domingo, 13 de julho de 2025

Sensor desenvolvido na USP torna mais barato e acessível o monitoramento de segurança em trens

 Modelo utiliza sensores micromecânicos para medir acelerações e acompanhar o comportamento dos veículos ao longo das ferrovias


O objetivo é avaliar a segurança da operação ferroviária por meio do chamado índice de segurança. Foto: Divulgação/Governo de SP


Pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveram um sensor de baixo custo capaz de monitorar com precisão a segurança de trens de carga e passageiros. O dispositivo, que mede acelerações e estima forças envolvidas no deslocamento ferroviário, pode ser instalado diretamente nos vagões e locomotivas, oferecendo uma alternativa acessível a sistemas tradicionais usados na indústria, que geralmente são caros e de difícil operação.

O equipamento se baseia em sensores micromecânicos – os mesmos utilizados em celulares e veículos – para captar acelerações translacionais e angulares. Conforme explica Roberto Spinola, professor da Poli e coordenador do Laboratório de Dinâmica e Simulação Veicular (LDSV), essas informações contribuem para que seja possível realizar o monitoramento do comportamento do veículo.


Movimento


De acordo com o especialista, os dados são processados por um algoritmo de dinâmica inversa, que estima as forças que atuam sobre o trem a partir dos movimentos registrados. O objetivo é avaliar a segurança da operação ferroviária por meio do chamado índice de segurança, que compara as cargas vertical e lateral nas rodas dos trens. Uma carga lateral excessiva, por exemplo, pode provocar o descarrilamento do veículo.

A proposta busca substituir ou complementar o uso do rodeiro instrumentado, um sistema tradicional que instala extensômetros diretamente nas rodas dos trens para medir com exatidão as forças de contato com os trilhos. Apesar de eficiente, o rodeiro é extremamente caro e demanda uma operação complexa, o que restringe seu uso a testes muito específicos.

“Nosso sistema não realiza uma medida direta como o rodeiro, mas produz estimativas com boa qualidade de representação e tem a grande vantagem de ser extremamente barato”, afirma Spinola. Segundo ele, o sensor pode ser instalado em todos os vagões e locomotivas de um trem e funcionar de forma autônoma, alimentado por baterias que garantem vários dias de monitoramento contínuo.


Sistemas de monitoramento


De acordo com o docente, os trens modernos já contam com diversos sensores e sistemas automatizados de controle, como o ABS (sistema de frenagem antitravamento), que mede a rotação das rodas e evita a patinagem. A proposta do grupo da Poli não é substituir essas tecnologias, mas se unir a elas como mais uma camada de segurança, com a vantagem de poder ser implementada em veículos que ainda não contam com monitoramento embarcado.

“É um sistema que circula registrando o desempenho ao longo de muitos quilômetros, permitindo avaliar não apenas o veículo, mas também as condições da via e da operação”, resume Spinola. Com isso, operadores podem prever falhas, ajustar a velocidade de circulação e até planejar intervenções na malha ferroviária de forma mais eficaz.


Testes


Conforme Roberto Spinola, a tecnologia já foi testada em diferentes contextos. A equipe da USP realizou experimentações em trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e da Vale, empresa responsável por grande parte do transporte ferroviário de cargas no Brasil. Além disso, há negociações em andamento com outras operadoras ferroviárias interessadas na aplicação do dispositivo.


Segundo o professor, o sensor está totalmente desenvolvido e possui patente registrada pela Universidade de São Paulo. Ele explica que o modelo está pronto para uso em escala comercial em ferrovias e sistemas metroferroviários e, com isso, os trens de carga, de passageiros, de média distância e até Metrôs podem se beneficiar da inovação.

Além da contribuição direta para a segurança, a tecnologia tem potencial para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das frotas ferroviárias, especialmente em países como o Brasil, onde há grande extensão de ferrovias e o transporte sobre trilhos é fundamental para o escoamento de cargas. “Os sistemas modernos já são dotados de muitos sistemas de medida e sensores. Então esse é mais um deles, é inédito e contribui efetivamente com a segurança”, destaca o docente.


✔️ Fonte Agência SP 



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sábado, 12 de julho de 2025

Dois de cada três passageiros estão insatisfeitos com transporte público no Grande Recife; pesquisa aponta principais problemas

 Lotação, falta de segurança e de conforto são as principais queixas de quem depende de ônibus, metrô e vans. Estudo ouviu mais de 850 pessoas em nove bairros da capital pernambucana.


Ônibus na Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo



Terminais lotados, paradas abarrotadas e ônibus superlotados são a realidade diária de quem depende do transporte público no Grande Recife. A insatisfação dos usuários com o serviço é grande, e a espera por melhorias parece ser longa. Uma pesquisa do Núcleo de Inteligência e Mercado do Centro Universitário Frassinetti do Recife (Unifafire) revela que 68% dos passageiros estão insatisfeitos.

