domingo, 20 de setembro de 2026

✈️ Galeão recebe autorização para operar o Boeing 777-9 e se prepara para a nova geração da aviação

Aeroporto do Rio de Janeiro é o primeiro da América Latina autorizado pela ANAC a receber o novo gigante bimotor da Boeing; primeira entrega do modelo está prevista para 2027


O Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, deu um importante passo para acompanhar a evolução da aviação comercial de longo curso. O terminal se tornou o primeiro aeroporto da América Latina autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a operar o Boeing 777-9, nova geração da família 777 e considerado pela Boeing o maior jato comercial bimotor do mundo.

A autorização foi formalizada pela Portaria nº 19.779/SIA, de 11 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 14 de agosto. O processo de adequação operacional vinha sendo conduzido pela concessionária RIOgaleão junto à ANAC desde 2024.

Mas o que exatamente essa autorização significa?

🛫 Não é simplesmente uma autorização para o avião pousar

A decisão da ANAC não significa que o Boeing 777-9 esteja liberado para chegar ao Galeão a qualquer momento ou em qualquer condição.

O que foi alterado foi o certificado operacional do aeroporto, incluindo o 777-9 entre as aeronaves que podem realizar operações especiais no terminal.

A portaria estabelece que as operações com o Boeing 777-9, assim como com o Boeing 747-8 e o Airbus A380, devem seguir os procedimentos especiais descritos no Manual de Operações do Aeródromo (MOPS), aprovado pela ANAC.

Na prática, isso significa que o aeroporto passou por um processo de avaliação e adequação operacional para demonstrar que consegue receber uma aeronave dessas dimensões dentro das condições e procedimentos estabelecidos pelo órgão regulador.

É uma diferença importante: não se trata apenas de verificar se a pista é longa o suficiente. A operação de uma aeronave de grande porte envolve uma série de fatores relacionados ao deslocamento do avião pelo aeroporto, estacionamento, circulação em solo, separação de outras aeronaves e procedimentos de segurança.

📐 Um gigante de 76,7 metros

O Boeing 777-9 impressiona pelas dimensões.

A aeronave terá 76,7 metros de comprimento e 71,8 metros de envergadura durante o voo, podendo transportar até 450 passageiros, dependendo da configuração escolhida pela companhia aérea.

Uma das principais características do projeto está justamente nas asas.

As pontas das asas podem ser dobradas quando a aeronave está no solo, reduzindo sua envergadura e facilitando sua movimentação e utilização de posições de estacionamento compatíveis com aeronaves da atual família 777.

É uma solução de engenharia importante para um avião que, em voo, possui dimensões ainda maiores.

🚧 O que são as “operações especiais”?

A expressão pode parecer complicada para quem não está familiarizado com a aviação, mas ela é fundamental para entender a autorização.

Quando a ANAC inclui uma aeronave desse porte nas especificações operativas do aeroporto, sua utilização fica vinculada aos procedimentos específicos aprovados para aquele terminal.

Esses procedimentos podem estabelecer como a aeronave deve se movimentar pelo aeroporto, quais áreas podem ser utilizadas, quais condições devem ser observadas e quais restrições precisam ser respeitadas.

A própria Portaria nº 19.779 estabelece, por exemplo, uma restrição operacional em condições meteorológicas de voo por instrumentos (IMC) envolvendo a circulação de aeronaves de grande porte na pista de táxi B enquanto houver determinadas operações na pista 15/33.

Ou seja, a autorização não é um “passe livre”.

É uma autorização acompanhada de regras e condições operacionais específicas, justamente para que uma aeronave de grandes dimensões possa ser movimentada com segurança dentro do aeroporto.

🛬 Galeão já estava preparado para outros gigantes

O 777-9 não será o primeiro avião de dimensões excepcionais autorizado a operar no Galeão.

O aeroporto já possuía autorização para operações especiais com dois outros gigantes da aviação comercial: o Airbus A380 e o Boeing 747-8. Agora, o 777-9 passa a integrar esse grupo.

O A380, com seus dois andares e capacidade para mais de 500 passageiros dependendo da configuração, continua sendo o maior avião comercial de passageiros já produzido.

Já o 777-9 representa uma proposta diferente: um avião de dois motores, grande capacidade e destinado principalmente a rotas internacionais de longa distância.

