quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Transporte coletivo de Campo Grande volta a atuar com a capacidade máxima

 

Empresa responsável informou que neste terça-feira (3) 85 mil pessoas foram transportadas na capital, sendo este o maior número desde o começo da pandemia, em abril deste ano.



                                 Transporte coletivo de Campo Grande volta a atuar com a capacidade máxima. 
                                                                  Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação


O transporte público em Campo Grande voltou a funcionar com capacidade máxima de passageiro após um decreto de abril ser revogado neste terça-feira (3).

Desde de abril, medidas de biossegurança foram estabelecidas para a contenção do avanço da Covid-19 e a capacidade de passageiro nos ônibus tinha sido reduzida.


O Consórcio Guaicurus, empresa responsável pelo transporte informou que nesta terça-feira (3), 85 mil pessoas foram transportadas em Campo Grande, sendo este o maior número desde o começo da pandemia. Antes da pandemia eram transportados por dia 145 mil passageiros.

A empresa ainda reforçou que, a entrada continua sendo pela porta da frente. O consórcio ainda ressaltou que vai se reunir com representantes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para fazer algumas adaptações nos terminais e essa liberação da porta do meio (integração) será feita ainda nessa semana.


Antiga torre do aeroporto de Congonhas pode virar museu do Tráfego Aéreo Rio-SP

 


A Força Aérea Brasileira, por intermédio do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP) tem um projeto de transformar a antiga e saudosa torre de controle do aeroporto de Congonhas num museu do Tráfego Aéreo Rio-São Paulo. O projeto foi revelado pelo Chefe do SRPV-SP, Tenente-Coronel Aviador Chrystian Ciccacio, em uma publicação no LinkedIN.


Antiga torre do aeroporto de Congonhas pode virar museu do Tráfego Aéreo Rio-SP

 

A Força Aérea Brasileira, por intermédio do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP) tem um projeto de transformar a antiga e saudosa torre de controle do aeroporto de Congonhas num museu do Tráfego Aéreo Rio-São Paulo. O projeto foi revelado pelo Chefe do SRPV-SP, Tenente-Coronel Aviador Chrystian Ciccacio, em uma publicação no LinkedIN.

Embora a Ponte Aérea, do alto dos seus 61 anos, figure no rol das rotas aéreas mais movimentadas do mundo, a ligação entre as duas maiores capitais brasileiras vem de antes disso e remonta das origens dos aeroportos paulistanos e cariocas, numa história que exerce grande fascínio em quem aprecia a aviação e que, de fato, merece um memorial.

A torre de controle, inaugurada em 1945 e que operou até 2013, seria um grande símbolo para a guarda do rico material que a Força Aérea Brasileira certamente possui. Esperamos que o projeto avance no sentido de permitir eternizar a história dessa rota rota tão especial.

GOL planeja capacidade 100% maior no 4º trimestre, com 94 aviões voando até dezembro

 



A GOL Linhas Aéreas anuncia hoje, 4 de novembro, seus resultados referentes ao 3º trimestre de 2020 (3T20) e apresenta suas perspectivas para estes últimos meses restantes no ano.

Segundo a companhia, sua capacidade planejada para o 4º trimestre (4T20) representa um crescimento de 100% sobre o 3T20. Em outubro/20, a Companhia operou aproximadamente 376 voos diários (53% do mesmo período de 2019), atingindo picos de 500 voos diários, atendendo 95% do mercado.

Ao final de dezembro/20, a GOL espera restabelecer quase por completo o mercado doméstico operado do período pré-pandemia, o que representa cerca de 80% da capacidade total de 2019.

A companhia planeja terminar o mês de dezembro com uma média de 94 aeronaves operando na malha, representando mais de 75% da frota operacional no mesmo período do ano passado, e manter a consistência de sua taxa de ocupação de aproximadamente 80% no trimestre.

Na média do 4T20, a empresa estima operar uma frota de 92 aeronaves, que representará 78% da frota média operada no mesmo trimestre do ano passado.

Espera-se que a receita do trimestre a findar-se em 31 de dezembro de 2020 aumente aproximadamente 130% comparada com o trimestre findo em setembro de 2020. As despesas totais no 4T20 devem diminuir em cerca de 16%, decorrentes das iniciativas de redução de custos, menores capacidade e consumo de combustível.