O estudo da Unifafire, realizado entre os meses de maio e junho, ouviu 851 pessoas em nove bairros da capital. Os dados mostram que mais de 43% acreditam que o transporte público não melhorou nos últimos dois anos.

De acordo com a pesquisa, o ônibus é o principal meio de transporte na Região Metropolitana, utilizado por 35,15% dos entrevistados. As principais queixas em relação à qualidade do serviço são:

  • Lotação: 72% consideram o serviço "ruim" ou "muito ruim";
  • Conforto: 70% avaliaram como "ruim" ou "muito ruim";
  • Segurança nos veículos: 75% classificaram como "ruim" ou "muito ruim";
  • Tempo de espera: 66,08% consideram "ruim" ou "muito ruim";
  • Limpeza: 55% avaliam como "ruim" ou "muito ruim";
  • Pontualidade: Mais de 50% avaliaram como "ruim" ou "muito ruim";
  • Custo da tarifa: Mais de 60% deram respostas negativas;
  • Acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência: 57,42% consideram "ruim" ou "muito ruim".

A pesquisa também apontou que menos de 6% (5,62%) dos entrevistados usam o metrô, enquanto quase 12% (11,72%) vão a pé e menos de 3% (2,87%) utilizam a bicicleta. O carro particular é usado por mais de 13% (13,83%).

Chama a atenção a ascensão dos transportes por aplicativo (carros e motos), que somam 23,08% do uso, superando ligeiramente o carro particular. Essa mudança nos padrões de deslocamento foi observada pelo professor João Nogueira, coordenador da pesquisa.

"Temos um conjunto de coisas que faz com que a população comece a migrar para outros tipos de transporte, e isso é bem preocupante, porque quando isso começa, como transporte por aplicativo por moto ou por carro, faz com que haja mais veículos dentro da cidade. [E isso é negativo] seja pela questão da sustentabilidade, seja porque aumenta o trânsito, o Recife já tem um dos piores trânsitos, seja pelos índices de acidentes, que aumentam bastante", afirmou o professor.


Apesar do cenário majoritariamente negativo, o estudo identificou um ponto positivo: o uso do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM). Adotado por dois terços dos passageiros, o cartão foi avaliado como uma melhoria por 62% deles, demonstrando que avanços tecnológicos podem ajudar, mas não resolvem sozinhos os problemas crônicos do sistema.

A esteticista aposentada Ângela Maria dos Santos é um exemplo do que os pesquisadores observaram no estudo. Ela conta que, quando tem dinheiro, prefere acionar o transporte por aplicativo.

"É horrível, não tem ônibus, andamos pendurados, alguns tem ar-condicionado, mas na linha que eu ando, UR-4, não tem nenhum. Os ônibus chegam sempre atrasados, tem muita gente que perde a hora de trabalhar por causa do transporte. Eu acho que está piorando, quando eu era mais nova, que eu trabalhava, o transporte público era melhor. Muito melhor pegar um Uber que pegar um ônibus", contou.



✔️ Fonte G1




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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Governo de SP entrega primeiro trem da Linha 6-Laranja de metrô

 Ao todo, serão 22 composições com seis vagões e capacidade para mais de 2 mil passageiros


O primeiro trecho da linha, entre a Brasilândia e a Estação Perdizes, será entregue no segundo semestre de 2026. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP



O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participou, nesta quinta-feira (10), do evento de entrega do primeiro trem que será utilizado na operação da Linha 6-Laranja de metrô. A cerimônia ocorreu no Pátio Morro Grande, na zona norte da capital. No total, serão 22 composições com seis carros cada, capazes de transportar até 2.044 passageiros entre a Brasilândia, na zona norte, e a Estação São Joaquim, no centro de São Paulo. A previsão é de que a linha atenda mais de 630 mil passageiros por dia.

Fabricados em aço inoxidável no município de Taubaté, no interior paulista, os trens possuem durabilidade superior a 40 anos e são mais leves, o que contribui para maior eficiência energética e uma operação mais sustentável. Todas as composições contam com tecnologia que permitirá a operação sem a necessidade de condutor a bordo, com velocidade máxima de até 90 km/h.

“Viemos receber o primeiro trem da Linha 6-Laranja e acompanhar o andamento da obra: temos mais de 10 quilômetros de linha lançada e algumas estações já com 80% de execução. A ideia é que a gente comece os primeiros testes aqui no Pátio Morro Grande no segundo semestre deste ano. As obras estão andando bem e mantém excelente evolução”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

O primeiro trecho da linha, entre a Brasilândia e a Estação Perdizes, será entregue no segundo semestre de 2026. Já o segundo trecho, entre Perdizes e a Estação São Joaquim, tem entrega prevista para 2027. A Linha 6-Laranja terá conexões com as Linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi do sistema metropolitano.

Com 15,3 km de extensão, a Linha 6-Laranja reduzirá de cerca de 1h30 para apenas 23 minutos o tempo de deslocamento no trajeto atualmente realizado por ônibus. Conhecida como “linha das universidades”, ela atenderá diretamente sete instituições de ensino superior e outras quatro de forma indireta.


