quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Petrolina lança aplicativo de transporte e inaugura espaço de convivência para motoristas

Iniciativas buscam modernizar a mobilidade urbana e oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais do setor

 


 

 

A cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, deu mais um passo em direção à modernização da mobilidade urbana com o lançamento de um novo aplicativo de transporte e a inauguração de uma área de convivência destinada aos motoristas parceiros. As ações fazem parte de uma estratégia municipal voltada à valorização dos profissionais do transporte por aplicativo e à ampliação das opções de deslocamento para a população.

O novo aplicativo surge como uma alternativa para conectar passageiros e motoristas, ampliando a oferta de serviços de transporte individual na cidade. A iniciativa acompanha uma tendência observada em diversas regiões do país, onde plataformas digitais desempenham papel cada vez mais importante na mobilidade urbana, oferecendo praticidade, rapidez e novas oportunidades de geração de renda.

Além da ferramenta tecnológica, a Prefeitura inaugurou uma área de convivência voltada aos motoristas de aplicativo. O espaço foi criado para proporcionar mais conforto durante os intervalos entre corridas, oferecendo um ambiente adequado para descanso, alimentação e interação entre os profissionais.

 

Valorização dos trabalhadores

A criação de espaços de apoio para motoristas representa uma demanda crescente da categoria. Com jornadas frequentemente extensas e períodos de espera entre chamadas, locais destinados ao descanso podem contribuir para melhores condições de trabalho e para a qualidade de vida desses profissionais.

Nos últimos anos, o setor de transporte por aplicativo se consolidou como uma importante alternativa de mobilidade e geração de renda em todo o Brasil. Programas de incentivo e linhas de financiamento voltadas aos motoristas têm demonstrado a relevância econômica da atividade para milhares de trabalhadores.

 

Impactos para a mobilidade urbana

A chegada de novas plataformas de transporte pode ampliar a concorrência e oferecer mais opções aos usuários, especialmente em cidades de médio porte como Petrolina. Ao mesmo tempo, iniciativas de apoio aos motoristas ajudam a fortalecer o setor, que desempenha papel complementar ao transporte coletivo e aos demais modos de deslocamento urbano.

Especialistas apontam que a integração entre tecnologia, infraestrutura e valorização dos profissionais é fundamental para a construção de sistemas de mobilidade mais eficientes e acessíveis. Nesse contexto, as ações anunciadas em Petrolina demonstram uma preocupação não apenas com a oferta do serviço, mas também com as condições de trabalho daqueles que o executam.

 

Mobilidade conectada ao futuro

O lançamento do aplicativo e a inauguração da área de convivência refletem uma tendência crescente de utilização de soluções tecnológicas para aprimorar o transporte urbano. Mais do que facilitar corridas, essas ferramentas contribuem para tornar as cidades mais conectadas, eficientes e adaptadas às novas formas de deslocamento.

Para os usuários, o resultado esperado é um serviço mais acessível e competitivo. Para os motoristas, a iniciativa representa reconhecimento e melhores condições para o exercício de uma atividade que já faz parte do cotidiano de milhares de brasileiros.

 

 Fonte G1

 

 

Portal da Mobilidade continuará acompanhando iniciativas que unem tecnologia, inovação e valorização dos profissionais responsáveis por mover as cidades brasileiras.




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Prefeitura lança Projeto Travessia Segura 60+ para promover mobilidade mais segura à população idosa

 Lançamento será realizado no dia 30 de setembro, no Museu da Água, com workshop sobre longevidade, mobilidade e segurança viária

 

 


 

A Prefeitura de Indaiatuba, por meio das Secretarias Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Mobilidade Urbana, lança o Projeto Travessia Segura 60+ – “Cidades Inteligentes: A Tecnologia a Serviço da Mobilidade 60+”, iniciativa que reúne tecnologia, inovação, análise de dados e planejamento urbano para promover mais segurança e acessibilidade à população idosa nas travessias urbanas do município.

A primeira ação será o lançamento do projeto, que acontece no dia 30 de setembro, a partir das 8h30, no Museu da Água. O encontro contará com a presença do prefeito Dr. Custódio Tavares (MDB), os secretários municipais das pastas envolvidas, além do workshop “Cidades Inteligentes: A Tecnologia a Serviço da Mobilidade 60+”, com a Mestre em Análise do Comportamento Humano e Gerontóloga, Tatiana Gracia. Além de uma palestra do setor de Educação de Trânsito, da Secretaria de Mobilidade Urbana.

