terça-feira, 1 de setembro de 2026

R$ 430 bilhões em mobilidade: o próximo desafio é a infraestrutura de recarga

 Para o BNDES, o desafio de ampliar os investimentos em mobilidade está relacionado à criação de condições regulatórias, jurídicas e financeiras que permitam tirar projetos do papel. 




Para os operadores e gestores públicos, a questão é também operacional: qual infraestrutura permite que a frota elétrica cumpra sua jornada com disponibilidade e eficiência?

Não existe necessariamente uma única resposta.

A combinação entre carregamento convencional, carregamento de oportunidade e novas tecnologias de recarga poderá variar de acordo com cada cidade, rota e modelo de operação.

Para Avraham, a discussão precisa acontecer antes que as decisões de infraestrutura estejam completamente definidas.

“Quanto mais a eletrificação avançar, mais importante será avaliar diferentes modelos de infraestrutura de recarga, considerando as características de cada operação, dos corredores e da rede elétrica. A tecnologia precisa estar a serviço da operação, e não o contrário.”

A próxima etapa será definir como veículos, infraestrutura e energia serão integrados para sustentar essa transformação em escala.

Energia ao longo da operação. Mais tempo em movimento.










NO APAGAR DAS LUZES: MP vai à Justiça para barrar contrato da gestão de Celso Góes que prorrogou transporte coletivo de Guarapuava

 Prorrogação foi assinada em dezembro de 2024, no fim da gestão Celso Góes; Gestão atual afirma que já havia questionado o aditivo e agora aguarda decisão judicial

 

 


O  contrato do transporte coletivo de Guarapuava acaba de entrar no centro de uma disputa judicial que pode mudar os rumos do serviço na cidade.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) ajuizou uma ação civil pública para suspender a prorrogação por dez anos do contrato de concessão do transporte coletivo municipal. O acordo original, firmado em 2009, chegaria ao fim em 15 de dezembro de 2024, mas foi prorrogado naquela mesma data, já no encerramento da gestão do então prefeito Celso Góes.

A decisão tomada no chamado “apagar das luzes” da administração anterior é agora questionada judicialmente pelo Ministério Público.

A ação foi assinada pelo Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), em conjunto com a 7ª, 8ª e 11ª Promotorias de Justiça de Guarapuava, e tem como alvos o Município e a empresa concessionária.

MP aponta que dez anos contrariaram pareceres técnicos

Segundo o Ministério Público, a prorrogação por uma década teria ocorrido de maneira ilícita e em desacordo com orientações de órgãos de controle e fiscalização.

Um dos pontos destacados na ação é que pareceres da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes e da Procuradoria-Geral do Município recomendavam que uma eventual extensão fosse limitada a, no máximo, dois anos.

Esse período seria suficiente, segundo os pareceres mencionados pelo MP, para que a Prefeitura concluísse os preparativos de uma nova licitação.

O cenário ganha ainda mais peso porque, antes da prorrogação, o próprio Município já havia desembolsado R$ 648,5 mil em uma consultoria especializada para organizar o novo processo licitatório.

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná havia recomendado, em 2024, a realização de uma nova licitação e o início de uma nova concessão, após apontar problemas na concessão então vigente.

Atual gestão diz que já havia questionado o contrato

A atual gestão da Prefeitura de Guarapuava afirma que não concordava com a prorrogação de dez anos e que já havia questionado o aditivo contratual e os valores envolvidos.

Segundo o Município, em dezembro de 2024, quando ocorreu a prorrogação, a Secretaria Municipal de Finanças e a Procuradoria-Geral do Município não haviam autorizado a liberação do aditivo.

Ainda assim, conforme a nota divulgada pela Prefeitura, o procedimento acabou sendo autorizado pela administração que estava à frente do Executivo naquele período.

A atual gestão afirma que o caso faz parte de uma revisão mais ampla dos contratos e despesas do Município, com o objetivo de verificar a regularidade dos procedimentos, reduzir custos e aumentar a eficiência na utilização do dinheiro público.