GOL planeja capacidade 100% maior no 4º trimestre, com 94 aviões voando até dezembro

 

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Avião Boeing 737-800 GOL

A GOL Linhas Aéreas anuncia hoje, 4 de novembro, seus resultados referentes ao 3º trimestre de 2020 (3T20) e apresenta suas perspectivas para estes últimos meses restantes no ano.

Segundo a companhia, sua capacidade planejada para o 4º trimestre (4T20) representa um crescimento de 100% sobre o 3T20. Em outubro/20, a Companhia operou aproximadamente 376 voos diários (53% do mesmo período de 2019), atingindo picos de 500 voos diários, atendendo 95% do mercado.

Ao final de dezembro/20, a GOL espera restabelecer quase por completo o mercado doméstico operado do período pré-pandemia, o que representa cerca de 80% da capacidade total de 2019.

A companhia planeja terminar o mês de dezembro com uma média de 94 aeronaves operando na malha, representando mais de 75% da frota operacional no mesmo período do ano passado, e manter a consistência de sua taxa de ocupação de aproximadamente 80% no trimestre.

Na média do 4T20, a empresa estima operar uma frota de 92 aeronaves, que representará 78% da frota média operada no mesmo trimestre do ano passado.

Espera-se que a receita do trimestre a findar-se em 31 de dezembro de 2020 aumente aproximadamente 130% comparada com o trimestre findo em setembro de 2020. As despesas totais no 4T20 devem diminuir em cerca de 16%, decorrentes das iniciativas de redução de custos, menores capacidade e consumo de combustível.

A GOL espera encerrar o 4T20 com R$ 2,4 bilhões em liquidez e R$ 13,1 bilhões em dívida líquida ajustada.

Com o objetivo de ajudar investidores e analistas no entendimento de como a GOL está abordando seu planejamento de curto prazo, a Companhia também está compartilhando indicadores previstos para o 1º trimestre de 2021 (1T21). Veja a seguir:

SuperVia divulga nova grade operacional dos trens e passageiros criticam a mudança

 

      Passageiros no trem do ramal Japeri FOTO: DOMINGOS        PEIXOTO



A SuperVia divulgou nesta terça-feira (3) a nova grade de horários dos trens que entrará em vigor já na próxima quinta-feira (5). A concessionária decidiu ampliar o intervalo de saída dos transportes de todos os ramais e reduzir o número de viagens.

No geral, a SuperVia aumentou em média dois minutos no tempo da programação dos trens nos horários de pico da manhã (entre 5h e 8h) e da tarde (das 17h às 19h). O ramal Belford Roxo e o transporte que cumpre o trajeto Campo Grande x Santa Cruz, no entanto, marcarão quatro minutos a mais para iniciarem o circuito no segundo período da hora de ponta, fazendo o usuário esperar 29 e 19 minutos, respectivamente.

Usuário frequente do serviço ferroviário do Rio, José Guilherme Barbosa, de 24 anos, já recorreu aos trens de todos os ramais para se locomover pela cidade. Não satisfeito com o trabalho da SuperVia, inclusive durante esse período da pandemia, o professor de educação física já chegou a enviar reclamações para as redes sociais da concessionária. Para ele, a nova grade de horários vai piorar a situação.

— Acho o serviço péssimo, e depois dessa pandemia piorou ainda mais. Eles primeiro tiraram o ramal Santa Cruz, que aumentou muito o tempo de viagem, depois eles ainda aumentaram o intervalo do Japeri x Central — comenta o morador de Marechal Hermes. — Acho que a demanda diminuiu, sim. Mas o que acontece é que antes ficava super mega-lotado, hoje só fica superlotado. Por conta dessas alterações eu preciso me programar muito mais cedo.

Francisco Lopes, de 64 anos, depende dos trens do ramal Belford Roxo toda semana por conta do comércio que tem no Centro. Ele classifica o serviço da Supervia como o "pior possível" e reclama do longo intervalo que a concessionária estabelece.


— É a pior programação que existe. Já começa que domingo a gente quase não tem trem, são quase duas horas de intervalo. Hoje, a gente veio num trem que mal conseguimos entrar de tão cheio. A SuperVia precisa olhar o lado dos passageiros, porque somos nós que pagamos pelo serviço — adverte o morador de Barros Filho.

