quinta-feira, 16 de abril de 2020

Secretaria de Mobilidade analisa estudo para privatização do Metrô


Privatização é uma das metas do governador Ibaneis Rocha


Proposta prevê ampliação do atendimento à população em 70%, além de economia de R$ 100 milhões em subsídios




Apesar do cenário de crise causado pela pandemia, as negociações para privatização da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) tiveram avanços recentemente. O processo é uma das metas da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB) e deve alcançar outras empresas públicas distritais, como a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb)

Nesta semana, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) selecionou o estudo que pode servir de base para um futuro edital de licitação. As empresas Urbi Mobilidade Urbana Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) formaram consórcio e apresentaram o documento em parceria.

Segundo o estudo, a expectativa é de que, com as mudanças propostas, o sistema metroviário do DF aumente a capacidade de atendimento aos usuários em 70%: o total passaria dos atuais 178 mil passageiros em dias úteis para 300 mil. O levantamento também estima que a economia em subsídios para manutenção do serviço chegue a R$ 100 milhões.

Por enquanto, o documento está sob responsabilidade da administração distrital e só poderá ser divulgado após publicação de termo de audiência pública no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Propostas de melhorias


Técnicos da Semob e representantes do consórcio vencedor ainda farão ajustes na proposta. Em seguida, o documento será apresentado em audiência pública, para aperfeiçoamento com sugestões da população e de potenciais licitantes. Por fim, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) avaliará o trabalho e definirá se autoriza ou não a abertura de concorrência pública para concessão da administração da empresa.

O edital de chamamento para o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) saiu em maio último e prevê a possível concessão do serviço metroviário para a iniciativa privada durante período pré-determinado.

Onze firmas ou associações de empresas puderam apresentar projetos, estudos, levantamentos ou investigações para modelagem técnica, operacional, econômico-financeira e jurídica referentes à concessão dos serviços do Metrô-DF. No entanto, só seis delas entregaram os estudos.

Confira as principais propostas apresentadas pelo consórcio Urbi-Metrô:

  • Reforma de todos os trens em operação nos serviços metroviários do DF, com instalação de sistema de climatização (ar-condicionado) em toda a frota;
  • Aquisição de 10 novos trens a partir do décimo ano de concessão;
  • Melhoria das estações, com reforma das instalações e do entorno delas, além de adequação para garantir acessibilidade universal aos usuários;
  • Integração mais efetiva com o sistema de transporte por ônibus, dando mais alternativas de deslocamento para a população;
  • Redução de aproximadamente 40% no intervalo entre trens no período de maior demanda (de 215 para 130 segundos).

Concessão da Rodoviária do Plano Piloto


Na semana passada, a Semob também recebeu três propostas de viabilidade técnica para gerência do complexo da Rodoviária do Plano Piloto. Os estudos incluem ações para recuperação estrutural, modernização, manutenção, operação e gestão do terminal. 

Os documentos ainda passam por avaliação de comissão técnica da pasta, que selecionará um deles para levar adiante. O pedido de análise não gera custos ao governo local. A responsabilidade de ressarcir a empresa que elaborou o estudo caberá à firma ou ao consórcio vencedor da licitação para assumir a gestão do complexo.

Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF (Semob)


Número de passageiros nos ônibus de SP cai mais de 70% em relação a 2019





Em meio ao isolamento imposto pela pandemia do novo coronavírus, o número de passageiros transportados pelos ônibus de São Paulo caiu 71,8% entre 20 de março e 5 de abril deste ano em relação ao mesmo período de 2019. Os dados são de um relatório da SPTrans enviado à Câmara Municipal da capital paulista.

No total, segundo o documento, foram transportadas cerca de 37,2 milhões de pessoas entre o fim de março e começo de abril de 2020. No ano passado, esse número foi de 132,1 milhões —quase 95 milhões de passageiros a mais.

A SPTrans aponta que houve uma redução de apenas 13,33% no número de linhas de ônibus, de 1.306 para 1.132. Ainda não foram divulgados os dados precisos sobre a redução da frota de veículos em operação.

Dias úteis e fins de semana

O órgão paulistano também analisou os dias úteis e os finais de semana de forma separada, uma vez que o período de 20 de março a 5 de abril de 2019 teve menos sábados (dois) e domingos (dois) que o mesmo intervalo de 2020 (três sábados e três domingos).

Mesmo assim, a queda segue relevante. O número diário médio de passageiros transportados nos dias úteis foi de 2,64 milhões nos dias de 2020 analisados —70,44% a menos que o registrado no ano passado (8,93 milhões). A quantidade de linhas, por sua vez, caiu 14,71%, de 1.560 para 1.360.

Já nos fins de semana, de acordo com a SPTrans, a média diária de passageiros foi de 1,37 milhão entre 20 de março e 5 de abril de 2020, 65,75% a menos do que a anotada no mesmo período de 2019 (3,99 milhões). O número de linhas reduziu menos ainda: de 1.129 para 1.080 (-4,37%).


quarta-feira, 15 de abril de 2020

Coronavírus: governo restringe horário de gratuidade para idosos no transporte metropolitano



Medida, que passa a valer neste sábado (18), foi tomada para proteger as pessoas com mais de 65 anos e minimizar os riscos de contágio.