MP quer nova licitação

Na ação apresentada à Justiça, o Ministério Público pede, em caráter liminar, que a prorrogação de dez anos seja limitada ao período estritamente necessário para a realização de uma nova licitação.

A Promotoria também requer a abertura imediata de um novo processo licitatório para o transporte coletivo de Guarapuava.

Se a Justiça acolher os pedidos, a concessão poderá entrar novamente em processo de licitação, encerrando a perspectiva de manutenção do contrato por toda a década originalmente prevista no aditivo.

Por enquanto, porém, a palavra final é da Justiça.

Prefeitura: “vamos cumprir as determinações da Justiça”

Em manifestação oficial, a Prefeitura informa que acompanha a ação civil pública e que adotará as providências necessárias conforme as decisões judiciais.

O Município também cita outras iniciativas de revisão contratual, como a renegociação dos contratos relacionados aos radares, apresentada pela administração como parte da estratégia de redução de custos.

No caso do transporte coletivo, a Prefeitura afirma que, caso a Justiça determine a necessidade de uma nova concessão, poderá dar andamento a um novo processo licitatório, respeitando a legislação e as determinações judiciais.

O objetivo, segundo o Município, é assegurar a continuidade e a qualidade do serviço prestado à população.

O que está em jogo

A ação do MP coloca sob análise uma decisão administrativa tomada no fim de 2024, no encerramento da gestão Celso Góes, quando o contrato de transporte coletivo foi estendido por mais dez anos.

Agora, a Justiça deverá avaliar os argumentos apresentados pelo Ministério Público, os procedimentos adotados pelo Município e as condições do aditivo firmado com a concessionária.

NOTA OFICIAL DA PREFEITURA DE GUARAPUAVA — NA ÍNTEGRA

"A Prefeitura de Guarapuava informa que a atual gestão já havia questionado a prorrogação, por dez anos, do contrato de concessão do transporte coletivo com a empresa Pérola do Oeste, especialmente em relação ao aditivo contratual e aos valores a serem pagos à concessionária.

O Município destaca ainda que, à época da prorrogação, a Secretaria Municipal de Finanças e a Procuradoria não haviam autorizado a liberação do aditivo. Mesmo assim, o procedimento foi posteriormente autorizado pela gestão que estava à frente da administração municipal naquele período.

Diante da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná, a Prefeitura de Guarapuava informa que irá acompanhar o andamento do processo e cumprir as determinações da Justiça, adotando as medidas necessárias em relação ao contrato de concessão do transporte coletivo.

Caso a decisão judicial determine a necessidade de uma nova concessão, o Município poderá dar prosseguimento à abertura de um novo processo licitatório para o transporte coletivo, observando as determinações judiciais e a legislação vigente, com o objetivo de garantir a continuidade e a qualidade do serviço prestado à população."

 

Fonte Gmais Noticias 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Cidade avança na eletrificação do transporte coletivo com dois anos de operação

 

Ônibus elétricos garantem uma operação mais sustentável e eficiente com maior conforto para o usuário

 

 

Porto Alegre completa dois anos de operação do projeto de eletrificação da frota do transporte coletivo, consolidando uma experiência que combina inovação, sustentabilidade e qualificação do serviço prestado à população. Iniciada em agosto de 2024, a operação com ônibus 100% elétricos permitiu ao município acompanhar, em condições reais, o desempenho da tecnologia e reunir dados para orientar os próximos passos da transição energética do sistema.

Atualmente, três linhas operam integralmente com ônibus elétricos na Capital: E178 – Praia de Belas, E378 – Integradora e E703 – Vila Farrapos. Ao longo de dois anos, os 12 veículos elétricos transportaram mais de 2.8 milhões de passageiros, realizaram 130 mil viagens e percorreram 1,3 milhão de quilômetros.

“Seguimos avaliando outras alternativas de baixo carbono, porque a transição energética precisa considerar as diferentes características da nossa operação. O objetivo é modernizar o transporte coletivo, reduzir emissões e oferecer um serviço cada vez mais eficiente, confortável e sustentável para a população”, destaca o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior.

