiões da cidade.

As ações são coordenadas pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte (SMMT) e fazem parte de um conjunto de investimentos voltados à melhoria dos deslocamentos, redução dos tempos de viagem e aumento da segurança para passageiros, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

 

Transporte coletivo chega a novas áreas

Entre as medidas destacadas pela Prefeitura está a ampliação do atendimento do transporte coletivo ao Loteamento Recanto da Prata, no Ivoturucaia.

Segundo o município, a comunidade aguardava há aproximadamente 40 anos por uma ampliação do atendimento do transporte público. A medida passou a oferecer maior acesso ao sistema de ônibus para os moradores da região.

O atendimento também foi ampliado no Medeiros, acompanhando o crescimento urbano e a necessidade de conexão dos novos núcleos residenciais com outras áreas da cidade.

A expansão territorial é um dos desafios para os sistemas municipais de transporte, especialmente em regiões que apresentam crescimento habitacional. Nesses locais, a oferta de linhas e horários precisa acompanhar a evolução da demanda para evitar que novos bairros permaneçam dependentes exclusivamente do transporte individual.

 

Nova frota e modernização dos terminais

As melhorias no transporte coletivo fazem parte de um processo mais amplo de renovação do sistema de Jundiaí.

Em maio, o município incorporou 70 novos ônibus, em uma das maiores entregas de veículos da história do transporte coletivo local. A nova concessão prevê a chegada de 100 ônibus zero-quilômetro no primeiro ano de contrato.

O modelo também estabelece indicadores de desempenho e vincula a remuneração da concessionária à qualidade do serviço e à satisfação dos passageiros.

Outro eixo é a modernização dos terminais. O município iniciou as obras no Terminal Vila Rami e prevê intervenções nos sete terminais urbanos existentes — Central, Cecap, Colônia, Vila Arens, Hortolândia, Rami e Eloy Chaves — além da construção de um novo terminal no Novo Horizonte.

De acordo com a Prefeitura, aproximadamente 90 mil passageiros circulam diariamente pelo sistema municipal, o que dimensiona a importância da infraestrutura de terminais para a operação do transporte coletivo.

 

Segurança viária ganha espaço no planejamento

Além do transporte público, Jundiaí vem realizando intervenções em cruzamentos, vias e acessos considerados estratégicos para melhorar a circulação.

As medidas são definidas a partir de estudos técnicos, simulações de tráfego e acompanhamento da circulação viária. Entre os locais que receberam intervenções está o cruzamento da Avenida Dr. Odil Campos Saes com a Rua das Pitangueiras, na Vila Arens.

A nova configuração reorganizou os movimentos dos veículos, eliminou conflitos de tráfego, criou uma alternativa de retorno e reduziu o tempo de espera nos semáforos.

Na Avenida Armando Giassetti, alterações na sinalização, reorganização das faixas e ajustes nas rotatórias também modificaram a circulação. Segundo a Prefeitura, o tempo de travessia dos ônibus no trecho passou de aproximadamente sete para dois minutos em condições normais de tráfego.

 

Novos acessos ampliam a conexão entre regiões

Outro componente do planejamento é a criação e melhoria de acessos viários.

Jundiaí também acompanha projetos de transposição da Rodovia Anhanguera, com intervenções previstas em diferentes pontos da rodovia, incluindo regiões próximas à Vila Comercial/Vila Rami, Avenida Jundiaí, Avenida Luiz Latorre, Avenida Antônio Frederico Ozanam e Engordadouro.

O objetivo das obras é ampliar a conexão entre regiões e reduzir gargalos de circulação provocados pela barreira física representada pela rodovia.

Entre as intervenções já realizadas está o novo acesso à Marginal Sul da Via Anhanguera, no encontro das ruas Maringá e Paraná.

 

Mobilidade ativa também integra o planejamento

O conjunto de ações não está limitado aos veículos motorizados.

A Prefeitura também inclui infraestrutura para pedestres e ciclistas dentro do planejamento de mobilidade urbana, buscando ampliar as possibilidades de deslocamento e melhorar a segurança de quem utiliza modos não motorizados.

