sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Leblon Transportes investe R$ 70 milhões na renovação da frota com 37 ônibus Scania

 Empresa de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, substituirá 37 veículos 

 


 

A Scania entregou dezessete ônibus urbanos articulados K 320 6×2/2 à Leblon Transportes, de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, PR. Com carroceria Marcopolo os veículos fazem parte de uma compra de 37 unidades. Os doze restantes serão entregues até janeiro.

O investimento na renovação da frota supera R$ 70 milhões. Segundo Haroldo Isaak, proprietário da Leblon, a primeira parte da aquisição foi realizada por meio de consórcio. A segunda está sendo planejada com financiamento e a empresa avalia utilizar o Refrota.

Sobre o investimento em meio às incertezas envolvendo a licitação do sistema metropolitano o empresário afirmou que a compra foi respaldada por um acordo com o governo do Paraná: “A nossa frota estava já velha, vencida, e o Estado queria que comprássemos. Como compraríamos [novos ônibus] com uma insegurança dessa?”.

De acordo com Isaak o acordo com o Estado prevê que, caso a empresa perca a licitação, o governo possa comprar os ônibus para outra finalidade: “Isto deu uma segurança a nós, como empresários, e também deu uma segurança com relação aos bancos. Ajudou bastante”.

A compra representa a substituição de 37 veículos da frota atual, que tem sessenta unidades. A operação será dividida em duas linhas. Vinte ônibus serão destinados ao sistema troncal alimentador da Fazenda Rio Grande ao Terminal do Pinheirinho, em Curitiba. Os outros dezessete devem operar na linha Ligeirão Curitiba–Fazenda Rio Grande, pela Linha Verde até o Centro da Capital.

 

 


 

Os veículos terão pacote de segurança Adas, com sensores laterais para identificar usuários vulneráveis próximos ao ônibus e sistema que impede a partida quando houver risco de atropelamento. A Leblon também pretende instalar câmaras para monitoramento dos motoristas.

Os primeiros ônibus foram apresentados ao governo do Paraná na sexta-feira, 11, antes do início da substituição da frota atualmente em operação.

 

Fonte Auto Data  

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Estudos com apoio da UFSC subsidiam novo modelo de transporte coletivo de São José

 


Estudos com apoio técnico do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans) e liderados pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) subsidiam a modelagem preliminar do novo sistema de transporte coletivo urbano de São José, município situado na Grande Florianópolis. A proposta está em consulta pública até 19 de setembro e prevê ampliar o serviço das atuais sete linhas e 23 ônibus para até 17 linhas e 30 veículos.

De acordo com a pesquisadora Geruza Kretzer, do LabTrans, os levantamentos apontaram problemas que afetam diferentes aspectos da operação. “As pesquisas realizadas e a análise dos dados operacionais identificaram como principais desafios a baixa oferta de horários, especialmente à noite e nos fins de semana, deficiências na integração entre linhas e sistemas, lacunas de cobertura em algumas regiões do município e tempos de deslocamento elevados”, explica.

O trabalho reúne dados sobre demanda, deslocamentos da população e operação do sistema atual para apoiar o planejamento e a estruturação do futuro modelo de concessão do transporte coletivo. As análises permitiram identificar necessidades relacionadas à cobertura, frequência, integração e eficiência do serviço.

As condições dos veículos e dos pontos de parada também aparecem no diagnóstico, assim como a necessidade de aprimorar as informações disponibilizadas aos usuários. Outro aspecto identificado foi a distribuição desigual da demanda, concentrada em determinados horários e eixos, enquanto outros trechos apresentam baixa utilização. Segundo Geruza, esse cenário indicou “a necessidade de uma rede mais flexível e adequada aos diferentes padrões de deslocamento da população”.

 

Pesquisas identificaram padrões de deslocamento

As pesquisas de Origem e Destino e de Embarque e Desembarque foram utilizadas para compreender como a população se desloca e de que forma o sistema existente é utilizado. “As pesquisas mostraram um forte padrão pendular de deslocamento, com concentração das viagens nos períodos da manhã e do fim da tarde, principalmente em direção aos principais polos de emprego, comércio e serviços do município”, explica a pesquisadora.

Os dados também evidenciaram a concentração dos fluxos em alguns eixos estruturadores e a forte relação de São José com o sistema de transporte da Região Metropolitana. Ao analisar a utilização das linhas ao longo do dia e nos diferentes sentidos de operação, os estudos identificaram trechos e horários com baixa ocupação e áreas onde a demanda não é atendida adequadamente. Essas informações também permitiram identificar oportunidades para tornar os itinerários mais diretos e eficientes.

