segunda-feira, 3 de agosto de 2026

TCE orienta mudanças na licitação do transporte coletivo de Cascavel

 


 

Suspensa no final de 2024 pelo TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná), a licitação para concessão do transporte coletivo de Cascavel já poderá ser retomada, mas precisará seguir seis recomendações feitas por técnicos da própria corte. A ideia é definir uma ou mais empresas para operar o serviço pelo valor máximo de R$ 251,9 milhões por um prazo de 15 anos.

O Pleno do TCE-PR considerou procedentes os apontamentos relacionados às premissas econômico-financeiras da frota, à tributação incidente sobre a folha de pagamento, à ausência de especificação de bens reversíveis, à necessidade de atualização dos estudos de viabilidade e à desconformidade de cláusulas do edital com normas trabalhistas vigentes.


AS RECOMENDAÇÕES

A primeira recomendação orienta que a Transitar revise as premissas econômico-financeiras da licitação no tocante à exigência de substituição da frota a partir do segundo ano da concessão, antes mesmo de os veículos atingirem a idade média ou máxima de uso. Para o Tribunal, a medida afronta o princípio de eficiência da contratação. A recomendação é de que a previsão das receitas decorrentes da alienação da frota seja substituída por projeções embasadas exclusivamente na prestação de serviços e em parâmetros comprováveis de mercado.

Em relação à folha de pagamento, a decisão recomendou que a adaptação da modelagem econômico-financeira com base na Lei nº 14.973/2024, que alterou as antigas regras de tributação previdenciária para um modelo de tributação progressiva da folha de pagamento. A norma substitui o recolhimento exclusivo sobre a receita bruta por um modelo misto e escalonado, prevendo a transição gradual para a contribuição previdenciária de 20% sobre a folha.

Outra recomendação sugere que a Transitar detalhe no edital do procedimento licitatório quais bens serão considerados reversíveis, incluindo características e condições de transferência ao poder público ao fim da concessão. É que a Lei nº 8.987/1995 estabelece que os editais de concessão devem especificar os ativos utilizados na prestação do serviço, que ao término do contrato devem retornar ao patrimônio municipal.

O TCE também orientou que, ao celebrar um novo contrato, a administração observe o artigo 42 da Lei nº 8.987/1995, o qual prevê a realização de um processo de regularização contábil e financeira em relação à empresa que deixar de prestar o serviço após o fim do atual Contrato de Concessão nº 1/2002.

Também foi recomendada a atualização dos estudos de viabilidade econômico-financeira da licitação, para que os documentos reflitam valores e condições atuais de mercado. Nesse sentido, o relator explicou que, ao utilizar valores mais antigos, a autarquia pode conduzir a distorções nos preços e nos custos operacionais apresentados pelas licitantes, resultando em projeções econômicas em discrepância com a realidade.

Por fim, o Tribunal recomenda a exclusão da cláusula do edital que autorizava a dispensa de funcionários em até 48 horas após eventual mudança na operação do serviço. De acordo com o relator do caso, a medida é necessária para que a Transitar de Cascavel possa prosseguir com a licitação do transporte público municipal. (Foto: Secom/PMC)

 

 

Fonte Alerta Paraná 

Tempo de deslocamento pelo transporte coletivo de Curitiba é 21% menor do que a média brasileira, segundo BNDES

 Pesquisa levou em consideração 21 regiões metropolitanas. Na capital, o tempo médio de deslocamento é de 49 minutos e na Região Metropolitana de Curitiba é de 51,9 minutos. Média nas regiões analisadas foi de 62,7 minutos

 

 


 

Curitiba tem um dos menores tempos médios de deslocamento no transporte coletivo do país. Levantamento do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades, mostra que a capital paranaense registra média de 49 minutos por viagem, desempenho significativamente melhor que a média nacional, de 62,7 minutos. Se deslocar de ônibus em Curitiba é 13 minutos mais rápido (21%) do que a média das regiões metropolitanas pesquisadas.