🌎 Um avião que ainda nem entrou em serviço

Outro ponto importante é que o Boeing 777-9 ainda não iniciou operações comerciais.

A aeronave permanece no processo de certificação, enquanto a Boeing trabalha para concluir os testes necessários. A fabricante prevê a primeira entrega em 2027. Em atualização publicada em agosto, a empresa informou que a frota de testes do 777-9 já havia acumulado mais de 1.700 voos e 4.800 horas de voo.

Portanto, a decisão tomada agora pela ANAC é uma espécie de preparação antecipada do Galeão para uma aeronave que deverá começar a entrar nas frotas das companhias aéreas a partir do próximo ano.

✈️ Companhias que já voam para o Rio têm pedidos do 777-9

A autorização também chama atenção porque algumas empresas que já operam no Galeão estão entre as clientes do programa 777X.

Emirates, Lufthansa e British Airways possuem pedidos de aeronaves da família 777X e atualmente mantêm operações no Galeão. Isso, porém, não significa que alguma delas já tenha anunciado que utilizará o 777-9 em seus voos para o Rio.

A autorização da ANAC elimina, portanto, uma possível limitação aeroportuária caso uma companhia decida futuramente escalar o modelo no Galeão.

📊 O que muda para o Galeão?

Do ponto de vista da infraestrutura aeroportuária, a autorização amplia o conjunto de aeronaves de grande porte que o terminal pode receber dentro de condições operacionais previamente estabelecidas.

Para um aeroporto internacional, isso é relevante porque as companhias aéreas estão constantemente renovando suas frotas e escolhendo quais aeronaves utilizar em cada rota.

Ter a infraestrutura e os procedimentos regulamentados para receber modelos como A380, 747-8 e 777-9 permite que o Galeão esteja preparado para diferentes cenários de operação internacional.

Mas existe uma diferença importante entre estar autorizado a receber uma aeronave e ter um voo comercial programado com ela.

A autorização é da esfera regulatória e operacional. Já a decisão de colocar o 777-9 em determinada rota depende da companhia aérea, de sua estratégia de frota, demanda, planejamento e programação de voos.

🔎 Portal da Mobilidade explica

A decisão da ANAC mostra como a operação de um grande aeroporto vai muito além da pista de pouso.

Para receber aeronaves cada vez maiores, é necessário planejamento, procedimentos operacionais específicos, avaliação de segurança e integração entre infraestrutura aeroportuária, empresas aéreas e autoridade reguladora.

No caso do Galeão, a autorização para o Boeing 777-9 chega antes mesmo da entrada comercial do modelo em serviço.

Assim, quando os primeiros 777-9 começarem a ser entregues, a partir de 2027, o aeroporto carioca já terá as condições operacionais regulamentadas pela ANAC para receber esse novo gigante da aviação, sempre dentro dos procedimentos especiais estabelecidos para o terminal.

Do A380 ao 777-9, o Galeão se prepara para continuar conectado à evolução da aviação internacional.


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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MC Viagens renova frota com novos ônibus Comil Invictus DD sobre chassis Volvo

A renovação de frota continua sendo uma das principais estratégias das empresas de transporte rodoviário para oferecer mais conforto, segurança e qualidade aos passageiros. Seguindo essa tendência, a MC Viagens anunciou a incorporação de dois novos ônibus Comil Invictus DD, montados sobre chassis Volvo, reforçando sua operação com veículos de alto padrão para viagens de média e longa distância.

 


Os novos ônibus chegam com uma configuração pensada para proporcionar uma experiência diferenciada aos clientes, combinando tecnologia, conforto e versatilidade para diferentes perfis de passageiros.


Conforto em dois andares

Cada unidade do Comil Invictus DD (Double Decker) possui capacidade para 62 passageiros, distribuídos em dois pavimentos com diferentes níveis de acomodação:

🔹 Salão Superior

  • 46 poltronas semileito;
  • Ambiente amplo e confortável;
  • Ideal para viagens intermunicipais e interestaduais.

🔹 Salão Inferior

  • 16 poltronas leito em configuração 2x2;
  • Maior espaço individual;
  • Mais comodidade para viagens de longa duração.

