quinta-feira, 2 de março de 2023

Uso de máscara deixa de ser obrigatório em trens, Metrô e ônibus de SP a partir desta sexta

 


Anúncio foi feito pelo governo nesta quinta (2), após reunião do conselho estadual de saúde. Obrigatoriedade tinha sido retomada em novembro de 2022, após a alta de casos de Covid-19. Prefeitura de SP informou que irá seguir as orientações do estado.


O governo de São Paulo decidiu nesta quinta-feira (2) retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção no transporte público do estado. A medida entrará em vigor a partir desta sexta-feira (3), quando será publicado novo decreto no Diário Oficial.


A obrigatoriedade tinha sido retomada em novembro de 2022, após alta de casos de Covid no país.


Na manhã desta quinta (2), o Comitê Executivo do estado se reuniu para discutir a liberação após o fim da obrigatoriedade em aeroportos e aviões determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na quarta (1°).

A Prefeitura da capital informou que seguirá as orientações do governo.


A gestão estadual afirma que a máscara segue obrigatória nos serviços de saúde de todo o estado, seja ele público, privado ou filantrópico.

Além disso, segue sendo especialmente importante o seu uso em transporte público por:


  • Pessoas com mais de 65 anos de idade;

  • Pessoas com alguma imunodeficiência;

  • Pessoas com comorbidades;

  • Pessoas com sintomas respiratórios.

Em nota, o governo afirmou que monitora a evolução da pandemia diariamente com base nos indicadores de casos e internações e, que, até o momento, os dados não sugerem aumento significativo e que coloque em risco o sistema de saúde público do estado.


“Nós reconhecemos a importância das máscaras e a sua eficácia, principalmente na transmissão de doenças respiratórias. Entretanto, diante dos dados apresentados pelo Comitê, é seguro neste momento a retirada do equipamento sem prejudicar os serviços de saúde”, afirmou o secretário de estado da Saúde, Eleuses Paiva.

quarta-feira, 1 de março de 2023

Paes promete BRT Transbrasil a partir de maio, mas pede mais tempo para reformar o Transoeste: ‘Precário, um horror

 



Em entrevista ao Bom Dia Rio desta quarta-feira (1º), prefeito também falou da entrega de 110 novos ônibus para o BRT. Município já gastou R$ 1,2 bilhão na compra de coletivos.


Em entrevista ao Bom Dia Rio desta quarta-feira (1º), o prefeito do Rio de JaneiroEduardo Paes (PSD), prometeu que a partir de maio parte do BRT Transbrasil já estará funcionando e estimou para o fim do ano a conclusão da reforma do corredor Transcarioca. Paes, no entanto, pediu mais tempo para resolver o Transoeste — a que chamou de “horror”.

Nesta quarta, aniversário de 458 anos da cidade, a prefeitura entregou 110 novos ônibus para o BRT. Os coletivos amarelos, em substituição aos azuis, vão para a Transcarioca. Com a chegada dessa nova frota, 120 do modelo antigo que rodavam lá migrarão para o Transoeste.

O BRT é um sistema de corredores exclusivos para ônibus duplos articulados com estações semelhantes às do metrô, em que o usuário paga a passagem antes de embarcar. No Rio, são três eixos em operação: Transoeste (Barra-Campo Grande-Santa Cruz); Transolímpica (Barra-Deodoro) e Transcarioca (Barra-Galeão). O quarto, o Transbrasil, ligará Deodoro à Rodoviária Novo Rio.




Os novos ônibus

“Esse ônibus bonito aí que a gente está vendo foi comprado com dinheiro público. Dinheiro do imposto que as pessoas pagam: R$ 1,2 bilhão só de compra de ônibus.”


Deterioração do BRT

“É muito difícil construir, muito fácil destruir e mais difícil ainda é reconstruir. A gente deixou, em 2016, 400 ônibus no BRT, atendendo a 3 corredores. Chegamos [em 2021] tinha 120 completamente destruídos, que são esses azuis que a gente está vendo aí.

A Transcarioca já transportou 250 mil pessoas por dia. Hoje, transporta 100 mil pessoas por dia.

Na Transolímpica nós já aumentamos em 60% o volume de pessoas carregadas com conforto.”


O custo do vandalismo

“Quebra uma porta, são R$ 20 mil. Rasga um banco, são R$ 5 mil. A gente pede mais cuidado das pessoas. Esse ônibus é de todos nós, pagadores de impostos. Não é dinheiro do prefeito, não sai do meu bolso. Sai do bolso da prefeitura.

Eu tenho feito uma coisa que às vezes as pessoas condenam, que é expor a cara desses delinquentes que danificam a cidade. Até brincam: ‘Vamos deixar esses caras famosos?’ Mas a gente precisa de conscientização cidadãnão tem como colocar um fiscal para cada pessoa da cidade que esteja querendo cometer delito, então isso vale para os ônibus, vale para praça, vale para o espaço público.

É difícil. Temos 4 mil ônibus pela cidade.”