Economia - Os resultados também demonstram os benefícios econômicos e ambientais da iniciativa. A operação dos ônibus elétricos proporcionou uma economia de aproximadamente R$ 2 milhões em combustível no período. Além disso, entre 19 de agosto de 2024 e 18 de agosto de 2026, as três unidades de recarga rápida forneceram 1.686.874 kWh de energia aos veículos, com consumo médio de 1,29 kWh por quilômetro rodado.

A substituição do diesel pela energia elétrica evitou, nesse período, a emissão de aproximadamente 1,76 mil toneladas de gases poluentes, volume equivalente às emissões associadas à queima de 657.428 litros de combustível fóssil. Os números reforçam o papel da eletrificação como uma das alternativas para reduzir o impacto ambiental do transporte coletivo e avançar na construção de uma matriz energética mais limpa.

A experiência acumulada nas três linhas 100% elétricas também contribuiu para ampliar o uso da tecnologia no sistema. Atualmente, as linhas 110 – Restinga Nova via Tristeza e 165 – Cohab também contam com ônibus elétricos em suas tabelas horárias, ampliando a presença dos veículos de emissão local zero na operação da Capital.

Mais Transporte - A eletrificação da frota integra o Programa Mais Transporte, conjunto de ações da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU), voltado à qualificação e à modernização do transporte coletivo de Porto Alegre. O programa reúne iniciativas relacionadas à melhoria da operação, renovação da frota, inovação e sustentabilidade, tendo a transição energética como uma de suas principais frentes.

A experiência prática obtida desde 2024 também foi fundamental para o município avançar no planejamento de uma operação em maior escala. A prefeitura vem estruturando estudos e projetos relacionados à infraestrutura de recarga, considerando características dos veículos, autonomia, tempos de carregamento, capacidade instalada, operação das linhas e estrutura das garagens.

Em 2025, Porto Alegre foi selecionada para integrar, ao lado de outros quatro entes federados brasileiros, o projeto AcoplaRE, da agência de cooperação internacional do governo alemão Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. A iniciativa oferece assessoria técnica especializada em estratégias de descarbonização urbana por meio da eletrificação do transporte público, contribuindo para o aprimoramento do planejamento municipal.

Fundo Clima - A partir da experiência acumulada e dos resultados obtidos na operação, a prefeitura avançou também na estruturação de um projeto de maior escala. Em 2026, foi firmado financiamento de R$ 447,7 milhões com o BNDES, por meio do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), o Fundo Clima, destinado à aquisição de 100 ônibus elétricos articulados a bateria e dos equipamentos necessários para a recarga dos veículos.

O investimento representa uma nova etapa na modernização da frota e na redução das emissões associadas ao transporte coletivo. A expansão, no entanto, exige planejamento integrado entre veículos, infraestrutura e operação, para que a tecnologia seja incorporada de forma eficiente, gradual e compatível com as características do sistema de transporte da Capital.

A SMMU também avalia outras alternativas de baixo carbono para o transporte coletivo, como veículos movidos a biocombustíveis, hidrogênio e sistemas híbridos. A estratégia busca reunir dados, experiência operacional e evidências técnicas para orientar decisões cada vez mais qualificadas sobre a modernização da frota.

Benefício da gratuidade - Nas linhas 100% elétricas, em projeto-piloto, os usuários do Cartão TRI têm direito à gratuidade na segunda passagem, caso embarquem em uma linha diferente até 30 minutos após desembarcar do ônibus elétrico. O benefício é concedido automaticamente, sem desconto do saldo do cartão.

 

Fonte Prefeitura de Porto Alegre  




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Transporte sobre trilhos movimenta 2,59 bi de passageiros em 2025

 


O transporte metroferroviário brasileiro registrou 2,59 bilhões de passageiros em 2025, crescimento de 0,8% em relação ao ano anterior. O resultado ainda está abaixo do recorde de 3,23 bilhões de usuários alcançado em 2019, antes da pandemia.