A combinação entre poltronas semileito e leito permite que a empresa atenda diferentes demandas do mercado, oferecendo opções de conforto para diversos perfis de passageiros.

 

O padrão Invictus DD

O Comil Invictus DD é um dos principais modelos rodoviários fabricados pela encarroçadora catarinense. Reconhecido pelo design moderno, amplo espaço interno e soluções voltadas ao conforto dos usuários, o modelo tornou-se uma das referências do segmento rodoviário brasileiro.

Aliado à confiabilidade dos chassis Volvo, o veículo oferece ainda elevados padrões de segurança, eficiência operacional e desempenho em viagens de longa distância.

 

Investimento na qualidade do serviço

A chegada dos novos ônibus demonstra o compromisso da MC Viagens com a modernização da frota e a melhoria contínua dos serviços prestados aos passageiros.

Além de elevar o nível de conforto das viagens, a renovação contribui para aumentar a confiabilidade operacional, reduzir custos de manutenção e oferecer uma experiência mais agradável aos clientes.

 

Mobilidade e turismo em evolução

O setor de transporte rodoviário de passageiros segue investindo em veículos cada vez mais modernos, acessíveis e confortáveis. Iniciativas como essa fortalecem a mobilidade regional e ampliam as opções de deslocamento para quem utiliza o transporte rodoviário em viagens de lazer, turismo ou trabalho.

Com os novos Comil Invictus DD sobre chassis Volvo, a MC Viagens reforça sua aposta em qualidade, conforto e segurança, oferecendo aos passageiros uma experiência de viagem ainda mais completa.

 

 

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sábado, 12 de setembro de 2026

BRT Radial Leste: obra promete transformar a ligação entre o Centro e a Zona Leste de São Paul

A cidade de São Paulo está construindo aquele que será o primeiro corredor de BRT (Bus Rapid Transit) em padrão completo da capital paulista. O projeto do BRT Radial Leste tem como objetivo oferecer viagens mais rápidas, maior capacidade de transporte e integração com diferentes modais, beneficiando centenas de milhares de passageiros diariamente.

 


 

 

A obra é considerada uma das mais importantes intervenções de mobilidade urbana em andamento na cidade e faz parte de um conjunto de investimentos voltados para modernizar o transporte público da Zona Leste. Entre eles está o futuro BRT Aricanduva, que atuará de forma complementar ao corredor da Radial, formando uma rede integrada de transporte de alta capacidade.


 

Muito além de um corredor de ônibus

Com cerca de 9,8 quilômetros de extensão, o BRT Radial Leste ligará o Terminal Parque Dom Pedro II à região da Penha, utilizando faixas segregadas, estações modernas e sistemas inteligentes de operação. A expectativa é beneficiar aproximadamente 400 mil passageiros por dia, reduzindo significativamente os tempos de viagem. 

 

O corredor contará com características típicas de sistemas BRT de padrão internacional:

✅ Embarque em nível;

✅ Cobrança antecipada da tarifa;

✅ Faixas exclusivas segregadas;

✅ Prioridade semafórica;

✅ Estações acessíveis;

✅ Monitoramento operacional em tempo real;

✅ Integração com ciclovias e outros modais.


 

Integração com metrô, CPTM e futuros corredores

O grande diferencial do projeto está na integração.

Ao longo do trajeto, o BRT Radial Leste fará conexão com importantes estações da Linha 3-Vermelha do Metrô e das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, permitindo que os passageiros realizem deslocamentos mais rápidos sem depender exclusivamente do sistema viário convencional.

O corredor também foi planejado para funcionar em conjunto com outros projetos estratégicos, como:

  • BRT Aricanduva;
  • Corredor Itaquera–Líder;
  • Expansão da Linha 2-Verde;
  • Linha 15-Prata;
  • Rede cicloviária da Zona Leste.

 

A conexão com o BRT Aricanduva

Um dos aspectos mais importantes do projeto é sua futura integração com o BRT Aricanduva, atualmente em obras.

Com 13,6 quilômetros de extensão, o BRT Aricanduva ligará a Radial Leste ao Terminal São Mateus, acompanhando o eixo do Rio Aricanduva e da Avenida Ragueb Chohfi. O corredor atravessará as regiões da Penha, Aricanduva, Itaquera e São Mateus, beneficiando aproximadamente 290 mil passageiros por dia e cerca de 1 milhão de moradores de forma indireta.