Entre as 21 regiões metropolitanas analisadas no estudo, a de Curitiba (incluindo os demais municípios) aparece entre as seis melhores colocadas no ranking nacional. A média da RMC é de 51,9 minutos. As zonas próximas ao limite da área de estudo apresentam os maiores tempos médios, enquanto zonas centrais em Curitiba, os menores tempos.

A RMC fica atrás apenas de Maceió (AL), 34,36 minutos; Baixada Santista (SP), 43,1 minutos; Natal (RN), 46,3 minutos; Salvador (BA), 48, 4 minutos; e Belém (PA), 49,1 minutos. Na outra ponta do ranking aparecem São Luís (MA), 105,9 minutos; Grande Vitória (ES), 90,3 minutos; Recife (PE), 82,7 minutos; e Fortaleza (CE), 80,8 minutos, regiões metropolitanas que apresentam os maiores tempos médios de deslocamento do país.

O estudo aponta que, apesar dos desafios enfrentados pela mobilidade urbana no Brasil, Curitiba mantém um desempenho acima da média nacional e investe para reduzir ainda mais o tempo gasto pelos passageiros nos deslocamentos diários.

“Curitiba já tem o transporte público mais integrado do País com sua região metropolitana e um sistema, por corredores exclusivos, que dá agilidade ao deslocamento da população. Mas a nossa meta é que cada vez mais a população possa sair mais tarde de casa para trabalhar e voltar mais rápido para descansar. Temos, para os próximos quatro anos, um amplo programa de melhorias para o transporte coletivo, com o novo contrato de concessão, mais integração e sustentabilidade”, diz o prefeito Eduardo Pimentel.


Estudo

O estudo destaca a capital paranaense pelos avanços em planejamento, integração operacional, infraestrutura, sustentabilidade e modelo de financiamento do transporte coletivo.

O levantamento aponta Curitiba como o "exemplo clássico" de planejamento de transporte público no Brasil, graças ao modelo tronco-alimentado implantado na cidade. A organização da rede, formada por linhas Ligeirão, Expressas, Interbairros, Diretas, Alimentadoras, Troncais e Convencionais, integradas por estações-tubo e terminais, é considerada um dos principais diferenciais do sistema, garantindo maior racionalização da oferta e eficiência operacional.

Na avaliação das 21 regiões metropolitanas analisadas, Curitiba recebeu nota 4, em uma escala de até 5, no indicador de integração e tronco-alimentação. O estudo ressalta que a cidade possui uma rede predominantemente estruturada em escala metropolitana, enquanto grande parte das demais regiões ainda enfrenta sobreposição de linhas e baixa integração entre os serviços.

Outro destaque é a infraestrutura exclusiva para ônibus. Curitiba conta com 79,57 quilômetros de canaletas exclusivas, utilizadas principalmente pelas linhas Ligeirão e Expressas. Segundo o estudo, essa estrutura protege o transporte coletivo dos congestionamentos do tráfego geral, garantindo melhor velocidade operacional e maior regularidade das viagens.

Considerado um dos transportes coletivos mais eficientes do Brasil, o sistema de Curitiba foi pioneiro na implantação do o BRT (Bus Transit Rapid), sistema de canaletas exclusivas para transporte das linhas expressas, que formam eixos de deslocamento pela cidade, nos sentidos Norte e Sul e Leste/Oeste.

Nestes corredores, que transportam 65% dos passageiros do transporte coletivo de Curitiba, os ônibus têm conquistado mais velocidade com os Ligeirões, que têm menos paradas.

Ligeirões

Em 2024 entrou em funcionamento a linha BRT Ligeirão Norte/Sul, que diminuiu o tempo de deslocamento em 15 minutos entre os Terminais Santa Cândida e Pinheirinho. Está em implantação o BRT Ligeirão Leste/Oeste, que vai diminuir em 23 minutos o tempo de deslocamento com 11 paradas no trajeto.