Os dados são do Painel CNT do Transporte Metroferroviário, elaborado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) a partir de informações da ANPTrilhos. Nos dias úteis, os sistemas transportaram, em média, 8,68 milhões de passageiros por dia.

A infraestrutura também avançou no período. A extensão da rede chegou a 1.144,8 quilômetros, alta de 0,7% em um ano. O país passou a contar com 49 linhas e 647 estações, aumento de 2,2% no número de estações.

Os trens urbanos representam a maior parcela da malha, com 536,1 quilômetros. Em seguida aparecem os metrôs, com 310,8 quilômetros, os VLTs a diesel, com 252,4 quilômetros, os VLTs elétricos, com 47 quilômetros, e os monotrilhos, com 14,5 quilômetros.

A maior parte da infraestrutura continua concentrada no Sudeste. A região reúne 711 quilômetros de linhas, o equivalente a 62,1% da malha brasileira, além de 30 linhas e 411 estações. O Nordeste responde por 30,5% da rede, enquanto Sul e Centro-Oeste têm participação de 3,7% cada.

São Paulo também lidera em número de passageiros, com média de 6,6 milhões de usuários por dia útil. O Rio de Janeiro aparece na sequência, com 1,15 milhão, seguido pela Bahia, com 400,4 mil, e pelo Distrito Federal, com 153,5 mil.

Entre os sistemas, o Metrô de São Paulo teve a maior movimentação, com média de 2,97 milhões de passageiros por dia. CPTM, ViaMobilidade nas Linhas 8 e 9, Metrô Rio e ViaQuatro vêm depois, com médias de 1,56 milhão, 803 mil, 715,6 mil e 671 mil passageiros, respectivamente.

O levantamento também mostra diferenças na frequência dos trens. A ViaQuatro registrou o menor intervalo mínimo entre composições, de 1 minuto e 54 segundos, seguida pelo Metrô de São Paulo, com 2 minutos e 12 segundos. Entre os maiores intervalos estão os sistemas da CBTU em João Pessoa, com 55 minutos, Metrofor Sobral (CE), com 48 minutos, e Metrofor Cariri (CE), com 45 minutos, ambos .

A frota nacional chegou a 5.104 carros de passageiros em 2025. São Paulo concentra 3.124 unidades e o Rio de Janeiro, 1.146. O Metrô de São Paulo possui a maior frota individual, com 1.041 carros, seguido pela CPTM, com 960, e pela SuperVia, com 536.

Apesar da expansão da rede e da recuperação da demanda após a pandemia, o volume de passageiros permanece inferior ao nível de 2019. Naquele ano, os sistemas metroferroviários transportaram 3,23 bilhões de pessoas, antes da retração de 46,6% registrada em 2020.

 

Fonte Infra 




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Prefeitura apresenta 15 novos ônibus para reforçar frota do transporte público de Uberlândia

 Novos veículos são equipados com suspensão pneumática, ar-condicionado, conectividade Wi-Fi e monitoramento por câmeras, ampliando o conforto, a acessibilidade, segurança, tecnologia e qualidade da frota do Sistema Integrado de Transporte (SIT) 

 

                                                   Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU

 

 

Com o intuito de reforçar o transporte público municipal e ampliar o conforto, a segurança, a acessibilidade e a qualidade para os passageiros e motoristas, a Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran), apresentou, nesta segunda-feira (24), 15 novos ônibus que passam a integrar o Sistema Integrado de Transporte (SIT) de Uberlândia.

Dos 15 novos veículos, cinco são da concessionária Autotrans e dez da Sorriso de Minas. O investimento é de cerca de R$ 13,5 milhões. Os novos ônibus têm capacidade para transportar até 95 passageiros cada. Serão distribuídos em linhas de todas as regiões da cidade. Os carros são equipados com chassi Mercedes-Benz, modelo OF 1726 L/59, com tecnologia Euro VI, cinco portas e ar-condicionado. Os veículos são 100% acessíveis e contam com elevadores para pessoas com mobilidade reduzida em ambos os lados, ampliando a autonomia e a segurança dos passageiros. 