Prazo para a Transbrasil

“Eu gosto sempre de lembrar: nunca teve nada a ver com Olimpíada, que as pessoas cobram, ‘porque não ficou pronto em 2016’. Nunca foi um legado olímpico.

Começou em 2015, era uma obra de três ou quatro anos. No pior cenário, teria que terminar em 2019. De fato, está quatro anos atrasada.

Eu não quero aqui ficar olhando para trás, mas tem uma coincidência de tempo aí com quem me antecedeu.

Nós já retomamos a obra. Agora em maio, a gente começa a fazer uma abertura, um ‘soft opening’. A gente vai começando a abrir algumas estações ainda fora do horário de pico.


Tem uma coisa fundamental na Transbrasil, que é a integração com o Terminal Gentileza, ali em frente à Rodoviária Novo Rio. Ela vai entrar direto do BRT para o VLT para poder circular pelo Centro do Rio.

Eu acredito que é mais para o final deste ano, para estar completamente operando.”

Prazo para a Transoeste

“Eu assumo as responsabilidades aqui: a Transoeste teve problemas, sim, de abandono nos últimos anos, somados a problemas na obra que meu governo anterior fez. Foi o primeiro BRT, naquele piso de asfalto, com uma série de problemas estruturais.

Nós só queremos colocar ônibus novos lá, e a previsão é para o final deste ano, início do ano que vem, quando todo o piso da pista exclusiva estiver em concreto e com todas as estações recuperadas: Mato Alto, Pingo D’Água, Curral Falso, Santa Cruz — que realmente foram subdimensionados.

Já estamos abrindo os trechos, mas não vale a pena você pegar um ônibus novo e colocar numa pista toda danificada. Ele vai arrebentar.

Então a gente vai esperar, o pessoal da Zona Oeste ainda sofre um tempo. É a nossa prioridade, é quem mais sofre, mas a gente vai ter uma melhora agora. Nós vamos passar de 70 ônibus articulados na Transoeste para 120 nesse momento.

São aqueles azuis velhos, com os problemas todos que vocês mostram diariamente, é um horror. O Transoeste ainda fica um tempo precário. É duro para quem tem que andar todo dia nesse horror.

O BRT da Transoeste vou pedir mais tempo, mas podem ter certeza de que vai melhorar.”

Nova concessão

“Tem sido uma gincana diária, por exemplo, comprar rebimboca da parafuseta, lanterna, pneu. Pelas regras, você tem de fazer licitação pública.

Então, a nossa ideia é arrumar o sistema e fazer uma concessão em novas bases.

Na concessão anterior, a obrigação toda era do concessionário. Agora a gente só vai deixar a operação com o concessionário. Vamos ter subsídio com o pagamento do quilômetro rodado.”

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Até 2030, Brasil terá mais de 11 mil ônibus elétricos

 



As iniciativas pró eletromobilidade continuam crescendo para vários segmentos, de levíssimos ao ônibus elétrico. A Euromonitor, com orientação e revisão das equipes da ZEBRA e TUMI no Grupo C40, no World Resources Institute (WRI) e no Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT), apresentou o Guia de Investimentos para ônibus Zero Emissão no Brasil com o objetivo de atrair novos investimentos deste meio de transporte no País.

De acordo com o texto, no continente americano, o Brasil é o mercado mais promissor. O País, de dimensões continentais, possui mais de mil cidades com sistemas de transporte público por ônibus. Aliado a isso, soma-se a população de 215 milhões de habitantes e porque é um dos principais fornecedores de ônibus a diesel para a região.

O documento relata que as oportunidades estão, principalmente, em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Curitiba, São José dos Campos, Niterói, Salvador e Campinas. Essas cidades devem eletrificar 48% de suas frotas até o final da década.

 A estimativa é que 11.008 ônibus elétricos comecem a circular no Brasil até 2030. Um investimento de cerca de US$ 3,6 bilhões, sendo que São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador devem responder por 84% do mercado.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Prefeitura de SP quer criar faixas exclusivas para motos nas marginais Tietê e Pinheiros

 



Ideia é construir uma faixa nas margens dos rios, à beira d'água. Segundo a gestão municipal, o projeto, que ainda está em estudo e precisa ser aprovado pela gestão estadual, tem como objetivo reduzir número de acidentes e mortes de motociclistas.



A Prefeitura de São Paulo quer criar faixas exclusivas para as motos nas Marginais Tietê e Pinheiros.

A ideia é construir uma faixa bem nas margens dos rios, à beira d'água. Segundo a gestão municipal, o projeto ainda está em estudo e é uma adaptação da faixa azul, que já funciona na Avenida 23 de maio.

Ele foi pensando depois que técnicos da CET foram à Malásia no mês passado. No país, as motos são quase metade de toda a frota de veículos.


Para ser implementado, depende de autorização do governo do estado. A prefeitura acredita que dessa forma conseguirá reduzir acidentes e mortes com motociclistas.

O acesso das motos a essa faixa deve ser feito exclusivamente pelas pontes, como mostra a imagem da maquete abaixo:


Ainda de acordo com a prefeitura, a faixa exclusiva não vai acabar com as ciclovias das marginais. Na Marginal Pinheiros, que tem ciclovia dos dois lados, ela pode ficar restrita a apenas uma das margens.


