🚌 Histórias do Transporte | Episódio 2: Busscar – Uma marca que conquistou as estradas e deixou saudades
Poucas fabricantes de ônibus despertam tanta admiração entre passageiros, motoristas e busólogos quanto a Busscar. Com modelos que se destacavam pelo conforto, design inovador e qualidade de construção, a empresa escreveu um dos capítulos mais marcantes da indústria brasileira de ônibus.
A história começou em 17 de setembro de 1946, na cidade de Joinville (SC), quando os irmãos Augusto Bruno Nielson e Eugênio Nielson fundaram uma pequena marcenaria chamada Nielson & Irmão. Inicialmente dedicada à fabricação de móveis, a empresa passou a reformar carrocerias de ônibus e, em 1949, construiu sua primeira jardineira totalmente em madeira, dando início a uma trajetória que transformaria a marca em referência nacional.
Nas décadas seguintes, a Nielson consolidou seu nome no mercado, especialmente com a família de ônibus rodoviários Diplomata, que se tornou um dos maiores sucessos do transporte brasileiro. Seus veículos eram reconhecidos pelo conforto, robustez e visual moderno, equipando empresas de transporte em todo o país e também no exterior.
Em 1989, a empresa adotou oficialmente o nome Busscar, acompanhando o lançamento de uma nova geração de produtos. A fabricante ampliou sua atuação e passou a produzir ônibus urbanos, rodoviários, de fretamento, turismo e até trólebus, conquistando espaço em grandes sistemas de transporte coletivo. Modelos como Urbanus, Urbanuss, Urbanuss Pluss, El Buss, Jum Buss, Vissta Buss e o imponente Panorâmico DD marcaram época e ainda hoje são lembrados com carinho pelos apaixonados pelo transporte.
Entretanto, a partir dos anos 2000, a empresa enfrentou uma grave crise financeira. As dificuldades culminaram na paralisação da produção e, em 2012, a Justiça decretou a falência do Grupo Busscar, encerrando uma importante fase da história da indústria brasileira de ônibus.
Mas a tradição da marca não desapareceu. Em 2017, o parque fabril e a marca Busscar foram adquiridos por investidores ligados à Caio Induscar, que criaram a Carbuss e retomaram a produção em Joinville. Desde então, a Busscar voltou ao mercado com novos projetos, preservando sua identidade e investindo em tecnologia e inovação para atender o transporte rodoviário moderno.
Mais do que fabricar ônibus, a Busscar ajudou a transportar milhões de brasileiros por décadas. Seus veículos fizeram parte de viagens inesquecíveis, conectaram cidades, aproximaram famílias e tornaram-se verdadeiros ícones da engenharia nacional.
A história da Busscar prova que grandes marcas podem atravessar dificuldades, mas seu legado permanece vivo na memória de quem ama o transporte coletivo.
📖 Série Especial – Histórias do Transporte
No Portal da Mobilidade, continuamos resgatando a história das fabricantes, dos veículos e das pessoas que ajudaram a construir o transporte brasileiro. Porque preservar essa memória é valorizar um patrimônio que faz parte da vida de milhões de passageiros.
🚍 Histórias do Transporte | CAIO: A fabricante que ajudou a construir a história dos ônibus brasileiros
Quando falamos em transporte coletivo no Brasil, é impossível não lembrar da CAIO. Presente em praticamente todas as cidades brasileiras, a fabricante se tornou referência na produção de carrocerias de ônibus e faz parte da memória de milhões de passageiros.
Fundada em 19 de dezembro de 1945, em São Paulo, a então Companhia Americana Industrial de Ônibus (CAIO) iniciou sua trajetória produzindo carrocerias de forma praticamente artesanal. Com o passar das décadas, a empresa acompanhou o crescimento das cidades brasileiras e a expansão do transporte coletivo, lançando modelos que marcaram época e conquistaram operadores em todo o país.
Na década de 1980, a fábrica foi transferida para Botucatu (SP), onde a empresa ampliou sua capacidade produtiva e consolidou sua posição como uma das principais fabricantes de ônibus urbanos do Brasil. Modelos clássicos como Gabriela, Vitória, Alpha, Apache, Millennium e, mais recentemente, Apache VIP V e eMillennium, tornaram-se presença constante nas ruas das cidades brasileiras.