As decisões que a SuperVia tomou ao longo da pandemia também não agradaram Rosélia Silva, de 51 anos. A passageira do ramal Santa Cruz comenta que é difícil chegar no horário dos compromissos utilizando o serviço da concessionária, e prevê uma piora do sistema de transporte depois da implementação da nova programação dos trens.

— Eu não estou entendendo mais nada. Antes dessas mudanças que eles fizeram, como aumentar o intervalo dos trens e transferir o Santa Cruz para a linha do parador, a vida era muito mais simples. O trem está confuso. Para resolver minhas coisas tenho que sair muito cedo de casa. Teve um dia que saí de Nova Sepetiba às 8h, só consegui pegar o trem 10h e cheguei no Centro às 12h. Quase que eu perco o horário do meu compromisso, demora muito. Eles falam que a demanda diminuiu, mas o trem também vem lotado — diz a autônoma.

A SuperVia alega que levou em consideração uma diminuição de 40% da demanda pelo transporte ferroviário desde o começo da pandemia, o que corresponde a uma perda de 56 milhões de passageiros, resultando num déficit financeiro por volta dos R$ 247 milhões. Os trens da concessionária atendem a capital do Rio e mais 11 municípios da Baixada Fluminense.

Confira a nova grade de horários dos trens estabelecida pela Supervia:

Pico da manhã

Deodoro – Santa Cruz (Trens paradores)

Entre Santa Cruz e Benjamim do Monte – intervalo médio de 16 minutos

Entre Campo Grande e Central do Brasil – intervalo médio de 11 minutos

As estações Deodoro, Madureira, Olímpica de Engenho de Dentro, Maracanã e São Cristóvão também são atendidas pelos trens expressos do ramal Japeri, com intervalo médio de 7,5 minutos.

Ramal Japeri (Trens expressos)

Entre Nova Iguaçu e Japeri – Intervalo médio de 15 minutos

Entre Central e Nova Iguaçu – Intervalo médio de 7,5 minutos

Ramal Belford Roxo (Trens paradores)

Intervalo médio de 25 minutos

Ramal Saracuruna

Central a Gramacho - intervalo médio de 12 minutos

Gramacho a Saracuruna - intervalo médio de 23 minutos

Pico da tarde

Deodoro - Santa Cruz (Trens paradores)

Entre Central do Brasil e Campo Grande – intervalo médio de 9,5 minutos

Entre Campo Grande e Santa Cruz – intervalo médio de 19 minutos

As estações Deodoro, Madureira, Olímpica de Engenho de Dentro, Maracanã e São Cristóvão também são atendidas pelos trens expressos do ramal Japeri, com intervalo médio de 8,5 minutos.

Ramal Japeri (Trens expressos)

Entre Central e Nova Iguaçu – Intervalo médio de 8,5 minutos

Entre Nova Iguaçu e Japeri – Intervalo médio de 17 minutos

Ramal Belford Roxo (Trens paradores)

Intervalo de 29 minutos

Mercado Livre agora tem frota própria de aviões no Brasil

 Aeronaves chegam a tempo da Black Friday e são aposta para diminuir tempo de entrega no país



    Avião da Meli Air: parte de um investimento de 4 bilhões de reais no Brasil (Vinicius Stasolla/DonVisual/Divulgação)


Mercado Livre, maior grupo de tecnologia para comércio eletrônico e serviços financeiros da América Latina, agora tem uma frota própria de aviões no Brasil para entregar as compras feitas em seu site. A Meli Air é formada por quatro aeronaves operadas por diferentes companhias aéreas que vão ajudar o grupo a reduzir os prazos de envio dos pacotes no país, além de aumentar a capacidade de entregas para o dia seguinte nas compras de produtos armazenados em seus centros de distribuição de São Paulo e da Bahia.


“Queremos ter a melhor logística do Brasil e aumentar o número de entregas no dia seguinte. A ampliação consistente e robusta da nossa malha logística é decisiva para a manutenção da excelência do atendimento e satisfação do consumidor final – tanto vendedores quanto compradores da nossa plataforma”, diz Leandro Bassoi, vice-presidente de Mercado Envios, braço logístico da gigante da tecnologia. “Além de melhorar a experiência de compra no Brasil, esperamos que a frota contribua para o aumento do reconhecimento visual da marca associado aos atributos de confiança e eficiência logística.”