Essa abordagem é importante porque a mobilidade urbana não se resume à capacidade das avenidas. Calçadas, travessias, ciclovias, pontos de ônibus, terminais e acessos precisam funcionar de maneira integrada para que o deslocamento seja realizado com segurança ao longo de toda a viagem.

 

Planejamento acompanha crescimento da cidade

A estratégia adotada por Jundiaí considera que a expansão urbana exige acompanhamento permanente da infraestrutura.

Além das obras já executadas, a Prefeitura mantém projetos em estudo e intervenções em andamento para antecipar demandas futuras. O planejamento reúne diferentes áreas da administração municipal para avaliar impactos sobre mobilidade, infraestrutura, desenvolvimento urbano e serviços públicos.

 

Mobilidade além do ônibus

O cenário apresentado por Jundiaí mostra uma tendência cada vez mais presente no planejamento das cidades brasileiras: tratar a mobilidade como um sistema integrado.

A ampliação das linhas de ônibus precisa estar acompanhada de infraestrutura adequada para circulação dos veículos, terminais capazes de receber os passageiros, pontos de parada, acessibilidade, segurança viária e conexões eficientes entre diferentes regiões.

Com novos acessos, intervenções viárias, renovação da frota e modernização dos terminais, Jundiaí busca preparar sua infraestrutura para acompanhar o crescimento da cidade e as mudanças nos padrões de deslocamento da população.

 

 

Fonte: Prefeitura de Jundiaí – Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte.

 

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São José encerra consulta pública e avança na construção de um novo modelo de transporte coletivo

 Contribuições da população serão incorporadas aos estudos que vão orientar a nova configuração do sistema de ônibus do município catarinense

 


 

 

A Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, encerrou neste sábado (19) a consulta pública destinada a ouvir a população sobre o futuro do transporte coletivo municipal. A participação dos usuários representa mais uma etapa do processo de reformulação do sistema, que deverá resultar em um novo modelo operacional e servir de base para a futura licitação do transporte coletivo.

A consulta faz parte de um conjunto de estudos técnicos desenvolvidos pelo município com apoio da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) e suporte técnico do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC).

 

Participação dos passageiros

A participação popular é considerada uma das etapas importantes para compreender como os moradores utilizam o transporte coletivo e quais são as principais necessidades do sistema.

Os estudos realizados anteriormente reuniram informações por diferentes métodos, incluindo pesquisa Origem e Destino, levantamento de embarque e desembarque dentro dos ônibus e consulta pela internet.

Na pesquisa Origem e Destino, foram realizadas 902 entrevistas domiciliares, buscando identificar os deslocamentos realizados pelos moradores, seus horários, destinos, frequência e meios de transporte utilizados.

Também foram realizadas pesquisas diretamente nos ônibus e uma consulta online, permitindo reunir informações sobre a percepção dos passageiros em relação ao serviço atualmente oferecido.

 

Sistema deverá passar por ampla reformulação

São José enfrenta um cenário de transformação urbana e crescimento populacional que modificou os padrões de deslocamento da cidade.

O sistema municipal atualmente possui sete linhas, operadas por três empresas, enquanto a última licitação formal do transporte coletivo havia sido realizada em 2008. A Prefeitura informou anteriormente que o município chegou a contar com 13 linhas antes da pandemia e trabalha com a possibilidade de recuperar e ampliar a oferta.

Estudos apresentados anteriormente chegaram a considerar, inicialmente, a ampliação para 13 linhas e aproximadamente 30 veículos, além da criação de duas linhas circulares. A configuração definitiva, entretanto, depende da conclusão dos estudos técnicos e da definição do novo modelo operacional.

 

Integração e novas formas de operação

Entre os conceitos analisados está a criação de pontos de integração temporal, permitindo que o passageiro possa realizar determinadas conexões dentro de um período estabelecido sem necessariamente pagar uma nova tarifa.

O planejamento também envolve o redesenho das linhas, definição de frequências, estimativas de custos operacionais e estruturação de um modelo que possa ser economicamente sustentável.

Outro aspecto previsto é o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle da operação, incluindo sistemas de bilhetagem e acompanhamento do serviço.

 

Município cria estrutura financeira para o novo sistema

Em fevereiro de 2026, São José também avançou na criação de instrumentos legais para dar sustentação financeira ao transporte coletivo.