Segundo o presidente da Urbanização de Curitiba, Ogeny Pedro Maia Neto, a ampliação da integração temporal na cidade, que permite a troca de ônibus pelo passageiro sem ter que pagar mais uma nova passagem e sem que para isso ele tenha que estar em uma estação-tubo ou terminal, também contribui para deslocamentos mais eficientes. “O passageiro passa a fazer o seu próprio itinerário sem depender das integrações em pontos fixos. Isso torna o deslocamento mais rápido também”, diz. No ano passado entrou em vigor a integração temporal em dois pontos importantes do transporte coletivo da capital, nas Praças Rui Barbosa e Carlos Gomes.

Em termos de infraestrutura de transporte coletivo de média e alta capacidade, Curitiba possui uma das quatro maiores redes do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro e ao lado do Distrito Federal. Quando considerado o indicador de extensão da rede por habitante, a capital paranaense aparece entre as líderes nacionais, juntamente com o Rio de Janeiro, como uma das únicas regiões metropolitanas com mais de 30 quilômetros de infraestrutura para cada milhão de habitantes.

A sustentabilidade também é apontada como um dos pontos fortes da cidade. O estudo destaca o PlanClima, plano municipal que estabelece a meta de neutralidade de carbono até 2050.

Além dos aspectos operacionais, Curitiba também recebeu reconhecimento pela estrutura financeira que sustenta o transporte coletivo. O ENMU aponta a cidade como a única entre as 21 regiões metropolitanas analisadas a atingir o modelo considerado ideal no eixo de financiamento e garantias.

Ao lado do Rio de Janeiro, Curitiba está entre as poucas cidades brasileiras que possuem fundos de mobilidade efetivamente estruturados. O estudo destaca, em especial, o Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), classificando a capital como a única região metropolitana do país com um fundo estruturado e mecanismo de recomposição automática de recursos, característica que proporciona maior estabilidade financeira ao sistema e amplia sua capacidade de planejamento e investimentos de longo prazo.

 

Investimentos

O ENMU reuniu 187 projetos de implantação, expansão e requalificação de sistemas de transporte público em 19 capitais brasileiras, além de Campinas e da Baixada Santista,  no estado de São Paulo. A estimativa do BNDES é de que sejam necessários mais de R$ 400 bilhões em investimentos para ampliar a infraestrutura de mobilidade urbana no país.

A meta do estudo é reduzir o tempo médio de deslocamento das regiões metropolitanas brasileiras de 62,42 minutos para 56,06 minutos até 2054, caso todos os investimentos indicados pelo BNDES sejam executados.

Além da redução no tempo de viagem, o estudo aponta que os investimentos poderão ampliar a acessibilidade ao transporte público, fortalecer a integração entre os modais, reduzir acidentes de trânsito, diminuir as emissões de gases de efeito estufa e contribuir para uma redução média de 11% nas tarifas.

Segundo o BNDES, além dos investimentos em infraestrutura, será necessário fortalecer a governança do transporte metropolitano, ampliar a integração tarifária e garantir fontes permanentes de financiamento para que os projetos possam sair do papel e melhorar a mobilidade nas cidades brasileiras.

 

Fonte Prefeitura de Curitiba 

BUSSCAR prepara novidades para a LAT.BUS 2026

Participação na principal feira do transporte de passageiros da América Latina terá  como destaque um estande dedicado à inovação, ao relacionamento e à apresentação de soluções para o setor.



                A BUSSCAR prepara uma participação de destaque na LAT.BUS 2026, que será realizada de 11 a 13 de agosto, no São Paulo Expo (SP), levando ao evento um estande pensado para ir além da exposição de veículos e proporcionar uma experiência completa aos visitantes. Durante a feira, apresentaremos uma série de lançamentos, reforçando a estratégia de oferecer ao mercado soluções alinhadas às novas demandas do transporte de passageiros.


                Entre os principais destaques estão dois novos modelos BUSSCAR, que farão sua estreia oficial durante o evento. Desenvolvidos para elevar os padrões de tecnologia, conforto, segurança e eficiência operacional, os lançamentos marcam mais um passo à inovação. Além deles, outras novidades serão reveladas ao longo da feira, tornando a visita do estande uma oportunidade para conhecer, em primeira mão, as soluções que passarão a integrar o portfólio.