Entretanto, o final dos anos 1990 trouxe dificuldades financeiras que culminaram na falência da antiga CAIO em 2000. A história, porém, não terminou ali. Em janeiro de 2001, a empresa foi assumida pela Induscar, que preservou a tradicional marca CAIO e iniciou um amplo processo de modernização. Em 2009, a Induscar adquiriu definitivamente a marca e o parque fabril, passando a operar como CAIO Induscar, fortalecendo ainda mais sua presença no mercado nacional e internacional.
Hoje, a CAIO é líder no segmento de ônibus urbanos no Brasil e exporta seus produtos para diversos países. Além dos tradicionais veículos movidos a diesel, a empresa investe em tecnologias sustentáveis, desenvolvendo carrocerias para ônibus elétricos, acompanhando a evolução da mobilidade urbana e contribuindo para um transporte coletivo mais moderno e eficiente.
Mais do que fabricar ônibus, a CAIO ajudou a escrever capítulos importantes da história do transporte brasileiro. Seus veículos transportaram gerações de trabalhadores, estudantes e famílias, tornando-se verdadeiros símbolos das cidades e despertando o interesse de busólogos e apaixonados pelo transporte coletivo.
📖 Série Especial – Histórias do Transporte
No Portal da Mobilidade, seguimos resgatando a trajetória das empresas, veículos e pessoas que contribuíram para a evolução da mobilidade urbana no Brasil. Afinal, conhecer a história do transporte é preservar um patrimônio que faz parte do dia a dia de milhões de brasileiros.
Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros emitiram nota conjunta
reafirmando posicionamento favorável à emissão das ordens de serviço da
licitação do transporte metropolitano
Os municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos
Coqueiros divulgaram, nesta sexta-feira, 24, uma nota conjunta em que
reafirmam o posicionamento favorável à emissão das ordens de serviço da
Concorrência Pública nº 001/2024, referente à licitação do transporte
coletivo da Região Metropolitana de Aracaju. O posicionamento ocorre
após o impasse
registrado na Assembleia Ordinária do Consórcio de Transporte Público
Coletivo Intermunicipal de Caráter Urbano da Região Metropolitana de
Aracaju (CTM), realizada em 12 de junho, quando Aracaju se manifestou
contra a medida.
Na nota, os três municípios afirmam que o avanço e a governança do
consórcio regem-se pelos princípios da colegialidade, da legalidade e da
igualdade federativa, destacando que em um consórcio público, nenhum
município assume papel de coadjuvante ou detém o poder de decisão
unilateral, cabendo à Assembleia Geral a posição de instância
deliberativa máxima, cujas determinações possuem caráter vinculante para
todos os entes.
Eles também ressaltam que, em deliberação formal realizada no dia 12
de junho de 2026, a Assembleia Geral decidiu, por maioria de votos e com
o apoio expresso dos três municípios signatários, pela emissão imediata
das Ordens de Serviço do transporte metropolitano. E que o respeito às
regras estatutárias exige que as decisões adotadas pelo colegiado sejam
cumpridas, sendo incabível o desfazimento ou sobrestamento de
deliberações conjuntas por atos isolados ou por manifestações de órgãos
internos cuja investidura não tenha cumprido o rito obrigatório.
Os três municípios também afirmam que a demora na execução da decisão
afeta diretamente os usuários do transporte coletivo da Região
Metropolitana. Segundo a nota, “prolongar indefinidamente este impasse e
retardar a eficácia de contratos legalmente validados penaliza
diariamente milhares de trabalhadores, idosos, estudantes e cidadãos que
dependem da regularidade, continuidade e eficiência do transporte
coletivo para exercerem seus direitos fundamentais”.
Ao final, os municípios afirmam que “o
respeito à vontade da maioria colegiada é indeclinável”, defendem a
responsabilização de quem impedir a execução das deliberações e reiteram
que permanecem abertos ao diálogo institucional.