 

Ampliação considera demanda, cobertura e frequência

A proposta de passar de sete para até 17 linhas e de 23 para 30 ônibus foi definida a partir dos resultados dos levantamentos e de critérios técnicos. A mudança, conforme Geruza Kretzer, não significa apenas acrescentar linhas e veículos ao sistema existente. “A ampliação proposta não representa simplesmente o aumento do número de linhas ou de veículos”, diz. “O dimensionamento foi realizado a partir de critérios técnicos relacionados à demanda de passageiros, cobertura territorial, frequência necessária, tempo de viagem e capacidade operacional do sistema”, completa.

Dados das pesquisas e da bilhetagem foram utilizados para estimar a demanda atual e identificar necessidades não atendidas adequadamente pela rede. A partir dessas informações, foram definidos novos itinerários, calculados os intervalos entre as viagens e dimensionada a frota necessária para atender aos períodos de maior movimento.

A previsão de até 17 linhas busca ampliar a cobertura, estabelecer ligações mais diretas e diminuir a dependência de poucos eixos e pontos de conexão. A quantidade de veículos, por sua vez, foi dimensionada considerando a operação necessária para garantir os níveis de serviço previstos na modelagem.

A proposta busca estruturar uma rede com diferentes funções complementares. Entre as soluções estão as linhas circulares, concebidas para aumentar as conexões entre bairros e reduzir a necessidade de deslocamentos excessivamente centralizados. Os pontos de integração têm a função de facilitar a transferência entre linhas e organizar a rede, com a perspectiva de proporcionar conexões mais eficientes e melhorar as condições de espera e de informação aos usuários.

Já as linhas expressas e semiexpressas são consideradas uma possibilidade de evolução futura do sistema, associada à implantação de infraestrutura adequada de integração. Na modelagem inicial, as linhas foram dimensionadas como paradoras. “De forma geral, essas soluções buscam reduzir tempos de deslocamento desnecessários, melhorar a conectividade entre diferentes regiões e oferecer uma rede mais simples e eficiente para o passageiro”, afirma Geruza.

 

Consulta pública recebe contribuições até 19 de setembro

A modelagem preliminar está em consulta pública pela Prefeitura de São José até 19 de setembro. As manifestações da população poderão fornecer elementos para eventuais ajustes na proposta. A participação dos usuários complementa os levantamentos realizados. “A consulta pública é uma etapa importante para complementar o processo de elaboração da proposta e permitir que a população contribua a partir de sua experiência cotidiana com o sistema”, afirma a pesquisadora.

Com a consulta pública, os dados técnicos levantados durante os estudos passam a ser complementados pela experiência dos usuários antes da definição dos encaminhamentos e de eventuais ajustes na modelagem final do transporte coletivo de São José. Contribuições relacionadas a itinerários, cobertura territorial, horários, pontos de parada e possibilidades de integração podem ser consideradas no aperfeiçoamento da modelagem.

A Prefeitura de São José será responsável pelo recebimento e pela avaliação das manifestações, considerando a pertinência das contribuições e seus impactos sobre a proposta. A análise poderá levar em conta os estudos técnicos já realizados e aspectos operacionais, de demanda e de viabilidade do sistema.

 

Com informações do Laboratório de Transportes e Logística – LabTrans

 

Fonte UFSC 




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Tarifa Zero já beneficia 1,1 milhão de passageiros e recebe investimento de R$ 7 milhões em Cuiabá

 



A política de Tarifa Zero no transporte público de Cuiabá já beneficiou 1.145.216 passageiros desde que entrou em vigor, em 29 de abril do ano passado, por meio da Lei nº 7.248. A iniciativa garante gratuidade no transporte coletivo aos domingos e, em datas específicas, também nos feriados, ampliando o acesso da população ao serviço público e facilitando o deslocamento de pessoas de todas as idades.

A medida foi instituída por meio de lei de autoria do Executivo Municipal, com anuência da Câmara de Vereadores, e representa uma importante política pública de mobilidade urbana e inclusão social. A gratuidade é aplicada regularmente todos os domingos e também em alguns feriados definidos pelo município, por meio de decreto, como ocorreu no Dia do Trabalhador, em 1º de maio, no aniversário de Cuiabá e no feriado de 7 de Setembro.