Esse é o mais recente investimento do Mercado Livre para ampliar sua rede logística no Brasil, o país mais populoso e rico da região. As aeronaves chegaram bem a tempo da BlackFriday, a sexta-feira de promoções que é a grande esperança do comércio local para tentar recuperar um pouco das perdas durante a pandemia do novo coronavírus.


Desde 2019, o Mercado Livre fez parcerias com companhias aéreas brasileiras. Durante a pandemia, ajudou a manter o setor de cargas vivo ao despachar grandes volumes de compras por via aérea. Em 2020, o Mercado Livre planeja investir no Brasil 4 bilhões de reais, o maior valor já gasto no país. Em 2021, esse montante deve ser ainda maior. Além da ampliação da frota própria de entregas, esses  investimentos envolvem a instalação de novos centros de distribuição e cross-dockings, e o desenvolvimento de novas ferramentas para reduzir o tempo e o custo de entrega do marketplace.


Antes da crise, a previsão para o crescimento do comércio eletrônico brasileiro era de 18%. Esse número deve ser muito maior. Em só um semestre, o e-commerce brasileiro cresceu em níveis não vistos nos últimos 20 anos. Segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, feita em parceria com a Elo, o faturamento com as vendas online subiu 47% no primeiro semestre, totalizando 38,8 bilhões de reais. Ao todo, foram feitos 90,8 milhões de pedidos entre janeiro e junho de 2020.


O pico do e-commerce aconteceu entre 5 de abril e 28 de junho, quando a maior parte das cidades brasileiras estava com medidas para conter a circulação de pessoas. Nesse intervalo, o número de pedidos cresceu 70% na comparação com 2019.

Trem sai do trilho e é salvo por cauda de baleia

 



Um trem que descarrilou em Spijkenisse, perto de Roterdã, na Holanda, foi salvo por uma obra de arte em formato de cauda de baleia.

Ao invés de cair de uma altura de 10 metros, o trem, que não parou no sinal e saiu dos trilhos, acabou parando em cima de uma estátua intitulada de “Salvo pela cauda de uma baleia”.

O maquinista, que era a única pessoa a bordo da composição, conseguiu sair ileso, contou o “Daily Mirror”. Ele foi levado a hospital em estado de choque.

Apesar de funcionar muito bem como uma barreira de trem, o trabalho artístico na estação De Akkers, obviamente, não foi projetado com essa função.

“País é muito grande para ter só 3 aéreas”, diz presidente do grupo Itapemirim

 Empresa de transporte rodoviário se prepara para lançar sua companhia áerea em meio à crise


         (Divulgação/Itapemirim)


Em recuperação judicial, o grupo Itapemirim, conhecido pelo transporte rodoviário, se prepara para lançar sua empresa aérea, apesar da crise enfrentada pelo setor desde o início da pandemia.

O presidente do grupo, Sidnei Piva, avalia que as perspectivas são positivas para a Ita Transportes Aéreos. A ideia é que a companhia comece a operar em março, com aeronaves modelo A320, e alcance cem aviões em 5 anos. “É inadmissível ter só três companhias aéreas de grande porte no Brasil”, afirmou.


Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.


Como a crise da covid-19 afetou os resultados do grupo?


Estamos apostando em um crescimento significativo em novembro e dezembro e devemos recuperar parte das perdas com a covid-19. As ações de proteção tomadas no começo da pandemia e a continuidade no serviço de transporte garantiram um baque menor que o esperado. A perda deve ficar em 30% ante o ano passado. E 2021 vai ser totalmente atípico para o grupo: estamos projetando um crescimento de quatro a cinco vezes, por conta da entrada da companhia aérea.

Apesar de ser uma operação separada da empresa aérea, a Itapemirim está em recuperação judicial. Como está o processo?