                                                      Governo restringe horário de gratuidade para idosos



O governo de Minas Gerais informou, nesta quarta-feira (15), que a gratuidade para idosos no transporte metropolitano será restrita a dois horários ao longo do dia: das 9h às 16h e das 20h às 4h.
Segundo o Executivo estadual, a medida, que passa a valer neste sábado (18), foi tomada para proteger as pessoas com mais de 65 anos e minimizar os riscos de contágio pelo coronavírus.
O governo reforça que a mudança é excepcional e temporária e visa evitar que os idosos circulem por terminais, estações e ônibus metropolitanos nos períodos de maior movimentação
Dados do Sistema de Transporte Metropolitano mostram que no último dia 6, por exemplo, cerca de 19 mil idosos circularam nos ônibus metropolitanos, sendo quase 7 mil nos horários de pico da manhã e da tarde.
O controle de acesso dos idosos aos terminais, estações de transferência e aos ônibus será feito por meio da bilhetagem eletrônica, para aqueles que utilizam o cartão Ótimo, e também por funcionários das empresas que operam o sistema. A ação será mantida até o fim do estado de calamidade pública em saúde.

Uso obrigatório de máscaras

O Comitê Extraordinário Covid-19, do governo de Minas Gerais, publicou no Diário Oficial do estado desta quarta-feira (15) uma determinação para que todos os passageiros e funcionários do transporte coletivo são obrigados a usarem máscaras como medida de prevenção contra o novo coronavírus.
Além disso, a deliberação ainda determina que as empresas de transporte façam marcações no piso dos ônibus para garantir o espaçamento mínimo entre as pessoas.
Os ônibus já estavam obrigados a rodar com, no máximo, metade da capacidade de passageiros sentados. Já os metrôs, trens e veículo biarticulado pode transportar passageiros em pé, também dentro de metade da capacidade.
Também foi publicado a confirmação de distanciamento mínimo entre os passageiros nos pontos de ônibus ou filas de espera.
As ações do comitê seguem orientações da Secretaria de Saúde.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Metrô de São Paulo vai conceder áreas comerciais de 14 estações


Concessão vale por 30 anos e prevê também a implantação de sanitários públicos em nove estações da linha 2-Verde e investimentos em infraestrutura




O Metrô de São Paulo lança nesta quarta-feira (8) o edital para a concessão das áreas comerciais de 14 estações da Linha 2-Verde. Segundo o Governo de São Paulo, a concessão vai "trazer melhorias aos passageiros com a ampliação dos espaços comerciais, além da implantação de sanitários de uso público em nove estações".

O vencedor da concorrência vai poder explorar comercialmente os espaços por 30 anos, mas terá que realizar investimentos em infraestrutura como contrapartida. Uma das exigências é a ampliação em 40% dos espaços disponíveis atualmente, chegando ao total de 1.400 m² de áreas comercializáveis.
De acordo com o Metrô, a concessão vai trazer retorno financeiro porque gera "receitas não-tarifárias da companhia, que vêm da exploração comercial, publicitária e de ativos imobiliários, o que vai possibilitar o aumento dos investimentos em benefício dos passageiros".


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Infraero vai aproveitar momento com poucos voos para reformar aeroportos


Agora haverá obras na pista de Congonhas, disse secretário, que destacou crescimento do transporte de cargas e medidas de apoio ao setor aéreo


   Aeroporto de Congonhas terá obras na pista — Foto:        Divulgação/Aeroporto de Congonhas


A Infraero e alguns operadores de aeroportos regionais vão aproveitar o momento atual de paralisação da maioria dos voos no país em razão da epidemia de coronavírus para realizar reformas estruturais nos terminais. O objetivo é deixar os aeroportos preparados para o momento de retomada das operações. A informação foi dada pelo secretário Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, e pelo presidente da Infraero, Hélio Paes de Barros Júnior, durante um evento online promovido pelo BTG Pactual.


“Em conversas com o Ministério da Infraestrutura, temos como diretriz antecipar a realização de obras nos aeroportos, aproveitando o período em que eles estão esvaziados”, disse Barros.
“Agora serão feitas obras na pista do aeroporto de Congonhas, assim como foi feito no ano passado na pista do aeroporto Santos Dumont, no Rio, e que durou 28 dias. Vamos tentar antecipar as obras, aproveitando essa janela maior de aeroportos vazios”, afirmou Glanzmann.

O secretário acrescentou que também estão previstas obras nos aeroportos de Manaus, Porto Velho, Ipatinga (MG) e em alguns aeroportos regionais.

Demanda maior em cargas

Enquanto as empresas aéreas reduziram em 91% a oferta de voos comerciais para passageiros, por causa da baixa demanda provocada pela pandemia de covid-19, o segmento de transporte aéreo de cargas apresenta forte crescimento.
“O transporte aéreo de cargas está crescendo brutalmente. Houve um aumento muito forte das vendas pelo comércio eletrônico. E, além disso, existem as cargas em grande volume que o Ministério da Saúde encomendou e que estão chegado da China nos próximos dias, de materiais de proteção individual. Esses materiais terão que ser redistribuídos na malha essencial por todo o país”, afirmou Glanzmann.
De acordo com o secretário, a maior parte do transporte de cargas passa pelo aeroporto de Guarulhos (SP).