Desde o início da implantação, a Prefeitura de Cuiabá investiu R$ 7.090.000,00 para garantir a gratuidade aos cidadãos. O investimento permite que milhares de pessoas possam se deslocar pela cidade sem o custo da passagem nos dias contemplados pela legislação, sem limite de viagens.

A Tarifa Zero abrange mais de 90 linhas atendidas por 360 veículos do transporte público que circulam dentro de Cuiabá, proporcionando maior mobilidade a trabalhadores, estudantes, famílias e pessoas que utilizam o transporte coletivo para acessar serviços, comércio e lazer.

“Possibilita maior aproveitamento do tempo livre para passeios com a família e amigos, ampliando as possibilidades para visitar os pontos turísticos e culturais da cidade, bem como familiares. Com mais de 1 milhão de passageiros beneficiados, a Tarifa Zero consolida-se como uma ação de impacto direto na rotina da população, contribuindo para ampliar o acesso à mobilidade dentro da Capital mato-grossense”, frisou a secretária Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyanne Lacerda.

A gratuidade é válida exclusivamente para o transporte público municipal de Cuiabá. O benefício não se aplica ao transporte intermunicipal, que segue as regras e tarifas próprias.

 

Fonte Prefeitura de Cuiabá 




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Vereadores cobram renovação da frota e melhorias no transporte público

  

Na Sessão Ordinária realizada na terça-feira, 8 de setembro, os vereadores de Montes Claros debateram a grave situação do transporte público do município e cobraram providências urgentes para a renovação da frota, composta, em parte, por veículos com mais de dez anos de circulação. As denúncias e proposições acompanham recomendações e determinações já encaminhadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que atua pela melhoria do sistema de transporte coletivo.

A vereadora Iara Pimentel (PT) foi uma das primeiras a expor e criticar o serviço prestado pelo Consórcio Mocbus. “Temos ônibus quebrados e até pegando fogo. Isso coloca em risco a vida e a segurança de cada passageiro”, alertou.

A parlamentar destacou que o MPMG já estabeleceu prazo de 15 dias, contados a partir de 1º de setembro de 2026, para que o consórcio substitua os veículos com mais de dez anos de uso e garanta a continuidade do atendimento do Transporte Especial. O não cumprimento pode resultar na suspensão ou mesmo no encerramento do contrato de concessão. Dentro desse prazo, o consórcio deverá retirar de circulação e trocar todos os ônibus com mais de dez anos de uso, além de assegurar de forma integral e sem interrupções o serviço de Transporte Especial destinado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que dele necessitem. Caso as determinações não sejam cumpridas, a concessão poderá ser suspensa ou cancelada.

O vereador Igor Dias (PSDB) endossou as preocupações e acrescentou críticas à gestão dos recursos. Com base nas orientações do promotor Felipe Caires, questionou os altos gastos com aluguel de ônibus que, segundo ele, não entregam retorno proporcional à população, e também citou os incidentes com veículos em chamas. Defendeu, ainda, a revisão dos valores cobrados nas passagens, em busca de uma tarifa “mais justa”, e sugeriu que o futuro do transporte coletivo municipal passe pelo uso de energia solar, como forma de reduzir custos e baratear o serviço.

Já o vereador Marcos Nem (Podemos) ressaltou os esforços da gestão municipal. “O prefeito está trabalhando em parceria com o MPMG justamente para reverter esse quadro”, afirmou. Segundo ele, a Prefeitura já investe na aquisição de novos ônibus, com duplo objetivo: elevar a qualidade do transporte e, em consequência, reduzir o preço das passagens. 

 

Fonte  Câmara Municipal de Montes Claros




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Transporte coletivo de Santa Maria perde mais de 15 milhões de passageiros em uma década

 O transporte coletivo urbano de Santa Maria perdeu mais da metade dos passageiros em menos de uma década. Entre 2017 e 2026, o número de usuários caiu 51,45%, passando de 30,7 milhões para cerca de 14,9 milhões de passageiros por ano – uma redução de 15,8 milhões no período. Isso representa que sumiram dos ônibus 4,3 mil passageiros por dia, na comparação com 2017.

 


 

Os dados, fornecidos pela Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), mostram que a retração atingiu todas as categorias de embarque, com queda mais acentuada entre o estudante integrado e o pagante comum (tarifa em dinheiro). Em contrapartida, as categorias protegidas por benefícios – como cidadão, passe livre, especial e vale-transporte – registraram as menores perdas. 