O evento é gratuito e tem como objetivo sensibilizar os participantes sobre os desafios relacionados ao envelhecimento e à mobilidade urbana. Para participar, é necessário realizar inscrição pelo site da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação: indaiatuba.sp.gov.br/ciencia-tecnologia-e-inovacao/travessia-segura.

A abertura oficial, às 9h, contará com a participação do prefeito Dr. Custódio Tavares, da secretária municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dra. Graziela Milani, e do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Diego Vido.

Na sequência, às 9h30, o agente de trânsito Marcos Antônio Appolinario Alonso conduzirá uma apresentação sobre segurança viária, dados de trânsito, mobilidade da população idosa e educação para o trânsito. Às 10h, será realizado o workshop com Tati Gracia, com uma abordagem voltada à longevidade, sensibilização e vivência orientada. O encerramento está previsto para as 11h.

O Travessia Segura 60+ parte da necessidade de considerar as características do processo de envelhecimento no planejamento da mobilidade urbana. Alterações na velocidade de marcha, visão, percepção de profundidade, tempo de reação, audição e equilíbrio podem interferir na experiência de travessia das vias públicas.

Como parte da iniciativa, para celebrar o mês dedicado à conscientização, valorização e defesa dos direitos da pessoa idosa, no dia 7 de outubro, a partir das 9h, será realizada a ação “Travessia Segura 60+ – Pelo Olhar de Quem Envelhece”, que utilizará um simulador de realidade virtual para reproduzir, de forma orientada, algumas limitações associadas ao envelhecimento.

A experiência poderá simular condições como redução visual, catarata, baixa percepção de profundidade, lentidão motora, diminuição auditiva e redução do equilíbrio. A atividade será direcionada a autoridades, gestores públicos, técnicos municipais, representantes dos Conselhos Municipais, instituições e organizações da sociedade civil que atuam com pessoas idosas, além de outros participantes envolvidos com a temática.

A proposta é proporcionar aos participantes uma experiência prática sobre as dificuldades que podem ser encontradas por pessoas idosas durante seus deslocamentos, contribuindo para uma visão mais ampla sobre acessibilidade e segurança viária.

Após as ações de sensibilização, o projeto prevê o levantamento e a análise de dados relacionados às travessias de pedestres idosos, com identificação de pontos que apresentem maior vulnerabilidade.

As informações poderão subsidiar a avaliação de possíveis adequações na infraestrutura urbana e nos tempos de travessia semafórica em locais considerados prioritários. A iniciativa também poderá contribuir para a produção de indicadores que apoiem futuras ações municipais nas áreas de mobilidade, acessibilidade, segurança viária e planejamento urbano.

A proposta integra as ações da Prefeitura de Indaiatuba voltadas ao desenvolvimento de uma cidade inteligente, utilizando recursos tecnológicos e informações para apoiar o planejamento e a tomada de decisões relacionadas à qualidade de vida da população.

 

Serviço

Projeto Travessia Segura 60+ – “Cidades Inteligentes: A Tecnologia a Serviço da Mobilidade 60+”

 

Workshop de lançamento
30 de setembro de 2026, a partir das 8h30
Museu da Água
Entrada gratuita
Inscrições: Travessia Segura 60+ – Inscrições

 

Fonte Jornal Mais Expressão 




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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Jundiaí amplia ações de mobilidade com melhorias no transporte coletivo, segurança viária e novos acessos

Município reúne investimentos em ônibus, infraestrutura viária, mobilidade ativa e novos acessos para acompanhar o crescimento urbano

 


 

 

 A mobilidade urbana de Jundiaí passa por uma série de intervenções que envolvem desde a ampliação do atendimento do transporte coletivo até obras viárias, melhorias de segurança no trânsito e criação de novos acessos entre diferentes regiões da cidade.

As ações são coordenadas pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte (SMMT) e fazem parte de um conjunto de investimentos voltados à melhoria dos deslocamentos, redução dos tempos de viagem e aumento da segurança para passageiros, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

 

Transporte coletivo chega a novas áreas

Entre as medidas destacadas pela Prefeitura está a ampliação do atendimento do transporte coletivo ao Loteamento Recanto da Prata, no Ivoturucaia.

Segundo o município, a comunidade aguardava há aproximadamente 40 anos por uma ampliação do atendimento do transporte público. A medida passou a oferecer maior acesso ao sistema de ônibus para os moradores da região.

O atendimento também foi ampliado no Medeiros, acompanhando o crescimento urbano e a necessidade de conexão dos novos núcleos residenciais com outras áreas da cidade.

A expansão territorial é um dos desafios para os sistemas municipais de transporte, especialmente em regiões que apresentam crescimento habitacional. Nesses locais, a oferta de linhas e horários precisa acompanhar a evolução da demanda para evitar que novos bairros permaneçam dependentes exclusivamente do transporte individual.