 

Os ônibus apresentados, nesta segunda (24), também foram equipados com recursos tecnológicos voltados à melhoria da segurança, operação e da experiência dos usuários, como sistema de monitoramento por câmeras, conectividade Wi-Fi e 10 veículos com carregadores USB. Todos têm suspensão pneumática, que proporciona maior conforto durante os deslocamentos, enquanto o sistema de climatização contribui para uma viagem mais agradável.

“Essa entrega é mais uma ação que demonstra o cuidado da nossa gestão com as pessoas. É resultado de um trabalho planejado e comprometido com a melhoria contínua do nosso sistema de transporte público. Nosso objetivo é seguir avançando, oferecendo um transporte público cada vez mais eficiente, seguro e adequado às necessidades da população”, afirmou o prefeito Paulo Sérgio. 

 

A apresentação dos novos veículos do SIT faz parte do conjunto de ações promovidas pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Settran, sob orientação do prefeito Paulo Sérgio, para modernizar e aprimorar cada vez mais o transporte coletivo municipal, melhorar a mobilidade urbana e a qualidade de vida dos passageiros e profissionais envolvidos com esse serviço.

Entre as melhorias implementadas desde o início do mandato do prefeito Paulo Sérgio estão: em 2025, a Prefeitura, por meio da Settran, lançou o videomonitoramento online dos veículos das três empresas concessionárias que operam na cidade. Também no ano passado, a Prefeitura de Uberlândia, por meio da Settran, lançou o serviço de Wi-Fi gratuito em toda a frota de ônibus local. A Prefeitura, por meio do prefeito Paulo Sérgio, também sancionou, em fevereiro de 2025, a lei que implementou a tarifa zero no transporte público de Uberlândia para estudantes.

 

 

Fonte Prefeitura de Uberlândia  




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Sistema RIO: 115 ônibus novos são entregues em Santa Cruz

 A Prefeitura do Rio entregou, neste domingo (23/8), os primeiros 115 ônibus do Sistema RIO em Santa Cruz, dando sequência à implantação do novo modelo de transporte coletivo municipal na Zona Oeste. Os novos veículos começam a circular na região a partir desta segunda-feira (24/8). O prefeito Eduardo Cavaliere e o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, acompanharam a apresentação dos veículos que vão ampliar e qualificar o atendimento à população de Santa Cruz e de bairros da região.

 

 

Os 115 novos veículos começam a circular na região a partir desta segunda-feira - Rafael Catarcione / Prefeitura do Rio

 

O prefeito Eduardo Cavaliere, que circulou em um dos novos ônibus por Santa Cruz, destacou a importância da entrega:

 

– Estamos aqui entregando 115 novos ônibus, com piso baixo, ar-condicionado, GPS, voz informando as paradas. Vamos fazer, com as linhas de ônibus comuns, a mesma transformação que foi feita nos últimos anos, com os BRTs. Estamos começando por onde precisava mais, por Santa Cruz, avançando para Campo Grande e, depois, seguindo renovando a frota de ônibus de toda a cidade – disse.

 

Os novos veículos integram mais uma etapa do Sistema RIO e foram incorporados para ampliação e renovação da frota que atende a região. A operação de Santa Cruz será identificada pela predominância da cor roxa na identidade visual dos ônibus. Entre as novidades estão os recursos de acessibilidade dos modelos básicos, que possuem piso baixo, rampa de acesso e sistema de ajoelhamento, que reduz a altura do veículo para facilitar o embarque e o desembarque.

 

A nova frota reúne três modelos – básico, midi e miniônibus – equipados com ar-condicionado, tomadas USB, painéis eletrônicos e sistemas de segurança. Os veículos também contam com GPS, telemetria e Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS), permitindo o monitoramento da operação em tempo real pela Prefeitura e o acompanhamento das viagens e dos indicadores de qualidade do serviço.