PMA
A
Prefeitura de Aracaju já havia reafirmado publicamente o entendimento
de que não é possível emitir as ordens de serviço da Concorrência
Pública nº 001/2024. Segundo a administração municipal, a medida é
juridicamente inviável por contrariar decisões judiciais, um acórdão do
Tribunal de Contas do Estado (TCE) e uma deliberação anterior do próprio
Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM).
A gestão justificou que a licitação
foi anulada em razão de falhas apontadas pelos órgãos de controle e pelo
Judiciário, entre elas inconsistências técnicas, ausência de
informações essenciais, indícios de direcionamento e possível
superfaturamento.
A Prefeitura, que atualmente preside
o CTM, defende a realização de uma nova licitação para o transporte
coletivo da Grande Aracaju. A proposta já foi apresentada ao Ministério
Público de Sergipe (MPSE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e,
segundo a gestão, foi elaborada com base em estudos técnicos, nas
melhores práticas adotadas no país e em recomendações dos órgãos de
controle.
A Região Metropolitana do Recife poderá ter a capacidade de sua rede
de transporte público coletivo de média e alta capacidade nas próximas
décadas dobrada, com investimentos entre R$ 8,96 bilhões e R$ 18,17
bilhões, junto com a iniciativa privada. Com isso, os 68 quilômetros
passariam para 150 quilômetros de extensão, segundo uma projeção do
Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto foi feito em parceria com o Ministério das Cidades e mapeou
projetos prioritários para 21 regiões metropolitanas brasileiras. O
conjunto de intervenções poderá beneficiar cerca de 1,42 milhão de
passageiros por dia, reduzir em 22% o tempo médio de deslocamento e
evitar aproximadamente 605 vítimas de acidentes de trânsito por ano.
O plano prevê seis projetos estruturantes para a Região
Metropolitana. Cinco deles consistem em novos corredores que poderão ser
implantados tanto como BRT elétrico quanto como Veículo Leve sobre
Trilhos (VLT), dependendo dos estudos de viabilidade.
Entre os principais corredores propostos estão a ligação entre
Igarassu e Joana Bezerra, com cerca de 35,4 quilômetros, e o eixo entre o
Terminal Integrado de Abreu e Lima e Cajueiro Seco, com aproximadamente
30,6 quilômetros. Também fazem parte do banco de projetos intervenções
nos corredores da Avenida Norte, Boa Viagem/Olinda e Centro (Santo
Antônio)-São Lourenço da Mata, todos com possibilidade de implantação
por meio de BRT ou VLT.
Além da expansão física da rede, o estudo propõe uma reorganização
completa do sistema de transporte coletivo. A ideia é fortalecer um
modelo tronco-alimentador, reduzindo a sobreposição de linhas,
aumentando a integração entre ônibus e transporte sobre trilhos e
melhorando a eficiência operacional.
Segundo as projeções, a demanda de passageiros poderá crescer entre
15% e 30%, enquanto os custos operacionais podem cair até 20% com a
reorganização da rede e a integração dos serviços.
Outro eixo considerado estratégico pelo ENMU é a modernização da
bilhetagem eletrônica. O estudo recomenda sistemas interoperáveis,
capazes de aceitar diferentes formas de pagamento e integrar todos os
modos de transporte sob uma única plataforma.
O Grande Recife aparece como uma das referências nacionais por já
possuir integração entre ônibus urbanos, metropolitanos, metrô e VLT por
meio do cartão VEM, mas o relatório propõe avanços para um modelo ainda
mais moderno e baseado em conta digital do usuário.
Terminal vai integrar linhas municipais e intermunicipais - Reprodução
A Prefeitura do Rio apresentou, neste sábado (11/07), o novo Terminal
Intermodal de Campo Grande, mais uma intervenção de mobilidade prevista
para a Zona Oeste. Com investimento estimado em R$ 81,1 milhões, a
estrutura será construída em uma área de 22,2 mil metros quadrados,
entre a Estrada da Caroba e a Rua Campo Grande, e formará com o Terminal
BRT Campo Grande um novo polo de integração do transporte público na
região. Quando entrar em operação, vai reunir 33 linhas municipais e
intermunicipais em um único ponto de integração e facilitará os
deslocamentos dos passageiros da Zona Oeste e da Baixada Fluminense.