O sistema contará com 46 estações modernas, cobrança antecipada da tarifa, Wi-Fi, acessibilidade completa, portas automáticas de plataforma e faixas exclusivas para aumentar a velocidade operacional dos ônibus.

Na prática, a integração entre os corredores permitirá que passageiros da região de São Mateus, Cidade Líder, Aricanduva, Penha e do Centro tenham deslocamentos mais rápidos e previsíveis, reduzindo a dependência do transporte individual e melhorando a conexão com a rede metroferroviária.


 

Uma nova rede estrutural para a Zona Leste

Os projetos do BRT Radial Leste e do BRT Aricanduva representam uma mudança de conceito na mobilidade da região.

Em vez de corredores isolados, a Prefeitura pretende criar uma malha integrada capaz de distribuir passageiros entre metrô, trem, ônibus e ciclovias, oferecendo mais alternativas de deslocamento e aumentando a eficiência do transporte coletivo.

Quando concluídos, os dois corredores deverão formar um dos mais importantes eixos de transporte público da capital, reforçando a ligação entre o Centro e a Zona Leste e preparando a cidade para futuras expansões da rede sobre trilhos.


 

Portal da Mobilidade

BRT Radial Leste e BRT Aricanduva: dois projetos, uma mesma missão — tornar o transporte público mais rápido, integrado e eficiente para milhões de paulistanos.



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Bonde São Paulo: Projeto Quer Resgatar os Trilhos e Transformar o Centro da Capital

Durante décadas, os bondes fizeram parte da paisagem paulistana. Foram eles que ajudaram a conectar bairros, impulsionar o crescimento urbano e moldar a cidade que se transformaria na maior metrópole do país. Mais de meio século após a retirada dos últimos carros de bonde das ruas, São Paulo estuda a volta dos trilhos ao centro por meio do projeto 

 


 

Mais do que um novo modal de transporte, a proposta da Prefeitura de São Paulo busca utilizar a mobilidade como instrumento de transformação urbana, conectando regiões históricas, ampliando a acessibilidade e estimulando a recuperação econômica e social da área central.


 

O retorno simbólico dos bondes

O nome "Bonde São Paulo" não foi escolhido por acaso.

Segundo os estudos urbanísticos elaborados pela Prefeitura, a iniciativa procura resgatar a memória dos antigos bondes que tiveram papel fundamental no desenvolvimento da capital durante o século XX. A proposta une o simbolismo histórico dos trilhos com um conceito moderno de transporte sustentável, silencioso e integrado ao espaço urbano.

Diferentemente dos antigos bondes, porém, o novo sistema utilizará veículos modernos, totalmente acessíveis, climatizados e movidos por energia elétrica, alinhados às tendências internacionais de mobilidade sustentável.


 

Como será o Bonde São Paulo?

Os estudos atuais apontam para uma rede com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, distribuída em duas linhas integradas, totalizando cerca de 27 estações ao longo da região central da cidade.

O sistema foi concebido para funcionar como um distribuidor urbano, facilitando deslocamentos curtos e médios dentro do centro expandido.

Entre os principais locais que deverão ser atendidos estão:

  • Bom Retiro;
  • Luz;
  • Campos Elíseos;
  • República;
  • Largo do Arouche;
  • Largo do Paissandu;
  • Vale do Anhangabaú;
  • Praça da Sé;
  • Parque Dom Pedro II;
  • Mercado Municipal;
  • Rua 25 de Março;
  • Triângulo Histórico;
  • Brás;
  • Biblioteca Mário de Andrade;
  • Sala São Paulo;
  • Theatro Municipal. 

O traçado foi pensado para conectar áreas de grande circulação de pessoas, patrimônio histórico e intensa atividade econômica, criando uma alternativa eficiente aos deslocamentos atualmente realizados por ônibus ou a pé.


 

Integração será um dos grandes diferenciais

Um dos pilares do projeto é a integração com os demais modais metropolitanos.

A rede deverá se conectar a:

  • 9 estações de metrô;
  • 2 estações da CPTM;
  • 5 terminais de ônibus;
  • Corredores estruturais de ônibus;
  • Futuro BRT Radial Leste;
  • Futura Linha 19-Celeste do Metrô;
  • Infraestrutura cicloviária existente no centro. 