Duas leis municipais criaram o Fundo Municipal para Modernização e Custeio Operacional e Técnico do Transporte Coletivo (FUMCOTT) e autorizaram a concessão de subsídio tarifário às empresas operadoras.

A legislação permite um subsídio de até R$ 1,5 milhão por mês, destinado a cobrir a diferença entre a tarifa técnica calculada para a operação e a tarifa pública definida pelo município.

O fundo também poderá financiar investimentos em infraestrutura, tecnologia, acessibilidade, sustentabilidade ambiental, modernização de terminais e abrigos, bilhetagem eletrônica e sistemas de rastreamento por GPS.

 

Transporte integrado à região metropolitana

Outro desafio para São José é a integração com os municípios vizinhos.

Por fazer parte da Grande Florianópolis, uma parcela importante dos deslocamentos da população ultrapassa os limites municipais. Por isso, o planejamento do transporte de São José também precisa considerar a conexão com sistemas intermunicipais e com as demais cidades da região.

Essa integração é fundamental para passageiros que utilizam diariamente diferentes linhas e operadores durante seus deslocamentos entre casa, trabalho, estudo e outros destinos.

 

Próximos passos

Com o encerramento da consulta pública, o município entra em uma nova etapa de consolidação das informações coletadas.

As contribuições dos moradores deverão ser analisadas junto aos levantamentos técnicos para definir a configuração do futuro sistema. A partir desse diagnóstico, serão estabelecidas as diretrizes operacionais e econômicas que poderão orientar a elaboração do processo licitatório.

A proposta é que o novo modelo seja construído a partir de dados atualizados sobre a mobilidade da população, substituindo uma estrutura baseada em estudos realizados há quase duas décadas.

 

Um novo capítulo para o transporte coletivo

A experiência de São José demonstra como a reformulação de um sistema de ônibus envolve muito mais do que simplesmente criar ou alterar linhas.

É necessário conhecer os deslocamentos da população, dimensionar a frota, estabelecer frequências adequadas, definir mecanismos de integração, garantir equilíbrio econômico da operação e criar instrumentos de fiscalização e transparência.

Para os passageiros, o resultado esperado de todo esse processo será um sistema capaz de acompanhar o crescimento da cidade e responder às novas necessidades de mobilidade dos moradores.

O próximo passo será transformar os dados coletados e as contribuições da população em um modelo operacional concreto, que deverá orientar a futura contratação do serviço de transporte coletivo de São José.

 

Fonte  Prefeitura de São José (SC)

 

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Investigação aponta tentativa de infiltração do PCC no transporte público da Baixada Santista

 Operação Vectura Corrupta investiga suposto esquema envolvendo licitações, empresas de ônibus e divisão de valores de contratos em Itanhaém

 


 

 

Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) identificou uma suposta tentativa de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo de Itanhaém, no litoral paulista.

As informações fazem parte da Operação Vectura Corrupta, que investiga possíveis relações entre integrantes de uma organização criminosa, empresários e pessoas envolvidas em processos de contratação pública. Segundo a apuração, o esquema teria como objetivo interferir em licitações do transporte coletivo para favorecer empresas ligadas aos investigados.

 

Licitações sob investigação

De acordo com as informações divulgadas pela investigação, conversas analisadas pelos policiais indicariam uma articulação para influenciar o andamento de processos licitatórios em Itanhaém.

A suspeita é de que, caso os contratos fossem obtidos, os valores provenientes da operação do sistema de transporte seriam posteriormente distribuídos entre diferentes participantes do esquema. Parte dos recursos, segundo a investigação, seria destinada ao pagamento de vantagens indevidas e outra parcela teria como destino a organização criminosa.

O caso chama atenção pela importância estratégica do transporte coletivo nas cidades. Além de movimentar recursos públicos e privados, os sistemas de ônibus são responsáveis diariamente pelo deslocamento de milhares de passageiros e dependem de processos de contratação, fiscalização e controle por parte do poder público.

 

Empresas do setor aparecem nas apurações

As investigações também mencionam pessoas relacionadas à empresa Translider, que atuou no transporte coletivo de Cubatão.

