domingo, 12 de julho de 2026

Grande Recife pode mais do que dobrar rede de transporte público, aponta BNDES

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A Região Metropolitana do Recife poderá ter a capacidade de sua rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade nas próximas décadas dobrada, com investimentos entre R$ 8,96 bilhões e R$ 18,17 bilhões, junto com a iniciativa privada. Com isso, os 68 quilômetros passariam para 150 quilômetros de extensão, segundo uma projeção do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O projeto foi feito em parceria com o Ministério das Cidades e mapeou projetos prioritários para 21 regiões metropolitanas brasileiras. O conjunto de intervenções poderá beneficiar cerca de 1,42 milhão de passageiros por dia, reduzir em 22% o tempo médio de deslocamento e evitar aproximadamente 605 vítimas de acidentes de trânsito por ano.

O plano prevê seis projetos estruturantes para a Região Metropolitana. Cinco deles consistem em novos corredores que poderão ser implantados tanto como BRT elétrico quanto como Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), dependendo dos estudos de viabilidade.

Entre os principais corredores propostos estão a ligação entre Igarassu e Joana Bezerra, com cerca de 35,4 quilômetros, e o eixo entre o Terminal Integrado de Abreu e Lima e Cajueiro Seco, com aproximadamente 30,6 quilômetros. Também fazem parte do banco de projetos intervenções nos corredores da Avenida Norte, Boa Viagem/Olinda e Centro (Santo Antônio)-São Lourenço da Mata, todos com possibilidade de implantação por meio de BRT ou VLT.

Além da expansão física da rede, o estudo propõe uma reorganização completa do sistema de transporte coletivo. A ideia é fortalecer um modelo tronco-alimentador, reduzindo a sobreposição de linhas, aumentando a integração entre ônibus e transporte sobre trilhos e melhorando a eficiência operacional.

Segundo as projeções, a demanda de passageiros poderá crescer entre 15% e 30%, enquanto os custos operacionais podem cair até 20% com a reorganização da rede e a integração dos serviços.

Outro eixo considerado estratégico pelo ENMU é a modernização da bilhetagem eletrônica. O estudo recomenda sistemas interoperáveis, capazes de aceitar diferentes formas de pagamento e integrar todos os modos de transporte sob uma única plataforma.

O Grande Recife aparece como uma das referências nacionais por já possuir integração entre ônibus urbanos, metropolitanos, metrô e VLT por meio do cartão VEM, mas o relatório propõe avanços para um modelo ainda mais moderno e baseado em conta digital do usuário.

 

Fonte Governo Municipal de Iguaracy 

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