Além disso, categorias como operária e operária integrada (aplicada quando o trabalhador precisa pegar um segundo ônibus na sequência para complementar o seu trajeto) tiveram redução de 99,9%. Isso ocorreu porque a legislação extinguiu esses benefícios, restando no sistema apenas usuários com créditos residuais.

A entidade também chama atenção para o perfil atual dos usuários: segundo a ATU, a cada 100 passageiros transportados, cerca de 60 pagam pela passagem, enquanto os outros 40 utilizam algum tipo de gratuidade ou benefício.

A realidade local reflete uma tendência observada em todo o país. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o Brasil perdeu cerca de 30% dos passageiros do transporte público urbano entre 2013 e 2023. A entidade aponta que essa evasão foi impulsionada pela combinação do avanço do desemprego e da informalidade a partir de 2014, pelo impacto da pandemia de Covid-19 – que acelerou a migração para outros tipos de transporte. Entre os usuários, aspectos como envelhecimento da frota e a baixa qualidade do serviço também são apontados.  


Especialistas e representantes do setor apontam que a queda no número de passageiros no município ganhou força nos últimos anos por fatores locais. Entre eles:

  • Fim do subsídio municipal: O subsídio ao transporte público foi encerrado em 2025 e 2026, transferindo o custeio do sistema integralmente para os usuários;
  • Reajustes tarifários em curto intervalo: Múltiplos aumentos em sequência, sem tempo hábil para a recuperação ou acomodação da demanda;
  • Aumento na tarifa em dinheiro (PG): Salto de R$ 5,00 para R$ 7,25 — um aumento nominal de 45%;
  • Lei 6.970/2024: Extinguiu as categorias "Operária" (OPE) e "Operária Integrado" (OI), restando apenas usuários com saldos residuais.
  • Santa Maria tem a segunda maior tarifa de ônibus entre as dez maiores cidades do Rio Grande do Sul. O valor cobrado em dinheiro na cidade só fica atrás de Caxias do Sul.


"Santa Maria fica cara sem o subsídio"

Para o presidente da ATU, Edemilson Gabardo, a retração do público demonstra a influência direta do preço da passagem na escolha da população pelo transporte coletivo. Ele argumenta que o comportamento dos passageiros, após os reajustes, reforça que o modelo atual tornou-se insustentável:

Santa Maria fica cara sem o subsídio. Depois que a tarifa aumentou, o número de passageiros diminuiu ainda mais. Precisa existir uma política permanente de subsídio que torne viável o uso do transporte. Hoje a situação é ruim para as empresas, que não arrecadam o suficiente, e para o usuário, que paga caro.

Gabardo aponta que o setor também enfrenta a concorrência crescente dos aplicativos de transporte – como o Uber e a 99. Isso dificulta, ele afirma, a recuperação financeira das empresas, compromete investimentos na renovação da frota e na melhoria do serviço.

A expectativa da entidade é de que o transporte coletivo passe a contar com um modelo de financiamento público contínuo – envolvendo União, Estado e Município – para aliviar o peso do valor pago na roleta pelo passageiro.


O que diz a prefeitura

Em entrevista ao programa F5, da rádio CDN (93,5 FM), o procurador-geral do município, Guilherme Cortez, afirmou que a licitação do transporte coletivo é parte da solução para a queda de usuários, mas precisa ser acompanhada de outras medidas para recuperar a atratividade do serviço.

– A licitação, em si, ela vai estabelecer uma renovação de frota, ela vai estabelecer um contrato formal com um novo operador, mas ela precisa ir além. O Poder Público precisa pensar nesses investimentos, pensar no subsídio, pensar em melhorias das próprias condições dos abrigos – afirmou.

O processo de licitação, iniciado pela prefeitura no ano passado, está em análise no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS). A administração avalia a possibilidade de solicitar uma nova prorrogação do prazo para concluir os ajustes e, posteriormente, republicar o edital.

Além da licitação, o município estuda a remodelação de quatro terminais considerados de maior movimentação: os das avenidas Rio Branco e Professor Braga e das ruas do Acampamento e Pinheiro Machado. A ideia é modernizar os espaços e melhorar a experiência dos usuários. Ainda não há prazo definido para as obras.

Cortez também afirmou que a prefeitura estuda a retomada de uma política de subsídio ao transporte coletivo. Segundo ele, a medida é considerada necessária para reduzir o peso da tarifa sobre o usuário, mas depende da capacidade financeira do município. Outra possibilidade em avaliação é a regulamentação dos aplicativos de transporte, além da criação de faixas preferenciais para ônibus em determinadas vias, como a Avenida Presidente Vargas.