Segundo A Tribuna, mensagens analisadas pela Polícia Civil envolveriam pessoas apontadas como possíveis intermediários e tratariam de negociações relacionadas ao setor de transporte. Um dos episódios citados na investigação envolve a venda de 63 ônibus da empresa por R$ 1,26 milhão, com previsão de pagamento de comissões a envolvidos.

Para os investigadores, os diálogos analisados podem indicar uma divisão de tarefas e a utilização de empresas do setor em operações que teriam relação com o grupo criminoso.

 

Operação também atingiu outras cidades

A Operação Vectura Corrupta não ficou restrita à Baixada Santista. A ação integra uma investigação mais ampla sobre possíveis mecanismos de infiltração do PCC no transporte coletivo paulista.

Em 17 de setembro, foram cumpridos mandados em diferentes municípios, incluindo São Paulo, Santos, Praia Grande e Cubatão. Segundo a Agência Brasil, a operação investigava lavagem de dinheiro e possível infiltração da organização criminosa no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

 

Impacto para o transporte público

O caso evidencia a importância de mecanismos rigorosos de transparência e fiscalização nos processos de contratação de empresas de transporte coletivo.

Licitações, concessões, contratos, aquisição e venda de veículos e a movimentação financeira das empresas são componentes fundamentais para o funcionamento dos sistemas de ônibus. Quando existem suspeitas de interferência criminosa nesses processos, as investigações podem ter impacto não apenas sobre os envolvidos, mas também sobre a confiança da população na gestão do transporte público.

Para o setor, o episódio reforça a necessidade de mecanismos de controle capazes de identificar conflitos de interesse, empresas de fachada, interpostas pessoas, movimentações financeiras suspeitas e eventuais tentativas de manipulação de processos de contratação pública.

 

Investigação ainda está em andamento

É importante destacar que os fatos descritos fazem parte de uma investigação policial e judicial em andamento. As medidas determinadas pela Justiça, como prisões temporárias, buscas e apreensões e acesso a dados de aparelhos eletrônicos, têm caráter cautelar e não representam, por si só, uma condenação ou conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos investigados.

A Prefeitura de Itanhaém foi procurada por A Tribuna para comentar os pontos relacionados à investigação, mas não havia apresentado manifestação até a publicação da reportagem. As defesas dos demais investigados também não foram localizadas naquele momento, permanecendo aberto o espaço para manifestações.

 

Fonte A Tribuna  

 

 

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domingo, 20 de setembro de 2026

✈️ Galeão recebe autorização para operar o Boeing 777-9 e se prepara para a nova geração da aviação

Aeroporto do Rio de Janeiro é o primeiro da América Latina autorizado pela ANAC a receber o novo gigante bimotor da Boeing; primeira entrega do modelo está prevista para 2027




O Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, deu um importante passo para acompanhar a evolução da aviação comercial de longo curso. O terminal se tornou o primeiro aeroporto da América Latina autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a operar o Boeing 777-9, nova geração da família 777 e considerado pela Boeing o maior jato comercial bimotor do mundo.

A autorização foi formalizada pela Portaria nº 19.779/SIA, de 11 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 14 de agosto. O processo de adequação operacional vinha sendo conduzido pela concessionária RIOgaleão junto à ANAC desde 2024.

Mas o que exatamente essa autorização significa?

🛫 Não é simplesmente uma autorização para o avião pousar

A decisão da ANAC não significa que o Boeing 777-9 esteja liberado para chegar ao Galeão a qualquer momento ou em qualquer condição.

O que foi alterado foi o certificado operacional do aeroporto, incluindo o 777-9 entre as aeronaves que podem realizar operações especiais no terminal.

A portaria estabelece que as operações com o Boeing 777-9, assim como com o Boeing 747-8 e o Airbus A380, devem seguir os procedimentos especiais descritos no Manual de Operações do Aeródromo (MOPS), aprovado pela ANAC.

Na prática, isso significa que o aeroporto passou por um processo de avaliação e adequação operacional para demonstrar que consegue receber uma aeronave dessas dimensões dentro das condições e procedimentos estabelecidos pelo órgão regulador.