Nos trechos de ciclovia já consolidados da Marginal Pinheiros, elas permanecerão para bicicleta dos dois lados. Nesse caso, a prefeitura estuda uma via suspensa para motos ou outra alternativa. Mas as ciclovias continuarão dos dois lados. Já na Tietê, a ideia é ter ciclovia numa margem e pista para motos na outra.

Acidentes com motos


A cidade de São Paulo registrou 374 mortes de ocupantes de motocicletas em 2022, o que representa um aumento de 32% em comparação com 2021 (283 óbitos) e de 40% ante 2019 (268 vítimas fatais), ano anterior ao da declaração da pandemia da Covid-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


É o que aponta um levantamento do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Segundo os dados do Infosiga compilados pelo CPTran, as 374 mortes de ocupantes de motocicletas registradas ao longo de 2022 representam 46% de todos os 811 óbitos decorrentes de acidentes de trânsito em vias urbanas da cidade no período analisado _ou seja, quase metade de todas as vítimas fatais desses acidentes eram ocupantes de motos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Prefeitura avança obras do BRT Transbrasil e entrega nova passarela no Caju

 



Linha ligará o Centro a Deodoro e deve estar em funcionamento até dezembro


A Prefeitura do Rio entregou, nesta quarta-feira (1º), a nova passarela 3, que passa por cima da Avenida Brasil, na altura do Caju, Zona Portuária do Rio. A estrutura é parte do planejamento da linha BRT Transbrasil, que ligará o Centro a Deodoro, na Zona Oeste.
Além da passarela, já estão finalizadas as obras do trecho que vai do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Caju, até Benfica, na Zona Norte.
Para dar maior fluidez ao trânsito, o governo municipal determinou a liberação do viaduto de Coelho Neto, sentido Zona Oeste, das 14h às 21h. No horário do contrafluxo, o local será fechado para finalização das obras no entorno.
Ainda na região, o trecho da Avenida Brasil entre o acesso para a Estrada João Paulo e o Rio Acari teve suas duas faixas laterais, sentido Centro, liberadas no dia 19 de janeiro.
A Prefeitura do Rio afirma que o sistema BRT Transbrasil estará em pleno funcionamento em dezembro de 2023.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Falha na rede aérea afeta Linha 8-Diamante em SP; passageiros são retirados de vagões

 



Corpo de Bombeiros informou que houve incêndio em um transformador. Veículos da operação Paese foram acionados, segundo a ViaMobilidade. Outra linha de trem que atrapalhou os usuários nesta segunda-feira foi a 9-Esmeralda



Uma falha na rede aérea na região da estação Imperatriz Leopoldina, da ViaMobilidade, afetou a circulação de trens da Linha 8-Diamante, na manhã desta segunda-feira (30), na capital paulista.


Veja o momento que passageiros estavam sendo retirados dos vagões que estavam parados





Em nota, a ViaMobilidade informou que, para minimizar os impactos causados pela falha, acionou ônibus gratuitos do Paese para circularem entre as estações Lapa e Carapicuíba.

"Os trens estão operando com maior intervalo e circulam em via singela (via única) entre Lapa e Osasco. Os passageiros estão sendo orientados por avisos sonoros e pelos Agentes de Atendimento e Segurança. Técnicos da concessionaria atuam para a normalização da operação", afirmou a empresa.





Segundo o Corpo de Bombeiros, a falha ocorreu por conta de um incêndio que atingiu o transformador da estação. Moradores enviaram imagens que mostram fumaça que estava no local.


A Enel Distribuição São Paulo informou, em nota, que não há falta de energia elétrica no entorno da estação de trem Vila Leopoldina, Linha 8 - Diamante.





segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Prefeitura de São Paulo libera passe livre no 2º turno das eleições

 Decisão acompanha o parecer favorável do Supremo Tribunal Federal (STF), do dia 19 de outubro, sobre a questão





A Prefeitura de São Paulo liberou, nesta segunda-feira (24), o passe livre durante o próximo domingo (30), no segundo turno das eleições deste ano.

Em 19 de outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que prefeituras e empresas de ônibus podem oferecer transporte público gratuito na referida data

A decisão atendeu a um pedido feito pelo partido Rede Sustentabilidade, que acionou o STF diante de um receio em relação à abstenção nas eleições deste ano.

Em seu voto, o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que a medida visa garantir condições para que o direito ao voto seja exercido, citando a “desigualdade social extrema no país” e contexto de “empobrecimento da população”.

“É possível reconhecer, nesse contexto, uma verdadeira omissão inconstitucional por parte do legislador, que não se desincumbiu, até o momento, do dever de editar lei sobre o tema. No entanto, volto a afirmar a impossibilidade de que ordem judicial cautelar, requerida e emanada a poucos dias das eleições, venha a determinar a obrigatoriedade de política pública que deveria ter sido prevista e regulada pelo Poder Legislativo”, completou o relator.