                Mais do que um espaço para exposição de veículos, o estande da BUSSCAR convida os visitantes a vivenciar a marca. Além de lançamentos, o ambiente reunirá áreas de entretenimento, salas VIP para reuniões e negociações, um longe com apresentações e conteúdos exclusivos e um espaço dedicado à história da empresa, resgatando momentos marcantes de sua trajetória e evidenciando a conexão entre  tradição, inovação e futuro.


                Como integrante do Grupo CAIO, a BUSSCAR fará parte de uma das maiores exposições da LAT.BUS 2026. O estande reunirá um amplo portfólio de veículos das empresas do grupo, além da participação do banco LUSO BRASILEIRO, oferecendo aos visitantes uma visão abrangente das soluções desenvolvidas para diferentes segmentos do transporte de passageiros.


                Com lançamentos, experiências interativas e novidades faremos do estande um dos principais pontos de encontro da LAT.BUS 2026 Jornalistas, clientes, parceiros e demais visitantes estão convidados a conhecer, em primeira mão, as inovações que preparamos para esta edição da feira e que reforça o nosso compromisso com a evolução do transporte de passageiros.






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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Sistema Navegantes moderniza gestão do transporte aquaviário em Santarém com monitoramento e fiscalização em tempo real

 Nova plataforma da Sempta integra informações, fortalece o ordenamento das embarcações e amplia a segurança e a eficiência das operações nos rios do município. 

 


 


A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Portos e Transporte Aquaviário (Sempta), colocou em funcionamento o Sistema Navegantes, uma plataforma tecnológica criada para modernizar a gestão do transporte aquaviário e das atividades portuárias no município.

A ferramenta foi desenvolvida para garantir mais organização, integração e controle das informações relacionadas ao setor hidroviário, permitindo o cadastramento, monitoramento e acompanhamento das embarcações e dos operadores que atuam em Santarém. O sistema fortalece as ações de ordenamento portuário, fiscalização, planejamento e gestão administrativa.

 

Em um município onde os rios têm papel essencial na mobilidade, no turismo e na economia, a implantação do Sistema Navegantes representa um avanço para tornar os serviços mais eficientes, seguros e alinhados às necessidades da população.

Para o secretário municipal de Portos e Transporte Aquaviário, João Albuquerque, a tecnologia representa um novo momento para a gestão do setor.

“O Sistema Navegantes é uma ferramenta que veio para transformar a forma como acompanhamos e planejamos o transporte aquaviário em Santarém. Com informações organizadas e acessíveis, conseguimos fortalecer a fiscalização, melhorar o atendimento aos usuários e tomar decisões mais estratégicas para o desenvolvimento do setor. É um avanço que traz mais segurança, eficiência e transparência para todos que dependem dos nossos rios”, destacou.

Entre as funcionalidades da plataforma estão o controle cadastral das embarcações, acompanhamento das atividades realizadas no município e integração de dados que auxiliam no planejamento das ações da secretaria.

 


 

A agente de fiscalização da Sempta, Suzeane Lima, explica que o sistema vai contribuir diretamente para o trabalho realizado em campo.

“O Sistema Navegantes vai facilitar muito a rotina da fiscalização, porque teremos acesso a informações mais precisas sobre as embarcações e os operadores cadastrados. Isso permite uma atuação mais organizada, preventiva e eficiente, garantindo que o transporte aquaviário seja realizado dentro das normas e com mais segurança para a população”, afirmou.

 

Para quem vive diariamente a realidade dos rios, a modernização também representa reconhecimento e valorização dos profissionais que fazem do transporte aquaviário uma atividade essencial. 

É o caso de Brailson de Sousa, que trabalha há anos com embarcações e segue um legado familiar no setor. Atualmente, ele realiza transporte de passageiros para a região da Cachoeira do Aruã.