É uma diferença importante: não se trata apenas de verificar se a pista é longa o suficiente. A operação de uma aeronave de grande porte envolve uma série de fatores relacionados ao deslocamento do avião pelo aeroporto, estacionamento, circulação em solo, separação de outras aeronaves e procedimentos de segurança.

📐 Um gigante de 76,7 metros

O Boeing 777-9 impressiona pelas dimensões.

A aeronave terá 76,7 metros de comprimento e 71,8 metros de envergadura durante o voo, podendo transportar até 450 passageiros, dependendo da configuração escolhida pela companhia aérea.

Uma das principais características do projeto está justamente nas asas.

As pontas das asas podem ser dobradas quando a aeronave está no solo, reduzindo sua envergadura e facilitando sua movimentação e utilização de posições de estacionamento compatíveis com aeronaves da atual família 777.

É uma solução de engenharia importante para um avião que, em voo, possui dimensões ainda maiores.

🚧 O que são as “operações especiais”?

A expressão pode parecer complicada para quem não está familiarizado com a aviação, mas ela é fundamental para entender a autorização.

Quando a ANAC inclui uma aeronave desse porte nas especificações operativas do aeroporto, sua utilização fica vinculada aos procedimentos específicos aprovados para aquele terminal.

Esses procedimentos podem estabelecer como a aeronave deve se movimentar pelo aeroporto, quais áreas podem ser utilizadas, quais condições devem ser observadas e quais restrições precisam ser respeitadas.

A própria Portaria nº 19.779 estabelece, por exemplo, uma restrição operacional em condições meteorológicas de voo por instrumentos (IMC) envolvendo a circulação de aeronaves de grande porte na pista de táxi B enquanto houver determinadas operações na pista 15/33.

Ou seja, a autorização não é um “passe livre”.

É uma autorização acompanhada de regras e condições operacionais específicas, justamente para que uma aeronave de grandes dimensões possa ser movimentada com segurança dentro do aeroporto.

🛬 Galeão já estava preparado para outros gigantes

O 777-9 não será o primeiro avião de dimensões excepcionais autorizado a operar no Galeão.

O aeroporto já possuía autorização para operações especiais com dois outros gigantes da aviação comercial: o Airbus A380 e o Boeing 747-8. Agora, o 777-9 passa a integrar esse grupo.

O A380, com seus dois andares e capacidade para mais de 500 passageiros dependendo da configuração, continua sendo o maior avião comercial de passageiros já produzido.

Já o 777-9 representa uma proposta diferente: um avião de dois motores, grande capacidade e destinado principalmente a rotas internacionais de longa distância.

🌎 Um avião que ainda nem entrou em serviço

Outro ponto importante é que o Boeing 777-9 ainda não iniciou operações comerciais.

A aeronave permanece no processo de certificação, enquanto a Boeing trabalha para concluir os testes necessários. A fabricante prevê a primeira entrega em 2027. Em atualização publicada em agosto, a empresa informou que a frota de testes do 777-9 já havia acumulado mais de 1.700 voos e 4.800 horas de voo.

Portanto, a decisão tomada agora pela ANAC é uma espécie de preparação antecipada do Galeão para uma aeronave que deverá começar a entrar nas frotas das companhias aéreas a partir do próximo ano.

✈️ Companhias que já voam para o Rio têm pedidos do 777-9

A autorização também chama atenção porque algumas empresas que já operam no Galeão estão entre as clientes do programa 777X.

Emirates, Lufthansa e British Airways possuem pedidos de aeronaves da família 777X e atualmente mantêm operações no Galeão. Isso, porém, não significa que alguma delas já tenha anunciado que utilizará o 777-9 em seus voos para o Rio.

A autorização da ANAC elimina, portanto, uma possível limitação aeroportuária caso uma companhia decida futuramente escalar o modelo no Galeão.

📊 O que muda para o Galeão?

Do ponto de vista da infraestrutura aeroportuária, a autorização amplia o conjunto de aeronaves de grande porte que o terminal pode receber dentro de condições operacionais previamente estabelecidas.

Para um aeroporto internacional, isso é relevante porque as companhias aéreas estão constantemente renovando suas frotas e escolhendo quais aeronaves utilizar em cada rota.

Ter a infraestrutura e os procedimentos regulamentados para receber modelos como A380, 747-8 e 777-9 permite que o Galeão esteja preparado para diferentes cenários de operação internacional.