 

Nova frota e modernização dos terminais

As melhorias no transporte coletivo fazem parte de um processo mais amplo de renovação do sistema de Jundiaí.

Em maio, o município incorporou 70 novos ônibus, em uma das maiores entregas de veículos da história do transporte coletivo local. A nova concessão prevê a chegada de 100 ônibus zero-quilômetro no primeiro ano de contrato.

O modelo também estabelece indicadores de desempenho e vincula a remuneração da concessionária à qualidade do serviço e à satisfação dos passageiros.

Outro eixo é a modernização dos terminais. O município iniciou as obras no Terminal Vila Rami e prevê intervenções nos sete terminais urbanos existentes — Central, Cecap, Colônia, Vila Arens, Hortolândia, Rami e Eloy Chaves — além da construção de um novo terminal no Novo Horizonte.

De acordo com a Prefeitura, aproximadamente 90 mil passageiros circulam diariamente pelo sistema municipal, o que dimensiona a importância da infraestrutura de terminais para a operação do transporte coletivo.

 

Segurança viária ganha espaço no planejamento

Além do transporte público, Jundiaí vem realizando intervenções em cruzamentos, vias e acessos considerados estratégicos para melhorar a circulação.

As medidas são definidas a partir de estudos técnicos, simulações de tráfego e acompanhamento da circulação viária. Entre os locais que receberam intervenções está o cruzamento da Avenida Dr. Odil Campos Saes com a Rua das Pitangueiras, na Vila Arens.

A nova configuração reorganizou os movimentos dos veículos, eliminou conflitos de tráfego, criou uma alternativa de retorno e reduziu o tempo de espera nos semáforos.

Na Avenida Armando Giassetti, alterações na sinalização, reorganização das faixas e ajustes nas rotatórias também modificaram a circulação. Segundo a Prefeitura, o tempo de travessia dos ônibus no trecho passou de aproximadamente sete para dois minutos em condições normais de tráfego.

 

Novos acessos ampliam a conexão entre regiões

Outro componente do planejamento é a criação e melhoria de acessos viários.

Jundiaí também acompanha projetos de transposição da Rodovia Anhanguera, com intervenções previstas em diferentes pontos da rodovia, incluindo regiões próximas à Vila Comercial/Vila Rami, Avenida Jundiaí, Avenida Luiz Latorre, Avenida Antônio Frederico Ozanam e Engordadouro.

O objetivo das obras é ampliar a conexão entre regiões e reduzir gargalos de circulação provocados pela barreira física representada pela rodovia.

Entre as intervenções já realizadas está o novo acesso à Marginal Sul da Via Anhanguera, no encontro das ruas Maringá e Paraná.

 

Mobilidade ativa também integra o planejamento

O conjunto de ações não está limitado aos veículos motorizados.

A Prefeitura também inclui infraestrutura para pedestres e ciclistas dentro do planejamento de mobilidade urbana, buscando ampliar as possibilidades de deslocamento e melhorar a segurança de quem utiliza modos não motorizados.

Essa abordagem é importante porque a mobilidade urbana não se resume à capacidade das avenidas. Calçadas, travessias, ciclovias, pontos de ônibus, terminais e acessos precisam funcionar de maneira integrada para que o deslocamento seja realizado com segurança ao longo de toda a viagem.

 

Planejamento acompanha crescimento da cidade

A estratégia adotada por Jundiaí considera que a expansão urbana exige acompanhamento permanente da infraestrutura.

Além das obras já executadas, a Prefeitura mantém projetos em estudo e intervenções em andamento para antecipar demandas futuras. O planejamento reúne diferentes áreas da administração municipal para avaliar impactos sobre mobilidade, infraestrutura, desenvolvimento urbano e serviços públicos.

 

Mobilidade além do ônibus

O cenário apresentado por Jundiaí mostra uma tendência cada vez mais presente no planejamento das cidades brasileiras: tratar a mobilidade como um sistema integrado.

A ampliação das linhas de ônibus precisa estar acompanhada de infraestrutura adequada para circulação dos veículos, terminais capazes de receber os passageiros, pontos de parada, acessibilidade, segurança viária e conexões eficientes entre diferentes regiões.

Com novos acessos, intervenções viárias, renovação da frota e modernização dos terminais, Jundiaí busca preparar sua infraestrutura para acompanhar o crescimento da cidade e as mudanças nos padrões de deslocamento da população.

 

 

Fonte: Prefeitura de Jundiaí – Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte.