“A minha vida sempre esteve ligada ao rio. É uma tradição que vem da minha família e que passou de geração para geração. Hoje, ver uma ferramenta como essa chegando para organizar melhor o nosso trabalho é muito importante. O transporte aquaviário precisa de valorização, segurança e organização, porque é por meio dos rios que muitas pessoas chegam aos seus destinos, trabalham e movimentam a economia da nossa região”, ressaltou.

Com o funcionamento do Sistema Navegantes, a Prefeitura de Santarém reafirma o compromisso com a inovação, a valorização do transporte aquaviário e a construção de uma gestão pública mais moderna, conectada e preparada para os desafios de uma cidade que tem nos rios uma das suas principais vias de desenvolvimento.

 

Fonte Prefeitura Santarém 




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Tempo de deslocamento pelo transporte coletivo de Curitiba é 21% menor do que a média brasileira, segundo BNDES

 Pesquisa levou em consideração 21 regiões metropolitanas. Na capital, o tempo médio de deslocamento é de 49 minutos e na Região Metropolitana de Curitiba é de 51,9 minutos. Média nas regiões analisadas foi de 62,7 minutos 

 


 

Curitiba tem um dos menores tempos médios de deslocamento no transporte coletivo do país. Levantamento do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades, mostra que a capital paranaense registra média de 49 minutos por viagem, desempenho significativamente melhor que a média nacional, de 62,7 minutos. Se deslocar de ônibus em Curitiba é 13 minutos mais rápido (21%) do que a média das regiões metropolitanas pesquisadas.

Entre as 21 regiões metropolitanas analisadas no estudo, a de Curitiba (incluindo os demais municípios) aparece entre as seis melhores colocadas no ranking nacional. A média da RMC é de 51,9 minutos. As zonas próximas ao limite da área de estudo apresentam os maiores tempos médios, enquanto zonas centrais em Curitiba, os menores tempos.

A RMC fica atrás apenas de Maceió (AL), 34,36 minutos; Baixada Santista (SP), 43,1 minutos; Natal (RN), 46,3 minutos; Salvador (BA), 48, 4 minutos; e Belém (PA), 49,1 minutos. Na outra ponta do ranking aparecem São Luís (MA), 105,9 minutos; Grande Vitória (ES), 90,3 minutos; Recife (PE), 82,7 minutos; e Fortaleza (CE), 80,8 minutos, regiões metropolitanas que apresentam os maiores tempos médios de deslocamento do país.

O estudo aponta que, apesar dos desafios enfrentados pela mobilidade urbana no Brasil, Curitiba mantém um desempenho acima da média nacional e investe para reduzir ainda mais o tempo gasto pelos passageiros nos deslocamentos diários.

 

“Curitiba já tem o transporte público mais integrado do País com sua região metropolitana e um sistema, por corredores exclusivos, que dá agilidade ao deslocamento da população. Mas a nossa meta é que cada vez mais a população possa sair mais tarde de casa para trabalhar e voltar mais rápido para descansar. Temos, para os próximos quatro anos, um amplo programa de melhorias para o transporte coletivo, com o novo contrato de concessão, mais integração e sustentabilidade”, diz o prefeito Eduardo Pimentel.


Estudo

O estudo destaca a capital paranaense pelos avanços em planejamento, integração operacional, infraestrutura, sustentabilidade e modelo de financiamento do transporte coletivo.

O levantamento aponta Curitiba como o "exemplo clássico" de planejamento de transporte público no Brasil, graças ao modelo tronco-alimentado implantado na cidade. A organização da rede, formada por linhas Ligeirão, Expressas, Interbairros, Diretas, Alimentadoras, Troncais e Convencionais, integradas por estações-tubo e terminais, é considerada um dos principais diferenciais do sistema, garantindo maior racionalização da oferta e eficiência operacional.

Na avaliação das 21 regiões metropolitanas analisadas, Curitiba recebeu nota 4, em uma escala de até 5, no indicador de integração e tronco-alimentação. O estudo ressalta que a cidade possui uma rede predominantemente estruturada em escala metropolitana, enquanto grande parte das demais regiões ainda enfrenta sobreposição de linhas e baixa integração entre os serviços.