Mas existe uma diferença importante entre estar autorizado a receber uma aeronave e ter um voo comercial programado com ela.

A autorização é da esfera regulatória e operacional. Já a decisão de colocar o 777-9 em determinada rota depende da companhia aérea, de sua estratégia de frota, demanda, planejamento e programação de voos.

🔎 Portal da Mobilidade explica

A decisão da ANAC mostra como a operação de um grande aeroporto vai muito além da pista de pouso.

Para receber aeronaves cada vez maiores, é necessário planejamento, procedimentos operacionais específicos, avaliação de segurança e integração entre infraestrutura aeroportuária, empresas aéreas e autoridade reguladora.

No caso do Galeão, a autorização para o Boeing 777-9 chega antes mesmo da entrada comercial do modelo em serviço.

Assim, quando os primeiros 777-9 começarem a ser entregues, a partir de 2027, o aeroporto carioca já terá as condições operacionais regulamentadas pela ANAC para receber esse novo gigante da aviação, sempre dentro dos procedimentos especiais estabelecidos para o terminal.

Do A380 ao 777-9, o Galeão se prepara para continuar conectado à evolução da aviação internacional.


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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MC Viagens renova frota com novos ônibus Comil Invictus DD sobre chassis Volvo

A renovação de frota continua sendo uma das principais estratégias das empresas de transporte rodoviário para oferecer mais conforto, segurança e qualidade aos passageiros. Seguindo essa tendência, a MC Viagens anunciou a incorporação de dois novos ônibus Comil Invictus DD, montados sobre chassis Volvo, reforçando sua operação com veículos de alto padrão para viagens de média e longa distância.

 


Os novos ônibus chegam com uma configuração pensada para proporcionar uma experiência diferenciada aos clientes, combinando tecnologia, conforto e versatilidade para diferentes perfis de passageiros.


Conforto em dois andares

Cada unidade do Comil Invictus DD (Double Decker) possui capacidade para 62 passageiros, distribuídos em dois pavimentos com diferentes níveis de acomodação:

🔹 Salão Superior

  • 46 poltronas semileito;
  • Ambiente amplo e confortável;
  • Ideal para viagens intermunicipais e interestaduais.

🔹 Salão Inferior

  • 16 poltronas leito em configuração 2x2;
  • Maior espaço individual;
  • Mais comodidade para viagens de longa duração.

A combinação entre poltronas semileito e leito permite que a empresa atenda diferentes demandas do mercado, oferecendo opções de conforto para diversos perfis de passageiros.

 

O padrão Invictus DD

O Comil Invictus DD é um dos principais modelos rodoviários fabricados pela encarroçadora catarinense. Reconhecido pelo design moderno, amplo espaço interno e soluções voltadas ao conforto dos usuários, o modelo tornou-se uma das referências do segmento rodoviário brasileiro.

Aliado à confiabilidade dos chassis Volvo, o veículo oferece ainda elevados padrões de segurança, eficiência operacional e desempenho em viagens de longa distância.

 

Investimento na qualidade do serviço

A chegada dos novos ônibus demonstra o compromisso da MC Viagens com a modernização da frota e a melhoria contínua dos serviços prestados aos passageiros.

Além de elevar o nível de conforto das viagens, a renovação contribui para aumentar a confiabilidade operacional, reduzir custos de manutenção e oferecer uma experiência mais agradável aos clientes.

 

Mobilidade e turismo em evolução

O setor de transporte rodoviário de passageiros segue investindo em veículos cada vez mais modernos, acessíveis e confortáveis. Iniciativas como essa fortalecem a mobilidade regional e ampliam as opções de deslocamento para quem utiliza o transporte rodoviário em viagens de lazer, turismo ou trabalho.

Com os novos Comil Invictus DD sobre chassis Volvo, a MC Viagens reforça sua aposta em qualidade, conforto e segurança, oferecendo aos passageiros uma experiência de viagem ainda mais completa.