– O Terminal Intermodal de Campo Grande vai concentrar os
novos ônibus da região e melhorar a qualidade do embarque, dar mais
segurança, mais condições e dignidade para o passageiro da Zona Oeste.
Com os ônibus novos, a população vai ter previsibilidade e qualidade no
sistema, da mesma forma que tem hoje nos BRTs: fazer com o sistema de
ônibus comuns a mesma transformação que fizemos com os BRTs – declarou o
prefeito Eduardo Cavaliere, ao lado de secretários municipais e do
presidente da Câmara Municipal do Rio, Carlo Caiado.
O terminal será atendido por 21 linhas municipais da primeira fase do
Sistema RIO, nova concessão do transporte por ônibus da cidade. As
linhas farão o atendimento local aos bairros de Campo Grande, Inhoaíba,
Cosmos, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba, o que vai ampliar a oferta de
viagens e a conectividade da região. Além da operação municipal, o
terminal também receberá 12 linhas intermunicipais, para promover a
integração entre a capital e os municípios de Itaguaí, Seropédica, Nova
Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias.
A proposta é ampliar a integração entre as linhas municipais e
intermunicipais para permitir que os passageiros façam conexões com mais
facilidade, além de reduzir o tempo de deslocamento e organizar a
operação do transporte coletivo na região. Após a conclusão do processo
licitatório para a construção, as obras deverão ser executadas em até
dois anos.
Estrutura moderna e integrada ao BRT
Desenvolvido em parceria pelas secretarias municipais de
Infraestrutura e de Transporte, o novo terminal foi planejado para
reorganizar a operação dos ônibus municipais em Campo Grande. Vai reunir
embarques e desembarques em uma estrutura confortável e segura. Com
capacidade para receber cerca de 60 ônibus simultaneamente, foi
projetado para ampliar a eficiência operacional e atender à crescente
demanda da região. O novo terminal conecta-se, por meio de uma passarela
sob a via férrea, ao Terminal BRT Campo Grande. Também vai promover a
integração entre os ônibus convencionais e o sistema de alta capacidade,
o que vai melhorar a experiência dos milhares de passageiros que
utilizam diariamente o transporte público.
O terminal será implantado em dois níveis, com acessos independentes e
integração interna entre os pavimentos. O nível inferior terá entrada
pela Rua Campo Grande, enquanto o superior será acessado pela Rua Padre
Pauwels. Os dois espaços também estarão conectados ao Terminal BRT Campo
Grande por meio de uma passarela para garantir um acesso mais simples,
protegido e acessível para os usuários.
No pavimento superior, com aproximadamente 13,2 mil metros quadrados,
serão implantadas três plataformas cobertas e acessíveis, área de apoio
aos motoristas, guarita de segurança, sanitários públicos e para os
motoristas, além de escadas e elevador para ligação com o pavimento
inferior. O espaço poderá receber simultaneamente mais de 30 ônibus.
O pavimento inferior ocupará cerca de 8,9 mil metros quadrados e será
destinado ao atendimento dos passageiros e ao suporte da operação. O
espaço também contará com plataformas cobertas e acessíveis, além de
sanitários públicos e sala administrativa para os motoristas.
Além da infraestrutura voltada ao transporte coletivo, o projeto
prevê a implantação de 10 quiosques destinados ao comércio local. O
empreendimento também contará com um bicicletário para ampliar as opções
de integração entre bicicleta e transporte público e incentivando
deslocamentos mais sustentáveis.
Terminal Bairro Imperial Santa Cruz segue com obras em andamento
Outro terminal também está sendo construído na Zona Oeste: o do
Bairro Imperial Santa Cruz, que atenderá a alta demanda da região, em um
terreno de mais de 17 mil metros quadrados, com área construída de mais
de 14 mil metros quadrados, distribuída em três pavimentos, com
plataformas de embarque, áreas de circulação, comércio, estacionamento e
bicicletário. Com investimento de R$ 73,7 milhões, o terminal tem
previsão de conclusão e início da operação no segundo semestre de 2027.
A operação será reorganizada, com embarque e desembarque em
plataformas definidas. A estrutura terá capacidade para receber até 14
ônibus articulados do sistema BRT e dez ônibus convencionais, além de
micro-ônibus.