Na empresa, nem chamamos mais de recuperação judicial. Para nós, é um plano de reestruturação e estamos próximos da liquidação, prevista para meados do ano que vem. Os pagamentos foram cumpridos rigorosamente e passamos para um plano de crescimento da empresa. A recuperação passou a ser um compromisso equacionado nas contas da empresa. Estamos saindo da pandemia mais fortes.


A recuperação judicial atrasou os planos para a empresa aérea?

Esse projeto existe desde meados de 2017, quando a canadense Bombardier nos procurou. Estavam buscando uma grife para o mercado brasileiro, nos encontraram e começamos a amadurecer a ideia. Não foi possível, pelos problemas da própria recuperação, que precisava ser aprovada. Mas uma equipe nossa foi desenvolvendo ideias mesmo assim e tivemos a oportunidade de falar do projeto para fundos de investimento no exterior. Acabamos entrando no ramo de táxi aéreo primeiro e o projeto da empresa aérea foi ganhando dimensão.

A recuperação pode atrapalhar a empresa de aviação?

Em nada. Além de serem operações separadas, a aérea vem contribuir para adiantar o processo de recuperação. A expectativa é que a aérea esteja operando em março. A empresa abriu um processo seletivo para contratar 600 funcionários, incluindo pilotos, copilotos e comissários. Tivemos 12 mil currículos aprovados.

Mas não é um risco começar a voar bem neste momento?

Não, a pandemia assustou no início, mas as medidas que tomamos nos prepararam. A gente tem um diferencial: vamos entrar com 2 mil agências de vendas de passagens. A ideia também é atrair um tipo de passageiro que já ande de ônibus e possa fazer conosco sua primeira viagem de avião, sem para isso praticar um preço que vai canibalizar as outras companhias. É inadmissível ter apenas três companhias de grande porte em um país como o Brasil, e ter mais companhias aéreas é algo que só melhora a competição. Vamos começar com dez aeronaves do porte do A320, da Airbus, para até 170 pessoas, mas vão ter capacidade reduzida adequada ao pós-covid-19.

Quais destinos irão oferecer?

Nesta primeira fase, a ideia é ter 80 voos diários para grandes centros. Nossas prioridades são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Já no primeiro ano, a aérea pretende atender 80% do território nacional e vamos ligar isso ao transporte rodoviário. Hoje, são 2,7 mil cidades em que a Itapemirim está presente.

A empresa vai oferecer conexões com seus ônibus?

Sim. E em tempo real. Ele desce no aeroporto já com a outra passagem comprada, no horário certo e com bagagem despachada. Isso vai poder ser feito tanto para cidades do interior quanto para outros Estados.

A ideia é casar as operações do grupo?

A nossa proposta é ser uma companhia de mobilidade, via um projeto ferroviário (o grupo tem fabricantes de trens e de componentes e quer disputar concessões de linhas de metrôs e VLT), rodoviário e aéreo. Vamos apresentar, a partir de março, uma unificação de modais, em que o passageiro terá a opção de escolher o destino, sem ter de usar cinco ou seis companhias para chegar.

Os planos de voo incluem rotas internacionais?

Primeiro, vamos fazer a lição de casa no mercado nacional. Não pretendemos, de início, fazer parcerias com outras empresas, mas, para 2022, vamos começar a olhar para fora, principalmente pensando em destinos na Europa e nos Estados Unidos. É difícil não pensar em Miami e Nova York – que viraram praticamente quintal dos brasileiros – e também estamos de olho em Portugal, Espanha, França e Inglaterra. A Ita, com certeza, estará com quatro destinos internacionais até o fim de 2022.

A empresa buscou financiamentos e anunciou aporte de US$ 500 milhões de um grupo árabe. Esse recurso foi confirmado?

O financiamento foi confirmado a partir do aporte de recursos de um fundo de Dubai. A única etapa que está faltando é conseguir todas as certificações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para podermos voar. Está tudo certo com os aviões, agora só faltam os detalhes mais técnicos, de documentação. Esse dinheiro chega antes do primeiro voo. Além disso, temos recursos próprios e estamos oferecendo para pequenos e médios investidores nacionais a possibilidade de investir.

E há planos de a empresa abrir seu capital?

Sim. A Itapemirim deve abrir capital a partir de 2024, está no nosso plano de negócios. Quem resolver investir na empresa hoje já terá isso no horizonte para os próximos anos.



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