 

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São José encerra consulta pública e avança na construção de um novo modelo de transporte coletivo

 Contribuições da população serão incorporadas aos estudos que vão orientar a nova configuração do sistema de ônibus do município catarinense

 


 

 

A Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, encerrou neste sábado (19) a consulta pública destinada a ouvir a população sobre o futuro do transporte coletivo municipal. A participação dos usuários representa mais uma etapa do processo de reformulação do sistema, que deverá resultar em um novo modelo operacional e servir de base para a futura licitação do transporte coletivo.

A consulta faz parte de um conjunto de estudos técnicos desenvolvidos pelo município com apoio da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) e suporte técnico do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC).

 

Participação dos passageiros

A participação popular é considerada uma das etapas importantes para compreender como os moradores utilizam o transporte coletivo e quais são as principais necessidades do sistema.

Os estudos realizados anteriormente reuniram informações por diferentes métodos, incluindo pesquisa Origem e Destino, levantamento de embarque e desembarque dentro dos ônibus e consulta pela internet.

Na pesquisa Origem e Destino, foram realizadas 902 entrevistas domiciliares, buscando identificar os deslocamentos realizados pelos moradores, seus horários, destinos, frequência e meios de transporte utilizados.

Também foram realizadas pesquisas diretamente nos ônibus e uma consulta online, permitindo reunir informações sobre a percepção dos passageiros em relação ao serviço atualmente oferecido.

 

Sistema deverá passar por ampla reformulação

São José enfrenta um cenário de transformação urbana e crescimento populacional que modificou os padrões de deslocamento da cidade.

O sistema municipal atualmente possui sete linhas, operadas por três empresas, enquanto a última licitação formal do transporte coletivo havia sido realizada em 2008. A Prefeitura informou anteriormente que o município chegou a contar com 13 linhas antes da pandemia e trabalha com a possibilidade de recuperar e ampliar a oferta.

Estudos apresentados anteriormente chegaram a considerar, inicialmente, a ampliação para 13 linhas e aproximadamente 30 veículos, além da criação de duas linhas circulares. A configuração definitiva, entretanto, depende da conclusão dos estudos técnicos e da definição do novo modelo operacional.

 

Integração e novas formas de operação

Entre os conceitos analisados está a criação de pontos de integração temporal, permitindo que o passageiro possa realizar determinadas conexões dentro de um período estabelecido sem necessariamente pagar uma nova tarifa.

O planejamento também envolve o redesenho das linhas, definição de frequências, estimativas de custos operacionais e estruturação de um modelo que possa ser economicamente sustentável.

Outro aspecto previsto é o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle da operação, incluindo sistemas de bilhetagem e acompanhamento do serviço.

 

Município cria estrutura financeira para o novo sistema

Em fevereiro de 2026, São José também avançou na criação de instrumentos legais para dar sustentação financeira ao transporte coletivo.

Duas leis municipais criaram o Fundo Municipal para Modernização e Custeio Operacional e Técnico do Transporte Coletivo (FUMCOTT) e autorizaram a concessão de subsídio tarifário às empresas operadoras.

A legislação permite um subsídio de até R$ 1,5 milhão por mês, destinado a cobrir a diferença entre a tarifa técnica calculada para a operação e a tarifa pública definida pelo município.

O fundo também poderá financiar investimentos em infraestrutura, tecnologia, acessibilidade, sustentabilidade ambiental, modernização de terminais e abrigos, bilhetagem eletrônica e sistemas de rastreamento por GPS.

 

Transporte integrado à região metropolitana

Outro desafio para São José é a integração com os municípios vizinhos.

Por fazer parte da Grande Florianópolis, uma parcela importante dos deslocamentos da população ultrapassa os limites municipais. Por isso, o planejamento do transporte de São José também precisa considerar a conexão com sistemas intermunicipais e com as demais cidades da região.

Essa integração é fundamental para passageiros que utilizam diariamente diferentes linhas e operadores durante seus deslocamentos entre casa, trabalho, estudo e outros destinos.

 

Próximos passos

Com o encerramento da consulta pública, o município entra em uma nova etapa de consolidação das informações coletadas.

As contribuições dos moradores deverão ser analisadas junto aos levantamentos técnicos para definir a configuração do futuro sistema. A partir desse diagnóstico, serão estabelecidas as diretrizes operacionais e econômicas que poderão orientar a elaboração do processo licitatório.

A proposta é que o novo modelo seja construído a partir de dados atualizados sobre a mobilidade da população, substituindo uma estrutura baseada em estudos realizados há quase duas décadas.

 

Um novo capítulo para o transporte coletivo

A experiência de São José demonstra como a reformulação de um sistema de ônibus envolve muito mais do que simplesmente criar ou alterar linhas.