Mudança nas ruas

A estatística reflete uma transformação visível no cotidiano da cidade. A opção pelo ônibus deixou de ser automática para o santa-mariense, especialmente para quem faz deslocamentos curtos ou conta com rotas alternativas.

É o caso de Leon Gonçalves, de 21 anos, estudante de Direito na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Há cerca de cinco anos, ele trocou o transporte coletivo pela bicicleta para ir de casa ao campus, no Bairro Camobi:

A bicicleta facilita o deslocamento, economizando tempo e dinheiro. Com a pandemia, as linhas que atendiam a região diminuíram bastante, tornando inviável usar o ônibus. Além disso, os aumentos sucessivos da tarifa pesam diretamente na escolha.

A experiência é parecida com a do jornalista João Ricardo Gazzaneo Schmitt, 37 anos, servidor da UFSM, que usa a bicicleta como transporte principal há nove anos. Morador de Camobi, ele destaca que a opção une economia e qualidade de vida:

O ônibus está muito caro em Santa Maria. Do meu bairro até a universidade, o valor da passagem é quase o mesmo de um transporte por aplicativo. Além disso, muitos veículos (ônibus) são antigos, desconfortáveis e sem ar-condicionado. A bicicleta acabou sendo uma alternativa melhor porque economizo, faço atividade física e chego rápido ao trabalho.


Especialista aponta "espiral descendente"

Para o professor titular da UFSM e doutor em Mobilidade Urbana, José Antônio Kümmel Félix, a evasão de passageiros deixou de ser um problema pontual, mas sim estrutural:

– Aumenta-se a tarifa para compensar custos, parte dos passageiros abandona o sistema, a arrecadação diminui, o custo por passageiro aumenta e novos reajustes tornam-se necessários. Esse processo é conhecido como "espiral descendente" do transporte coletivo e mostra que o problema deixou de ser conjuntural para se tornar estrutural.

O especialista ressalta que o detalhamento por categoria ajuda a entender essa dinâmica. A queda de 82% entre os pagantes em dinheiro evidencia a alta sensibilidade da população ao preço do bilhete. Da mesma forma, o encolhimento nas faixas de estudantes e trabalhadores revela o peso dos fatores econômicos e das transformações no mercado de trabalho.

Félix defende que a discussão sobre mobilidade urbana no município deve ir além da tarifa e integrar o planejamento da cidade:

– O transporte coletivo não pode depender exclusivamente do valor pago pelo passageiro na catraca. Investir em mobilidade significa investir nas pessoas. Cidades que colocam a população no centro do planejamento tornam-se mais sustentáveis, competitivas, inclusivas e humanas.



Fonte D Diario 




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terça-feira, 8 de setembro de 2026

🛥️ SPTrans oferece curso gratuito para formação de aquaviários e fortalece o futuro da mobilidade sobre as águas em São Paulo.

 A mobilidade urbana vai muito além dos ônibus, metrôs e trens. Em São Paulo, o transporte aquaviário vem ganhando cada vez mais espaço, especialmente com o sucesso do serviço Aquático-SP na Represa Billings. Agora, a cidade dá mais um importante passo para fortalecer esse modal com a oferta de um curso profissionalizante gratuito para formação de aquaviários.

 


A iniciativa da SPTrans busca capacitar novos profissionais para atuar no setor de navegação, criando oportunidades de emprego e contribuindo para o desenvolvimento do transporte hidroviário na capital paulista. A ação também reforça o compromisso da Prefeitura de São Paulo com a ampliação das alternativas de mobilidade e com a geração de mão de obra qualificada para um segmento que tende a crescer nos próximos anos.

O curso oferece formação específica para quem deseja ingressar na carreira de aquaviário, preparando os participantes para atuar em embarcações de transporte de passageiros e em outras atividades ligadas à navegação. A capacitação segue as normas exigidas para o setor e representa uma oportunidade importante para moradores da cidade que buscam qualificação profissional gratuita.

A criação dessa formação está diretamente relacionada à expansão das iniciativas de mobilidade sobre a água em São Paulo. O Aquático-SP, implantado na região da Billings, já se consolidou como uma alternativa eficiente para reduzir tempos de deslocamento e integrar comunidades da Zona Sul ao sistema de transporte público da cidade. O crescimento desse modelo aumenta a demanda por profissionais especializados para operar embarcações e garantir a segurança dos passageiros.