 

Primeiras linhas do Sistema RIO

 

São, ao todo, 11 linhas – cinco delas terão alteração de itinerário para ampliar o atendimento na região:

 

804 — Terminal Curral Falso – Campo Grande

 

807 — Jesuítas – Terminal Curral Falso

 

825 — Jesuítas – Campo Grande

 

840 — São Fernando – Campo Grande

 

849 — Base Aérea de Santa Cruz – Campo Grande

 

898 — Sepetiba – Campo Grande

 

Linhas com alteração de itinerário

 

809 — Aterrado do Leme – Conjunto Liberdade

 

A linha, que atualmente opera no trajeto Sagrado Coração x Santa Cruz, terá seu itinerário ampliado e passará a ligar o Aterrado do Leme ao Conjunto Liberdade, em Santa Cruz. O novo percurso também ampliará o atendimento à Avenida João XXIII e ao Conjunto Guandu.

 

842 — Santa Cruz – Terminal de Campo Grande

 

A linha, que hoje faz o trajeto Paciência x Campo Grande, será estendida de Paciência a Santa Cruz, via Estrada Urucânia. Entre Paciência e Campo Grande, a linha terá duas modificações no trajeto: passará a atender o Caminho da Tutóia, em Santa Margarida, e a Rua Aricuri, em Campo Grande. Além disso, o ponto final, anteriormente situado na Rua Campo Grande, será transferido para o Terminal Rodoviário de Campo Grande.

 

868 — Trevo de Santa Cruz – Campo Grande

 

A linha, que atualmente opera no trajeto Urucânia x Campo Grande, passará a ligar o Trevo de Santa Cruz a Campo Grande. Após a inauguração do Parque Terra Prometida, em Santa Cruz, o itinerário será estendido até o local.

 

870 — Sepetiba – Santa Cruz

 

A linha continuará operando no trajeto Sepetiba x Santa Cruz e passará a atender também a Avenida Engenheiro Gastão Rangel. Com a alteração, o itinerário deixará de passar pelo Largo do Bodegão, que continuará sendo atendido pelas linhas 898 (Sepetiba – Campo Grande) e 892 (Santa Cruz – São Benedito).

 

892 — Santa Cruz – São Benedito (Circular)

 

A linha terá o itinerário estendido para atender a Rua Prado Júnior e a Rua do Império (Reta da Base Aérea de Santa Cruz).

 

Mais tecnologia, conforto e acessibilidade

 

A nova frota foi projetada para oferecer mais conforto, segurança, acessibilidade e eficiência operacional. Todos os veículos serão equipados com ar-condicionado, tecnologia de controle da temperatura interna, tomadas USB para carregamento de celulares, sistema de som com alto-falantes e microfone para comunicação com os passageiros, painéis eletrônicos com informações da viagem, aviso sonoro automático das próximas paradas e botão de emergência para situações de pânico ou assédio.

 

Os ônibus básicos contarão com piso baixo, motor traseiro, três portas e rampa de acessibilidade, garantindo embarque mais rápido e inclusão para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Toda a frota atenderá às normas de acessibilidade e utilizará motores com tecnologia Euro VI, que reduz significativamente a emissão de poluentes.

 

Segurança reforçada

 

Os novos ônibus também incorporam tecnologias voltadas à segurança dos passageiros e dos motoristas. Entre os equipamentos embarcados estão câmeras de monitoramento, painel interno para visualização das imagens, bloqueio automático de aceleração com as portas abertas, velocímetro interno e sistemas inteligentes de assistência à condução.

 

A frota contará ainda com o sistema ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), que auxilia na prevenção de acidentes, e com o DMS (Driver Monitoring System), responsável por identificar sinais de fadiga ou distração do motorista, contribuindo para uma operação mais segura.

 

Transformação começa pela região com maior necessidade

 

A implantação do Sistema RIO começa pela Zona Oeste, região que historicamente concentra os maiores desafios na operação dos ônibus municipais. O novo modelo estabelece uma relação diferente entre a Prefeitura e as empresas operadoras, com monitoramento em tempo real, indicadores de desempenho, fiscalização permanente e possibilidade de impacto na remuneração em caso de descumprimento dos padrões estabelecidos.