Na prática, o Bonde São Paulo poderá funcionar como um elo entre diferentes sistemas de transporte, reduzindo a necessidade de deslocamentos por automóvel e tornando mais simples a circulação dentro do centro da capital.


 

Capacidade para mais de 130 mil passageiros por dia

Os estudos da Prefeitura estimam que o sistema tenha capacidade para transportar entre 130 mil e 134 mil passageiros diariamente, tornando-se um importante complemento à rede de transporte coletivo da cidade.

Além disso, o modal foi projetado para priorizar:

✅ Segurança viária;

✅ Acessibilidade universal;

✅ Conforto para os passageiros;

✅ Redução da poluição atmosférica;

✅ Redução da poluição sonora;

✅ Incentivo à mobilidade ativa e aos deslocamentos a pé.


 

Muito além da mobilidade

Talvez o aspecto mais importante do projeto seja justamente aquilo que vai além do transporte.

A Prefeitura vê o Bonde São Paulo como um catalisador para a requalificação urbana do centro. Experiências semelhantes em cidades como Bordeaux, Bilbao e Sevilha demonstraram que sistemas de VLT podem impulsionar a ocupação de imóveis, atrair investimentos, fortalecer o comércio e aumentar o fluxo de visitantes.

No caso paulistano, os estudos apontam potencial para:

  • Recuperação de áreas degradadas;
  • Valorização do patrimônio histórico;
  • Ampliação das áreas verdes;
  • Estímulo ao turismo;
  • Fortalecimento das atividades culturais;
  • Desenvolvimento econômico da região central.

A região da Luz, por exemplo, é citada como uma das áreas que podem se beneficiar diretamente do processo de revitalização urbana associado ao novo sistema.


 

Quanto custará o projeto?

Embora a Prefeitura ainda esteja concluindo os estudos de viabilidade e modelagem financeira, informações apresentadas em etapas recentes do projeto apontam investimentos da ordem de R$ 4 bilhões, incluindo implantação da infraestrutura, aquisição de veículos e integração urbana.

A proposta deverá ser viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), modelo atualmente em avaliação pelo município.


 

Em que fase está o projeto?

O Bonde São Paulo ainda não possui obras iniciadas.

Atualmente, a iniciativa encontra-se em fase de estudos urbanísticos, anteprojetos, modelagem econômico-financeira e análise de viabilidade. A Prefeitura também conduz procedimentos para definir o formato de implantação e futura operação do sistema. Audiências públicas e consultas à população deverão ocorrer antes das próximas etapas.


 

A visão do Portal da Mobilidade

 

O Bonde São Paulo não deve ser analisado apenas como um novo meio de transporte.

Trata-se de uma proposta que combina mobilidade, urbanismo, patrimônio histórico e desenvolvimento econômico. Em uma cidade onde os investimentos em transporte costumam priorizar grandes corredores e expansões metroferroviárias de longa distância, o projeto surge com uma missão diferente: reorganizar os deslocamentos dentro do coração da capital e devolver protagonismo aos espaços públicos.

Se sair do papel, o Bonde São Paulo poderá representar o retorno dos trilhos às ruas paulistanas após mais de 60 anos, conectando passado e futuro em um dos projetos urbanos mais ambiciosos já discutidos para o centro da cidade.

 

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Linha 23: o projeto que poderá ligar Osasco ao Tatuapé sem passar pelo centro da capital

Entre os projetos mais ambiciosos em estudo para a expansão da rede metroviária paulista está a futura Linha 23, originalmente conhecida como Linha 23-Magenta e atualmente denominada Linha 23-Limão. O ramal faz parte de uma nova geração de linhas perimetrais, concebidas para conectar diferentes regiões da metrópole sem a necessidade de deslocamento pelo centro de São Paulo.

 


 

Ao contrário das linhas tradicionais, que convergem para a região central, a Linha 23 foi planejada para funcionar como um grande Arco Norte, interligando a Zona Oeste, a Zona Norte e a Zona Leste da capital, além de criar novas conexões com a rede de trens metropolitanos.