 

 

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sábado, 12 de setembro de 2026

BRT Radial Leste: obra promete transformar a ligação entre o Centro e a Zona Leste de São Paul

A cidade de São Paulo está construindo aquele que será o primeiro corredor de BRT (Bus Rapid Transit) em padrão completo da capital paulista. O projeto do BRT Radial Leste tem como objetivo oferecer viagens mais rápidas, maior capacidade de transporte e integração com diferentes modais, beneficiando centenas de milhares de passageiros diariamente.

 


 

 

A obra é considerada uma das mais importantes intervenções de mobilidade urbana em andamento na cidade e faz parte de um conjunto de investimentos voltados para modernizar o transporte público da Zona Leste. Entre eles está o futuro BRT Aricanduva, que atuará de forma complementar ao corredor da Radial, formando uma rede integrada de transporte de alta capacidade.


 

Muito além de um corredor de ônibus

Com cerca de 9,8 quilômetros de extensão, o BRT Radial Leste ligará o Terminal Parque Dom Pedro II à região da Penha, utilizando faixas segregadas, estações modernas e sistemas inteligentes de operação. A expectativa é beneficiar aproximadamente 400 mil passageiros por dia, reduzindo significativamente os tempos de viagem. 

 

O corredor contará com características típicas de sistemas BRT de padrão internacional:

✅ Embarque em nível;

✅ Cobrança antecipada da tarifa;

✅ Faixas exclusivas segregadas;

✅ Prioridade semafórica;

✅ Estações acessíveis;

✅ Monitoramento operacional em tempo real;

✅ Integração com ciclovias e outros modais.


 

Integração com metrô, CPTM e futuros corredores

O grande diferencial do projeto está na integração.

Ao longo do trajeto, o BRT Radial Leste fará conexão com importantes estações da Linha 3-Vermelha do Metrô e das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, permitindo que os passageiros realizem deslocamentos mais rápidos sem depender exclusivamente do sistema viário convencional.

O corredor também foi planejado para funcionar em conjunto com outros projetos estratégicos, como:

  • BRT Aricanduva;
  • Corredor Itaquera–Líder;
  • Expansão da Linha 2-Verde;
  • Linha 15-Prata;
  • Rede cicloviária da Zona Leste.

 

A conexão com o BRT Aricanduva

Um dos aspectos mais importantes do projeto é sua futura integração com o BRT Aricanduva, atualmente em obras.

Com 13,6 quilômetros de extensão, o BRT Aricanduva ligará a Radial Leste ao Terminal São Mateus, acompanhando o eixo do Rio Aricanduva e da Avenida Ragueb Chohfi. O corredor atravessará as regiões da Penha, Aricanduva, Itaquera e São Mateus, beneficiando aproximadamente 290 mil passageiros por dia e cerca de 1 milhão de moradores de forma indireta.

O sistema contará com 46 estações modernas, cobrança antecipada da tarifa, Wi-Fi, acessibilidade completa, portas automáticas de plataforma e faixas exclusivas para aumentar a velocidade operacional dos ônibus.

Na prática, a integração entre os corredores permitirá que passageiros da região de São Mateus, Cidade Líder, Aricanduva, Penha e do Centro tenham deslocamentos mais rápidos e previsíveis, reduzindo a dependência do transporte individual e melhorando a conexão com a rede metroferroviária.


 

Uma nova rede estrutural para a Zona Leste

Os projetos do BRT Radial Leste e do BRT Aricanduva representam uma mudança de conceito na mobilidade da região.

Em vez de corredores isolados, a Prefeitura pretende criar uma malha integrada capaz de distribuir passageiros entre metrô, trem, ônibus e ciclovias, oferecendo mais alternativas de deslocamento e aumentando a eficiência do transporte coletivo.

Quando concluídos, os dois corredores deverão formar um dos mais importantes eixos de transporte público da capital, reforçando a ligação entre o Centro e a Zona Leste e preparando a cidade para futuras expansões da rede sobre trilhos.


 

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BRT Radial Leste e BRT Aricanduva: dois projetos, uma mesma missão — tornar o transporte público mais rápido, integrado e eficiente para milhões de paulistanos.



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Jundiaí amplia ações de mobilidade com melhorias no transporte coletivo, segurança viária e novos acessos

Município reúne investimentos em ônibus, infraestrutura viária, mobilidade ativa e novos acessos para acompanhar o crescimento urbano       ...