 

A iniciativa faz parte do processo de transformação do transporte convencional da cidade, com a renovação gradual da frota e a incorporação de tecnologias já utilizadas no sistema BRT.

 

A implantação do Sistema RIO será gradual e seguirá para outras regiões da cidade conforme o cronograma das novas concessões.

 

Campo Grande recebe nova frota ainda em agosto

 

A implantação do Sistema RIO seguirá na próxima semana para Campo Grande. A partir de 30 de agosto, outros 54 novos ônibus começarão a operar na região, identificados pela cor laranja, atendendo também áreas como Inhoaíba e Manguariba.

 

Ao todo, 169 novos ônibus passam a integrar o Sistema RIO ainda em agosto. Os contratos de concessão das regiões de Santa Cruz e Campo Grande foram assinados em março deste ano. Ao longo da implantação, a frota dessas áreas passará dos atuais 104 para 376 ônibus, com a incorporação de novos veículos até o fim do ano.

 

Segunda etapa da licitação

 

A transformação do transporte coletivo seguirá avançando. A segunda etapa da licitação do Sistema RIO está prevista para 28 de agosto e deverá resultar na incorporação de cerca de 1.400 novos ônibus à frota, ampliando em 57% a quantidade de veículos em circulação nas regiões contempladas. A nova fase prevê o aumento da oferta de linhas em Guaratiba, Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Vila Isabel e Ilha do Governador. A estratégia da Prefeitura é direcionar os investimentos, inicialmente, para áreas que historicamente enfrentavam maiores dificuldades na oferta e na qualidade do serviço.

 

Renovação da frota

 

A implantação do Sistema RIO já produz resultados concretos. Mesmo antes da entrada em operação da nova concessão, a Prefeitura já havia incorporado mais de 350 ônibus zero quilômetro à frota municipal, todos equipados com ar-condicionado e identidade visual do novo sistema. A iniciativa teve como objetivo ampliar a oferta de transporte, melhorar a regularidade da operação e oferecer mais conforto, segurança e confiabilidade aos passageiros.

 

O processo teve início em dezembro de 2025, quando os primeiros 100 ônibus entraram em circulação em 20 bairros da Zona Oeste. Em abril deste ano, outros 112 veículos passaram a operar em bairros como Barra da Tijuca, Ilha do Governador, Jacarepaguá, Paciência, Bangu e Realengo. No dia 24 de maio, mais 100 ônibus reforçaram a operação de linhas da Zona Oeste. Em 7 de junho, outros 40 veículos começaram a circular em Vila Isabel e bairros do entorno, permitindo a retomada gradual de linhas importantes e consolidando a expansão da renovação da frota para diferentes regiões da cidade.

 

Fonte Prefeitura do Rio  




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sábado, 8 de agosto de 2026

Scania e Caio lançam novo ônibus a gás/biometano Padron com piso baixo

Modelo 4x2 tem capacidade para 88 passageiros e pode ser encarroçado até 14 metros; versão para São Paulo está em fase final de homologação pedida pela SPTrans

 


 


Um novo ônibus movido a gás natural e/ou biometano, fruto de uma parceria entre a Scania e a Caio, o K 280 4x2 gMillennium, será uma das novidades da Scania na Lat.Bus 2026 (Feira Latino-Americana do Transporte), que será realizada de 11 a 13 de agosto no São Paulo Expo (SP). O veículo poderá ser utilizado em qualquer cidade brasileira que busca a sustentabilidade do seu sistema de transporte coletivo urbano.

 

Um Scania K 280 4x2 Caio gMillennium, de 13 metros de comprimento e capacidade para 88 passageiros, estará, em breve, nas ruas de São Paulo fazendo uma série de demonstrações. Ele já se encontra nas últimas etapas do processo de homologação pedido pela SPTrans, órgão gestor da prefeitura da capital paulista, e deverá atender aos padrões exigidos. A apresentação técnica em um itinerário real tem previsão de início até setembro.