Outro destaque é a infraestrutura exclusiva para ônibus. Curitiba conta com 79,57 quilômetros de canaletas exclusivas, utilizadas principalmente pelas linhas Ligeirão e Expressas. Segundo o estudo, essa estrutura protege o transporte coletivo dos congestionamentos do tráfego geral, garantindo melhor velocidade operacional e maior regularidade das viagens.

Considerado um dos transportes coletivos mais eficientes do Brasil, o sistema de Curitiba foi pioneiro na implantação do o BRT (Bus Transit Rapid), sistema de canaletas exclusivas para transporte das linhas expressas, que formam eixos de deslocamento pela cidade, nos sentidos Norte e Sul e Leste/Oeste.

Nestes corredores, que transportam 65% dos passageiros do transporte coletivo de Curitiba, os ônibus têm conquistado mais velocidade com os Ligeirões, que têm menos paradas.

 

Ligeirões

Em 2024 entrou em funcionamento a linha BRT Ligeirão Norte/Sul, que diminuiu o tempo de deslocamento em 15 minutos entre os Terminais Santa Cândida e Pinheirinho. Está em implantação o BRT Ligeirão Leste/Oeste, que vai diminuir em 23 minutos o tempo de deslocamento com 11 paradas no trajeto.

Segundo o presidente da Urbanização de Curitiba, Ogeny Pedro Maia Neto, a ampliação da integração temporal na cidade, que permite a troca de ônibus pelo passageiro sem ter que pagar mais uma nova passagem e sem que para isso ele tenha que estar em uma estação-tubo ou terminal, também contribui para deslocamentos mais eficientes. “O passageiro passa a fazer o seu próprio itinerário sem depender das integrações em pontos fixos. Isso torna o deslocamento mais rápido também”, diz. No ano passado entrou em vigor a integração temporal em dois pontos importantes do transporte coletivo da capital, nas Praças Rui Barbosa e Carlos Gomes.

Em termos de infraestrutura de transporte coletivo de média e alta capacidade, Curitiba possui uma das quatro maiores redes do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro e ao lado do Distrito Federal. Quando considerado o indicador de extensão da rede por habitante, a capital paranaense aparece entre as líderes nacionais, juntamente com o Rio de Janeiro, como uma das únicas regiões metropolitanas com mais de 30 quilômetros de infraestrutura para cada milhão de habitantes.

A sustentabilidade também é apontada como um dos pontos fortes da cidade. O estudo destaca o PlanClima, plano municipal que estabelece a meta de neutralidade de carbono até 2050.

Além dos aspectos operacionais, Curitiba também recebeu reconhecimento pela estrutura financeira que sustenta o transporte coletivo. O ENMU aponta a cidade como a única entre as 21 regiões metropolitanas analisadas a atingir o modelo considerado ideal no eixo de financiamento e garantias.

Ao lado do Rio de Janeiro, Curitiba está entre as poucas cidades brasileiras que possuem fundos de mobilidade efetivamente estruturados. O estudo destaca, em especial, o Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), classificando a capital como a única região metropolitana do país com um fundo estruturado e mecanismo de recomposição automática de recursos, característica que proporciona maior estabilidade financeira ao sistema e amplia sua capacidade de planejamento e investimentos de longo prazo.


Investimentos

O ENMU reuniu 187 projetos de implantação, expansão e requalificação de sistemas de transporte público em 19 capitais brasileiras, além de Campinas e da Baixada Santista,  no estado de São Paulo. A estimativa do BNDES é de que sejam necessários mais de R$ 400 bilhões em investimentos para ampliar a infraestrutura de mobilidade urbana no país.

A meta do estudo é reduzir o tempo médio de deslocamento das regiões metropolitanas brasileiras de 62,42 minutos para 56,06 minutos até 2054, caso todos os investimentos indicados pelo BNDES sejam executados.

Além da redução no tempo de viagem, o estudo aponta que os investimentos poderão ampliar a acessibilidade ao transporte público, fortalecer a integração entre os modais, reduzir acidentes de trânsito, diminuir as emissões de gases de efeito estufa e contribuir para uma redução média de 11% nas tarifas.