Plano integrado para transformar a mobilidade na Zona Oeste
A construção do Terminal Intermodal de Campo Grande marca mais um
passo do plano de transformação da mobilidade na Zona Oeste, um conjunto
de intervenções que está reorganizando os acessos do bairro e reduzindo
o tempo de deslocamento de quem vive e trabalha na região. Nos últimos
anos, a Prefeitura já entregou obras como o mergulhão sob a Avenida
Cesário de Melo, a revitalização da Rua Artur Rios, a requalificação da
Estrada da Caroba, a expansão da Estrada do Tingui até a Avenida Brasil,
a nova alça viária da Estrada dos Sete Riachos com a Praça Ana Maria da
Silva e o Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, o primeiro da história
de Campo Grande. Ao mesmo tempo, avançam outras obras estruturantes,
como a duplicação da Estrada do Lameirão, o novo túnel sob o Morro João
Vicente, a revitalização da Estrada do Monteiro e do Largo da Maçonaria e
a implantação do binário da Estrada Rio–São Paulo com a Rua Vitor
Alves, que vão ampliar as conexões com a Avenida Brasil, redistribuir o
fluxo viário e desafogar o trânsito da região.
O terminal passa a integrar essa nova lógica de circulação,
conectando diferentes modais de transporte em um bairro que concentra
mais de 350 mil moradores e funciona como um dos principais polos da
Zona Oeste. Somadas às intervenções viárias, às novas estações do BRT, à
renovação da frota e às melhorias no sistema de ônibus, as obras fazem
parte de um projeto integrado para tornar os deslocamentos mais rápidos,
organizar o trânsito e acompanhar o crescimento de Campo Grande com uma
infraestrutura de mobilidade mais moderna e eficiente.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a
suspensão imediata do processo seletivo para novos mercados do
transporte rodoviário interestadual de passageiros. Ao conceder a
decisão liminar, ele levou em conta possíveis vulnerabilidades no
sistema eletrônico do certame.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reabriu o prazo
para o envio de solicitações no Sistema de Processo Seletivo (Janela
Extraordinária 1/2024), etapa em que empresas de transporte rodoviário
interestadual de passageiros solicitam autorização para operar novos
mercados (linhas).
Na reclamação, a Associação Nacional das Empresas de Transportes
Rodoviários de Passageiros (Anatrip) alega que o processo seletivo viola
decisão do STF que validou normas federais que permitem a prestação de
serviços de transporte terrestre coletivo de passageiros mediante
simples autorização, sem procedimento licitatório prévio (Ações Diretas
de Inconstitucionalidade 5.549 e 6.270).
Segundo a Anatrip, o ato da ANTT desconsidera a exigência de
observância rigorosa dos princípios do planejamento, da motivação e da
análise prévia de viabilidade técnica e econômica na formulação de
políticas públicas e de medidas regulatórias para o setor de transportes
terrestres. A associação também destaca parecer do Ministério Público
Federal sobre fragilidades na segurança cibernética do certame.
Segurança
Ao determinar a suspensão da janela extraordinária, Mendonça
considerou que os riscos de segurança cibernética apontados pela
Anatrip, corroborados pelo parecer do MPF, ameaçam a higidez do certame.
Como o processo seletivo está em curso, com previsão de conclusão em
outubro, a decisão levou em conta o risco de prosseguimento e de
consolidação de situação de difícil reversão.
Na mesma decisão, o ministro deu prazo de dez dias para que a ANTT
apresente informações complementares sobre as medidas adotadas para
garantir a segurança cibernética e a regularidade do certame.
Novas unidades foram configuradas para as operações de fretamento, turismo e transporte executivo.
A BUSSCAR realizou a entrega de duas unidades do Vissta Buss 365 NB1 à AÇÃO Transportes, empresa paulista reconhecida por sua atuação no transporte rodoviário de passageiros. Desenvolvidos de acordo com as características de sua operação, os veículos reúnem soluções que valorizam a experiência dos passageiros, a ergonomia do motorista e a eficiência operacional.
A aquisição amplia a capacidade operacional da AÇÃO Transportes e reforça seu investimento em uma frota preparada para atender diferentes perfis de serviço, com mais conforto, segurança e funcionalidade.