 

“A Prefeitura de São Paulo vem seguindo uma forte jornada de descarbonização de seu transporte público urbano nos últimos anos. Seja nos ônibus diesel Euro 6, nos elétricos e agora está chegando a hora do gás e biometano com esta demonstração que faremos com o K 280 4x2 gMillennium. Tem sido uma parceria muito valiosa com a Caio, que tem larga experiência nos veículos urbanos, e o produto ficou extremamente eficiente, confortável e viável”, afirma Mauricio Lucena, novo gerente de Vendas de Soluções para Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil. 

 

Os processos para conseguir a homologação e os padrões técnicos exigidos pela SPTrans são muito rigorosos. “Esse fator comprova a seriedade do órgão gestor de São Paulo e nos desafia a entregar o melhor produto possível para os passageiros. A Scania e a Caio estão muito empenhadas desde o início do projeto para seguir todas as normativas e comprovar a viabilidade deste novo modelo a gás/biometano”, salienta Rogerio Moro, gerente de contas de Vendas de Soluções em Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil. “Estamos muito animados com os próximos passos. Este ônibus será um sucesso.”  

 

“Quanto ao biometano, ele é mais do que um combustível renovável. É uma ferramenta para a economia circular. Quando produzido a partir de resíduos locais, também apoia a independência energética da região e gera empregos locais. Ônibus como este comprovam que a transição pode acontecer hoje, sem exigir concessões ou investimentos pesados. É mais um compromisso da Scania com a descarbonização”, conclui Lucena.
 

O novo Scania K 280 4x2 Caio gMillennium a gás/biometano tem motor com potência de 280cv, desenvolve torque de 1.350Nm, caixa automática ZF Ecolife 2, autonomia entre 300 a 350 km, está vocacionado para a operação urbana / BRT / intermunicipal e capacidade de 88 passageiros. O chassi tem suspensão a ar na dianteira e na traseira, frenagem autônoma de emergência (AEB), pode ser encarroçado até 14 metros e ser configurado com piso normal ou piso baixo. Dispõe, como opcional, do pacote de segurança com piloto automático, leitor de faixa (LDW), dentre outros componentes.
 

“Um dos destaques é a utilização de quatro novos cilindros de gás do Tipo 4, em fibra de carbono, 70% mais leves, de alta tecnologia, capacidade de 220 metros cúbicos e instalados no teto, que permitem maior capacidade de armazenamento de biometano com elevado padrão de segurança”, comenta Ivanovik Marx, gerente de Engenharia de Aplicações de Oferta de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil..


Linha completa a gás: seguros e viáveis

A Scania oferece quatro modelos a gás no país: linha urbana K 280 4x2 (até 14m), K 340 6x2*4 (15 metros), articulado K 340 6x2/2 (até 21 m) e K 340 4x2, com vocação intermunicipal. 
 

As pioneiras soluções a gás e biometano da Scania são plenamente viáveis para o mercado brasileiro e cadeias sucroenergética e do agronegócio. O biometano pode ser gerado de restos de culturas agrícolas, fezes de animais, resíduos da agroindústria e do lodo sanitário urbano. O uso do gás natural permite uma redução significativa de poluentes na atmosfera. Abastecido de biometano a redução de emissões de CO2 pode chegar a até 90%. Os benefícios também estão ligados diretamente à saúde da população em razão da diminuição de óxidos de nitrogênio (NOx) e de material particulado, que são muito inferiores na comparação ao diesel. 


Os pioneiros ônibus Scania movidos a gás (natural e/ou biometano) são vocacionados para curtas, médias e longas distâncias. Seus motores Ciclo Otto (o mesmo conceito dos automóveis) são movidos 100% a gás natural e/ou biometano, ou mistura de ambos. Os motores não são convertidos do diesel para o gás, têm garantia de fábrica, tecnologia confiável e desempenho consistente e força semelhante ao diesel. Além de serem mais silenciosos. 

 












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