Além de gerar novas oportunidades de trabalho, a formação de aquaviários contribui para consolidar um modal que vem demonstrando potencial para complementar a rede de transporte da capital. Em um cenário onde a diversificação dos meios de deslocamento se torna cada vez mais necessária, investir na qualificação profissional é fundamental para garantir a expansão sustentável do sistema.

A iniciativa também evidencia como a mobilidade urbana pode criar oportunidades de inclusão social e desenvolvimento econômico. Ao oferecer capacitação gratuita, a SPTrans amplia o acesso à formação profissional e ajuda a preparar trabalhadores para atuar em um mercado especializado e em expansão.

Com ações como essa, São Paulo segue explorando novas formas de mobilidade e fortalecendo projetos inovadores que combinam transporte, qualificação profissional e desenvolvimento urbano. O transporte aquaviário deixa de ser apenas uma alternativa e passa a ocupar um papel estratégico no futuro da mobilidade paulistana.




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Seis Panorâmico DD NB1 mostram versatilidade em entrega à Piracicabana

54 lugares, tecnologias de segurança e personalização marcam a entrega





            A versatilidade do Panorâmico DD NB1 ganha destaque em seis unidades produzidas pela BUSSCAR para a Viação Piracicabana. Destinados ao transporte rodoviário regular, os ônibus reúnem duas categorias de acomodação, tecnologias de segurança e diferentes propostas de personalização, demonstrando as possibilidades do modelo para atender às características de cada operação.


            A bordo, a configuração permite oferecer diferentes experiências de viagem em um mesmo ônibus. O salão superior recebeu 46 poltronas Class Leito Turismo, enquanto o piso inferior conta com oito Leito Cama Buss, opção que proporciona mais espaço e comodidade ao passageiro. As poltronas possuem apoios para pernas e pés, USB individual, cintos de segurança de três pontos e porta-copos. Elevador para cadeirante, lugares reservados e identificação tátil completam os recursos de acessibilidade.


            A capacidade de personalização da BUSSCAR também se destaca nesta entrega. Dois ônibus receberam uma composição em laranja e roxo com a Mobifácil, plataforma digital voltada à busca e compra de passagens rodoviárias. Duas unidades com pintura preta trazem homenagens regionais: uma reúne referências a Mato Grosso do Sul, Três Lagoas e ao Pantanal, com elementos como tuiuiú, vegetação, mate, berrante e viola; a outra celebra Araçatuba por meio do boi, do araçá, da ferrovia e da arquitetura local. Completam o conjunto dois ônibus na cor prata. As diferentes propostas mostram como o Panorâmico DD NB1 pode receber caracterizações alinhadas a cada projeto.


            Para proporcionar conforto durante o percurso, os ônibus contam com climatização quente e fria, renovação de ar, filtro antipólen e isolamento acústico. Wi-Fi, tomadas, USB e sistema multimídia com espelhamento de smartphones ampliam a conectividade, enquanto espaços de apoio com refrigeração agregam funcionalidade ao ambiente interno.


            Montados sobre chassis Mercedes-Benz O-500 RSD 2745 8x2, os Panorâmicos DD NB1 incorporam tecnologias que auxiliam a condução e a segurança. Entre elas estão o AEBS, que atua no auxílio à frenagem em situações de emergência, o LDWS, responsável pelo alerta de saída de faixa, e o sensor lateral de ponto cego. Telemetria, bloqueio das portas, câmera de marcha à ré e travamento pneumático dos bagageiros completam o conjunto.


            O projeto contempla ainda o posto de condução, com poltrona para o motorista dotada de amortecimento pneumático e ambiente climatizado. Para o auxiliar, foi instalada uma poltrona individual Class Leito Turismo.


            Com atributos que atendem tanto à experiência dos passageiros quanto às demandas do serviço, o Panorâmico DD NB1 amplia as opções da BUSSCAR para o segmento rodoviário.


            “Esta entrega traduz o trabalho da BUSSCAR em oferecer um produto que alia diferentes padrões de acomodação, recursos de segurança e identidade própria. É uma combinação que agrega valor ao veículo e à experiência oferecida ao passageiro”, destaca Paulo Corso, Diretor Comercial da BUSSCAR.












✔️ Fonte Busscar 




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Leblon Transportes investe R$ 70 milhões na renovação da frota com 37 ônibus Scania

 Empresa de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, substituirá 37 veículos      A Scania entregou dezessete ônibus urbanos...