 

De Linha 23-Magenta para Linha 23-Limão

O projeto surgiu nos estudos do PITU e durante anos ficou conhecido como Linha 23-Magenta. Na concepção original, o trajeto ligaria a região da Dutra à Lapa, passando por Santana, Casa Verde e Freguesia do Ó. Com a evolução dos estudos, o traçado foi reformulado e a linha passou a ser chamada oficialmente de Linha 23-Limão.

A mudança não foi apenas de nome. O novo conceito transformou a linha em um importante eixo transversal da rede metroferroviária paulista.


 

O novo traçado

Os estudos mais recentes indicam que a Linha 23 deverá ligar Osasco ao Tatuapé, atravessando toda a porção norte da capital paulista. O percurso previsto possui aproximadamente 32,5 quilômetros de extensão e poderá atender mais de 1,3 milhão de passageiros por dia quando estiver em operação.

 

O ramal deverá passar por importantes regiões como:

📍 Osasco
📍 Presidente Altino
📍 Pirituba
📍 Freguesia do Ó
📍 Santana
📍 Vila Maria
📍 Tiquatira
📍 Penha
📍 Tatuapé


 

Integrações previstas

Um dos maiores diferenciais da Linha 23 será sua capacidade de integração.

 

Os estudos apontam conexões com:

🚇 Linha 1-Azul (Santana)

🚇 Linha 2-Verde

🚇 Linha 3-Vermelha (Tatuapé)

🚇 Linha 6-Laranja

🚇 Linha 19-Celeste

🚇 Linha 20-Rosa

🚆 Linha 7-Rubi

🚆 Linha 8-Diamante

🚆 Linha 9-Esmeralda

🚆 Linha 11-Coral

🚆 Linha 12-Safira

🚆 Linha 13-Jade

Caso seja implantada conforme os estudos atuais, a Linha 23 se tornará uma das linhas com maior número de integrações de toda a rede metropolitana.


 

A importância para a mobilidade

Hoje, muitos deslocamentos entre a Zona Oeste, Zona Norte e Zona Leste exigem viagens até o centro para realizar transferências.

A Linha 23 poderá mudar completamente essa lógica.

 

Entre os benefícios previstos estão:

✅ Redução das baldeações na região central;

✅ Menor tempo de viagem entre bairros periféricos;

✅ Integração direta entre linhas de metrô e CPTM;

✅ Desafogamento das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha;

✅ Nova opção de deslocamento para moradores da Zona Norte;

✅ Fortalecimento da mobilidade regional entre Osasco e São Paulo.


 

Linha estratégica para o futuro

O Governo do Estado vem defendendo cada vez mais a implantação de linhas perimetrais, capazes de criar uma rede em formato de anel ao redor da capital.

Nesse conceito, a Linha 23 passa a ter papel semelhante ao da Linha 22-Marrom, Linha 25-Topázio e do próprio Anel Metropolitano ferroviário, permitindo viagens mais eficientes entre diferentes regiões da metrópole.


 

Em que fase está o projeto?

Atualmente, a Linha 23 permanece em fase de planejamento e estudos preliminares. O Metrô de São Paulo prevê a contratação do anteprojeto de engenharia e dos estudos ambientais nos próximos anos. Como ocorre com outros projetos estruturantes, o traçado definitivo, o número de estações e os prazos de implantação ainda podem sofrer alterações.


 

A visão do Portal da Mobilidade

Se a Linha 19-Celeste representa a ligação de Guarulhos ao centro e a Linha 22-Marrom a chegada do metrô a Cotia, a futura Linha 23-Magenta/Limão poderá ser lembrada como o grande corredor transversal da metrópole.

Mais do que construir novas estações, o projeto tem potencial para mudar a forma como milhões de pessoas se deslocam pela Região Metropolitana de São Paulo, criando alternativas que dispensam a passagem pelo centro da capital e tornando a rede metroferroviária mais conectada, eficiente e equilibrada.

 

🚇🍋 Linha 23: o futuro Arco Norte sobre trilhos da maior metrópole do Brasil.

✈️ Galeão recebe autorização para operar o Boeing 777-9 e se prepara para a nova geração da aviação

Aeroporto do Rio de Janeiro é o primeiro da América Latina autorizado pela ANAC a receber o novo gigante bimotor da Boeing; primeira entrega...