Segundo o BNDES, além dos investimentos em infraestrutura, será necessário fortalecer a governança do transporte metropolitano, ampliar a integração tarifária e garantir fontes permanentes de financiamento para que os projetos possam sair do papel e melhorar a mobilidade nas cidades brasileiras.



Fonte Prefeitura de Curitiba 




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Cinco ônibus articulados da Ricco entram em operação e reforçam transporte coletivo

 Ampliação da frota busca melhorar a regularidade das linhas e oferecer mais conforto aos passageiros

 


 Os primeiros cinco ônibus articulados incorporados ao sistema de transporte coletivo de Rio Branco começaram a circular nesta quarta-feira (29). Os veículos, que passam a operar pela concessionária Ricco Transportes, representam uma das principais medidas adotadas pela Prefeitura para fortalecer o atendimento à população após os problemas enfrentados pelo serviço nas últimas semanas.

 Com capacidade para transportar um número maior de passageiros e equipados com ar-condicionado, os novos coletivos devem atender linhas de maior demanda, contribuindo para melhorar o fluxo de usuários e oferecer viagens mais confortáveis. 

 

A administração municipal informou que o reforço na frota não será limitado aos cinco veículos já em circulação. Outros dez ônibus estão previstos para chegar à capital nos próximos dias, ampliando ainda mais a capacidade operacional do sistema. A expectativa é que, com a entrada gradual desses coletivos, seja possível reduzir o tempo de espera nos pontos e aumentar a frequência das viagens.

Segundo o superintendente da RBTrans, tenente-coronel Marcos Coutinho, a operação dos novos articulados faz parte de um conjunto de ações voltadas à recuperação do transporte público da capital, após o período de instabilidade que comprometeu o funcionamento do serviço.

Além das melhorias operacionais, os novos ônibus também chamaram a atenção pelo visual. Ao contrário do padrão azul adotado em parte da frota da atual gestão, os articulados chegaram com carroceria totalmente amarela, característica que despertou a curiosidade de passageiros e de moradores que acompanharam o início da circulação dos veículos pelas ruas de Rio Branco.

 

 Fonte: Ac24horas




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Prefeitura inicia recadastramento do Tarifa Zero para o segundo semestre de 2026 na próxima semana

 Processo obrigatório poderá ser realizado durante um mês pelo aplicativo Supersit Uberlândia a partir do dia 3 de agosto 

 


 

A Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran) e da Ubertrans, realizará, de 3 de agosto a 4 de setembro, o recadastramento dos beneficiários do programa Tarifa Zero para o segundo semestre de 2026. O procedimento é obrigatório por lei e é destinado aos estudantes que já possuem o benefício, devendo ser realizado integralmente pelo aplicativo Supersit Uberlândia, disponível para download nas lojas digitais (iOS e Android).

O processo é necessário para a atualização e a validação dos dados dos beneficiários e evita que o benefício seja bloqueado após 4 de setembro. O público-alvo inclui estudantes, residentes e domiciliados no Município de Uberlândia, que estejam regularmente matriculados em instituições de ensino fundamental, médio, superior, pós-graduação e no ensino técnico profissionalizante, públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação – MEC, com carga horária total igual ou superior a 600 horas. No caso dos estudantes da UFU, o período de recadastramento será diferenciado, conforme o vencimento da grade estudantil, a partir de setembro.

Atualmente, o programa conta com 45.831 estudantes com o benefício Tarifa Zero ativo, sendo 10.999 alunos do ensino fundamental, 13.698 do ensino médio e 21.134 do ensino superior ou técnico. Entre abril e junho deste ano, foram registradas 2.930.125 utilizações do benefício, com média de aproximadamente 976,7 mil utilizações por mês. Em 2026, o programa também contabilizou 12.754 novos cadastros, sendo 902 realizados somente no mês de junho.