O Vissta Buss 365 NB1 foi configurado para proporcionar uma experiência diferenciada em viagens de média e longa distância. O salão acomoda 46 passageiros em poltronas Class Superpullman, que se destacam pelo elevado nível de ergonomia e conforto. Um dos principais diferenciais é o apoio de braço lateral escamoteável, que facilita o acesso às poltronas, amplia a circulação pelo corredor e oferece mais praticidade durante o embarque e o desembarque. O conjunto é complementado por apoio para os pés com balancim, cintos de segurança retráteis, porta-copos individuais, percinta porta-objetos e gancho para sacos de lixo, proporcionando mais comodidade e funcionalidade ao longo da viagem.
O ambiente interno foi projetado para proporcionar bem-estar durante todo o percurso. O sistema de ar-condicionado quente e frio, com renovação constante do ar e filtro antipólen, mantém a climatização ideal do salão, enquanto os dois tetos solares favorecem a circulação natural do ar. O eficiente isolamento acústico reduz significativamente os ruídos externos, tornando a viagem mais silenciosa e agradável.
Pensando na comodidade dos passageiros, as unidades receberam sanitário e um móvel de serviço equipado com geladeira de 60 litros, iluminação touch e porta-copos integrados. O porta-pacotes dispõe de luzes individuais de leitura e iluminação da numeração das poltronas, enquanto cada assento conta com tomadas USB-A e USB-C Smart para carregamento de dispositivos eletrônicos. O salão também incorpora display eletrônico com relógio e indicação de sanitário ocupado, sistema de sonorização com seis alto-falantes triaxiais de 50 W e pontos para utilização de microfone, recursos que agregam praticidade às operações de turismo e fretamento.
A cabine foi desenvolvida para proporcionar ao motorista um ambiente que privilegia conforto, ergonomia e segurança operacional. A poltrona com suspensão pneumática reduz os impactos provocados pelas irregularidades do pavimento, contribuindo para minimizar a fadiga em viagens mais longas. O posto de condução conta ainda com ar-condicionado integrado à calefação, sistema de aeração forçada para o motorista e para-brisa, espelhos retrovisores com ajuste elétrico e desembaçador, suporte para documentos e tomada USB-A dupla, oferecendo excelentes condições de operação em diferentes cenários.
A configuração também contempla soluções voltadas à acessibilidade e à segurança. As duas unidades são equipadas com elevador para cadeirantes, dois assentos reservados para pessoas com deficiência, identificados com comunicação tátil e equipados com cintos de segurança de três pontos, além de sistema de chamada com sinalização sonora e visual entre a área do elevador e a cabine. Sensores de estacionamento com alerta visual e sonoro, alarme de marcha à ré, iluminação auxiliar de neblina dianteira e traseira, itinerário eletrônico em LED e bagageiros com travamento pneumático, acionamento eletrônico das travas e monitoramento das tampas no painel complementam o conjunto de recursos que proporcionam mais segurança e confiabilidade à operação.
Os revestimentos internos foram definidos em conjunto com a AÇÃO Transportes, resultando em uma composição personalizada que reforça a identidade visual da empresa e proporciona um ambiente sofisticado e acolhedor aos passageiros. As duas unidades são montadas sobre o chassi Mercedes-Benz O 500 R 1931/30, combinação que agrega robustez, confiabilidade e desempenho às soluções desenvolvidas pela BUSSCAR para atender às exigências das operações de fretamento, turismo e transporte executivo.
Para o Diretor Comercial da BUSSCAR, Paulo Corso, a entrega reforça o compromisso da empresa em desenvolver soluções alinhadas às necessidades de cada operação."Cada entrega reforça o compromisso da BUSSCAR em oferecer soluções que atendam às necessidades de nossos clientes. É uma satisfação fazer parte de mais um investimento da AÇÃO Transportes."
Com as novas unidades, a BUSSCAR fortalece sua parceria com a AÇÃO Transportes, levando à operação um modelo reconhecido internacionalmente. O Vissta Buss 365 foi vencedor do IF Design Award 2024, uma das mais importantes premiações de design do mundo.
✔️ Fonte Busscar
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