No total, cada composição terá seis carros. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP


A escavação dos túneis da linha foi concluída em fevereiro de 2025, conectando todas as 15 futuras estações. Paralelamente, já está em andamento a instalação de trilhos, sistemas e a entrega das composições.

A Linha 6-Laranja é uma parceria público-privada (PPP) do Governo do Estado de São Paulo com a concessionária Linha Uni, executada pela Acciona, com geração de mais de 10 mil empregos. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado (SPI), responsável por estruturar e acompanhar os projetos de concessão e PPPs no estado.



✔️ Fonte Agência SP 





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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Avançam as obras do metrô em Samambaia com a expansão da Linha 1

 Trabalho deve durar entre dois e quatro anos. A previsão é de que 10% estejam prontos até o fim de julho. Diariamente, cerca de 15 mil pessoas serão beneficiadas. GDF comprará 15 novos trens até o fim da expansão para atender aos usuários


                                         Fotos: Minervino Júnior/CB/D.A.Press


Iniciadas na última semana, as obras da expansão da Linha 1 do Metrô-DF estão em pleno funcionamento e devem durar entre dois e quatro anos, segundo previsão do vencedor da licitação, o Consórcio CG-JFJ, formado pelas empresas CG Construções LTDA e JFJ Tecnologia em Instalações Elétricas. A previsão inicial de custo é de R$ 348.976.013,45 em valores atualizados, que chegam a mais de R$ 400 milhões com os demais custos associados. O montante é proveniente do Governo do Distrito Federal (GDF) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — obra financiada pelo novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. Até o momento, já foram investidos R$ 16.361.795,24.

A estimativa é de que a expansão beneficie entre 12 mil e 15 mil pessoas, que utilizarão o transporte diariamente. No ato de assinatura da ordem de serviço, que aconteceu em fevereiro, o diretor-presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral, informou que foi aprovado pelo Ministério das Cidades o projeto para a compra de 15 novos trens para o Metrô-DF. Segundo ele, a companhia está em busca de financiamento, tanto do BNDES quanto de outras fontes, inclusive internacionais. O custo previsto é de R$ 900 milhões. De acordo com o presidente, a expectativa é de que os trens sejam adquiridos até o fim das obras de expansão. 

No momento, estão sendo construídas duas novas estações em Samambaia, além de uma estação de energia e um emissário, estrutura essencial para evitar inundações, erosões e danos ambientais. Localizado no Parque Gatumé e formado por uma bacia de amortecimento e um canal de restituição de águas pluviais, o emissário fica distante cerca de 5,5km da nova via do Metrô-DF. As estações nº 35 e nº 36 serão construídas nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e do Centro Olímpico, sendo que esta última passará a ser a estação terminal do trecho de Samambaia.

"A construção da bacia está sendo realizada em uma área com vegetação local, e todos os estudos necessários foram conduzidos para garantir o respeito às normas e legislações ambientais", ressaltou Handerson Cabral. "As obras receberam todas as licenças ambientais exigidas, emitidas pelos órgãos competentes, e foram planejadas para minimizar os impactos e para preservar a vegetação e os recursos hídricos da região", completa.

Serão 3,6 quilômetros a mais de via, a partir da estação Terminal Samambaia até o subcentro oeste do bairro, próximo à 1ª Avenida Sul, que conecta Samambaia Norte à Samambaia Sul. A expectativa é que, até o final de julho 10% da obra esteja executada.

Ao todo, 179 pessoas estão trabalhando nas obras, incluindo empreiteiros e administrativo. Ao longo do trajeto, haverá duas novas estações, cada uma com 7 mil metros quadrados de área construída: as estações nº 35 e nº 36 serão construídas nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e do Centro Olímpico, sendo que esta última passará a ser a estação terminal do trecho de Samambaia. Também serão construídos três viadutos com passagem de pedestre integrada e quatro passarelas aéreas, localizadas nos principais pontos de circulação já utilizados pela população.

As linhas

O Metrô-DF tem 42,38km e liga a região administrativa de Brasília às de Ceilândia e Samambaia, passando pela Asa Sul, Setor Policial Sul, Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), Guará, Park Way, Águas Claras e Taguatinga. Transporta entre 160 mil e 180 mil usuários por dia útil.

A via do Metrô-DF possui o formato de Y. Dessa forma, 19,19 km constituem o eixo principal e interligam a Estação Central (localizada na Rodoviária do Plano Piloto) à Estação Águas Claras. Outros 14,31km compreendem o ramal que parte da estação Águas Claras até Ceilândia Norte. O outro ramal, com 8,8km, abrange o trecho que liga a estação Águas Claras a Samambaia.


✔️ Fonte Correio Braziliense 



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Eletra supera 1.870 ônibus elétricos vendidos no Brasil e amplia capacidade para 2.800 chassis por ano

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