O secretário municipal de Trânsito e Transportes, Paulo Romes, ressalta que os estudantes devem ficar atentos ao prazo e realizar o procedimento dentro do período estabelecido. “A atualização dos dados permite manter o cadastro regularizado e garante que o benefício continue chegando a quem realmente tem direito. Orientamos para que os beneficiários não deixem o procedimento para a última hora, e que confiram com atenção toda a documentação antes de concluir o processo pelo aplicativo”, destacou.

Recadastro virtual

Para realizar o procedimento, o estudante deve acessar o aplicativo Supersit Uberlândia, fazer login ou cadastro, atualizar os dados pessoais e acessar a opção “Cartões” e, em seguida, “Recadastro de Benefício”. Durante o processo, será necessário enviar uma foto atualizada e anexar os documentos exigidos, que devem estar nítidos e legíveis. Após a conclusão, o estudante poderá acompanhar o status da solicitação pelo próprio aplicativo.

Entre os documentos necessários estão a Grade Horária Tarifa Zero 2026, a Ficha de Cadastro Tarifa Zero 2026, o Termo de Consentimento de Dados Pessoais (LGPD), documento oficial de identificação com foto e comprovante de residência. Os documentos e formulários necessários estão disponíveis nos canais da Ubertrans, responsável pela operação do sistema.

O atendimento presencial na sede da Ubertrans será destinado exclusivamente aos beneficiários que não conseguirem concluir o recadastramento pelo aplicativo e ocorrerá mediante agendamento prévio. Já os estudantes que ainda não possuem o cartão Tarifa Zero e desejam realizar o primeiro cadastro deverão comparecer presencialmente à sede da Ubertrans, munidos da documentação exigida. Para menores de idade, é necessária a presença do responsável legal.

Acesso à educação

O programa Tarifa Zero é destinado a alunos regularmente matriculados em instituições de ensino reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), com carga horária total igual ou superior a 600 horas. O benefício contempla passes diários conforme a frequência escolar, além de dois passes adicionais por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Os créditos não são cumulativos e expiram diariamente. O benefício também pode ser utilizado em atividades de lazer e cultura. É proibido, entretanto, vender, trocar ou emprestar os passes.

De acordo com o decreto 21629/2025, alterado pelo decreto 22468/2026, os passes concedidos no âmbito deste benefício não substituem o vale-transporte e não poderão ser utilizados para deslocamentos relacionados ao exercício de atividade laboral. O uso indevido pode resultar na cassação do benefício pelo período de seis meses. Também não é permitida a acumulação com outros benefícios do Sistema Integrado de Transporte.

Os estudantes devem realizar a renovação cadastral a cada seis meses, conforme as regras do programa. Em caso de perda, roubo ou extravio do cartão, o estudante deve comunicar imediatamente a Central de Atendimento da Ubertrans pelo telefone (34) 3210-2040 ou pelo WhatsApp (34) 99979-3639, em dias úteis.

Mais informações sobre o recadastramento, os documentos necessários e o passo a passo para utilização do aplicativo podem ser consultadas no site da Ubertrans ou pelos canais de atendimento. A sede está localizada na Avenida João Pinheiro, nº 1.154, loja 112, no Terminal Central.

Monitoramento contínuo

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran) continuará realizando fiscalizações de forma contínua e auditorias aleatórias. A pasta poderá solicitar documentos adicionais, verificar matrícula e frequência escolar junto às instituições de ensino e bloquear imediatamente o benefício em caso de irregularidades comprovadas, assegurando o direito à ampla defesa, conforme previsto na legislação.

Caberá às instituições de ensino encaminhar mensalmente à Settran a relação atualizada dos estudantes matriculados. A gratuidade do passe escolar será cassada caso o beneficiário venda, troque, empreste ou permita o uso indevido do benefício por terceiros.

A Prefeitura reforça que o programa Tarifa Zero é uma importante conquista social, que beneficia milhares de estudantes. A continuidade do programa depende do uso responsável do benefício e do cumprimento das regras estabelecidas. Os processos de recadastramento e auditoria são fundamentais para assegurar a transparência, a justiça e a preservação do programa para todos que têm direito ao benefício.

 

 

Fonte Prefeitura de Uberlândia 




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