É necessário conhecer os deslocamentos da população, dimensionar a frota, estabelecer frequências adequadas, definir mecanismos de integração, garantir equilíbrio econômico da operação e criar instrumentos de fiscalização e transparência.

Para os passageiros, o resultado esperado de todo esse processo será um sistema capaz de acompanhar o crescimento da cidade e responder às novas necessidades de mobilidade dos moradores.

O próximo passo será transformar os dados coletados e as contribuições da população em um modelo operacional concreto, que deverá orientar a futura contratação do serviço de transporte coletivo de São José.

 

Fonte  Prefeitura de São José (SC)

 

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Investigação aponta tentativa de infiltração do PCC no transporte público da Baixada Santista

 Operação Vectura Corrupta investiga suposto esquema envolvendo licitações, empresas de ônibus e divisão de valores de contratos em Itanhaém

 


 

 

Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) identificou uma suposta tentativa de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo de Itanhaém, no litoral paulista.

As informações fazem parte da Operação Vectura Corrupta, que investiga possíveis relações entre integrantes de uma organização criminosa, empresários e pessoas envolvidas em processos de contratação pública. Segundo a apuração, o esquema teria como objetivo interferir em licitações do transporte coletivo para favorecer empresas ligadas aos investigados.

 

Licitações sob investigação

De acordo com as informações divulgadas pela investigação, conversas analisadas pelos policiais indicariam uma articulação para influenciar o andamento de processos licitatórios em Itanhaém.

A suspeita é de que, caso os contratos fossem obtidos, os valores provenientes da operação do sistema de transporte seriam posteriormente distribuídos entre diferentes participantes do esquema. Parte dos recursos, segundo a investigação, seria destinada ao pagamento de vantagens indevidas e outra parcela teria como destino a organização criminosa.

O caso chama atenção pela importância estratégica do transporte coletivo nas cidades. Além de movimentar recursos públicos e privados, os sistemas de ônibus são responsáveis diariamente pelo deslocamento de milhares de passageiros e dependem de processos de contratação, fiscalização e controle por parte do poder público.

 

Empresas do setor aparecem nas apurações

As investigações também mencionam pessoas relacionadas à empresa Translider, que atuou no transporte coletivo de Cubatão.

Segundo A Tribuna, mensagens analisadas pela Polícia Civil envolveriam pessoas apontadas como possíveis intermediários e tratariam de negociações relacionadas ao setor de transporte. Um dos episódios citados na investigação envolve a venda de 63 ônibus da empresa por R$ 1,26 milhão, com previsão de pagamento de comissões a envolvidos.

Para os investigadores, os diálogos analisados podem indicar uma divisão de tarefas e a utilização de empresas do setor em operações que teriam relação com o grupo criminoso.

 

Operação também atingiu outras cidades

A Operação Vectura Corrupta não ficou restrita à Baixada Santista. A ação integra uma investigação mais ampla sobre possíveis mecanismos de infiltração do PCC no transporte coletivo paulista.

Em 17 de setembro, foram cumpridos mandados em diferentes municípios, incluindo São Paulo, Santos, Praia Grande e Cubatão. Segundo a Agência Brasil, a operação investigava lavagem de dinheiro e possível infiltração da organização criminosa no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

 

Impacto para o transporte público

O caso evidencia a importância de mecanismos rigorosos de transparência e fiscalização nos processos de contratação de empresas de transporte coletivo.

Licitações, concessões, contratos, aquisição e venda de veículos e a movimentação financeira das empresas são componentes fundamentais para o funcionamento dos sistemas de ônibus. Quando existem suspeitas de interferência criminosa nesses processos, as investigações podem ter impacto não apenas sobre os envolvidos, mas também sobre a confiança da população na gestão do transporte público.

Para o setor, o episódio reforça a necessidade de mecanismos de controle capazes de identificar conflitos de interesse, empresas de fachada, interpostas pessoas, movimentações financeiras suspeitas e eventuais tentativas de manipulação de processos de contratação pública.

 

Investigação ainda está em andamento

É importante destacar que os fatos descritos fazem parte de uma investigação policial e judicial em andamento. As medidas determinadas pela Justiça, como prisões temporárias, buscas e apreensões e acesso a dados de aparelhos eletrônicos, têm caráter cautelar e não representam, por si só, uma condenação ou conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos investigados.

A Prefeitura de Itanhaém foi procurada por A Tribuna para comentar os pontos relacionados à investigação, mas não havia apresentado manifestação até a publicação da reportagem. As defesas dos demais investigados também não foram localizadas naquele momento, permanecendo aberto o espaço para manifestações.

 

Fonte A Tribuna  

 

 

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