Glanzmann disse que, nesta semana, os voos comerciais ainda partem com taxas de ocupação altas, com 80% a 90% dos assentos ocupados, porque houve uma grande reacomodação da malha aérea. “A partir da semana que vem, a ocupação de pessoas cai. Aí o transporte de cargas vai ficar ainda mais importante”, afirmou.
Na avaliação de Glanzmann, o setor aéreo ainda vai levar meses para se normalizar. E, diante desse cenário, qualquer geração de caixa para as empresas aéreas é bem vinda.
“As companhias aéreas vão precisar de crédito em conta nesse momento. Estamos conversando com BNDES, Banco do Brasil e Caixa para que haja disponibilidade de crédito para as empresas aéreas”, afirmou Glanzmann.
O secretário lembrou que o governo anunciou em março algumas medidas para ajudar o setor aéreo a reduzir a queima de caixa, como o diferimento para pagamento de tributos e o aumento no prazo de reembolso de passagens aéreas para passageiros para 12 meses.
“O Ministério da Infraestrutura e o Ministério da Economia conversaram e alinharam medidas tributárias e fiscais. Por enquanto, o governo não está tomando medidas setoriais. Por enquanto, as medidas são horizontais, abrangendo toda a sociedade. mas estamos em tratativas com o Ministério da Economia para a aprovação de medidas de apoio ao setor aéreo”, afirmou Glanzmann.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

EMTU cria serviço para ampliar atendimento metropolitano a bairros de Carapicuíba



O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, participou da Inauguração do Terminal da EMTU (Km 21) + Publicação do Edital de 2 licitações para o corredor Oeste. Local: Osasco/SP. Data: 16/08/2017. Foto: Alexandre Carvalho/A2img


Em atendimento à solicitação da Prefeitura de Osasco, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos autorizou a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP) a criar o serviço complementar 283VP1 Carapicuíba (Cidade Ariston) – Osasco (Centro), que está em fase de regulamentação.
O Secretário Alexandre Baldy destaca a importância dessa medida para a vida do passageiro. “Os serviços públicos devem atender às demandas da população e a necessidade dessa linha foi muito bem pontuada pelo prefeito Rogério Lins. O transporte aproxima as pessoas da educação, cultura e oportunidades. É dessa forma que conduzimos nossa gestão”, afirma.
A linha possibilitará aos moradores de Cidade Ariston, Vila Iza, Vila Cretti, Vila Marcondes e Cohab, bairros de Carapicuíba, a ampliação do atendimento com destino à região central de Osasco, além da integração com a linha 840 Osasco (Terminal Metropolitano Luiz Bortolosso) – São Paulo (metrô Butantã). O ponto inicial será na rua Alberto Kenworth com rua Patrocínio Paulista.
Nos dias úteis, o serviço transportará cerca de 2 mil passageiros em 17 viagens de ida e 12 de volta, percorrendo a extensão média de 15,2 km. Aos sábados serão seis viagens de ida. A linha não vai circular aos domingos e feriados. A tarifa praticada será de R$ 5,20, a mesma da linha tronco 283.
A data de início da operação será divulgada nas redes sociais e veículos de imprensa regionais. Os horários das partidas estarão disponíveis no site www.emtu.sp.gov.br.
Vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a EMTU/SP é controlada pelo Governo de São Paulo. Fiscaliza e regulamenta o transporte metropolitano de baixa e média capacidade nas cinco regiões metropolitanas do Estado: São Paulo, Campinas, Sorocaba, Baixada Santista e Vale do Paraíba / Litoral Norte. Juntas, as áreas somam 134 municípios.

Demissões e cortes de salário: como pandemia atingiu as empresas de ônibus





Cerca de 70 mil funcionários de empresas de ônibus rodoviários deverão ficar sem salários em abril, e as demissões avançam nas garagens. Empresários dizem que o fechamento de estradas têm feito as receitas caírem a zero. Enquanto algumas viações já realizaram dispensas, em outros caso os trabalhadores estão em férias coletivas.

A associação que representa os empresários diz que espera ajuda federal para capital de giro. Motoristas, cobradores, bilheteiros, funcionários de manutenção e da área administrativa têm feito várias demonstrações de apreensão em redes sociais, filmando os pátios cheios de ônibus parados e os momentos em que ocorreram as demissões.

Dentre as 10 maiores empresas do ramo, a Cometa, que pertence ao grupo JCA, é uma das que estão tomando providências drásticas.

Um funcionário de 62 anos, 14 deles na firma, conversou com a reportagem sem querer se identificar. Segundo ele, os empregados com 60 anos de idade ou mais estão em casa, em licença remunerada. Os que não são idosos foram dispensados do trabalho e não vão receber o próximo salário.

A torcida agora, diz o motorista da linha Campinas x Rio, é para a empresa conseguir cumprir com a promessa de tentar manter o tíquete alimentação e não cobrar pelo convênio médico.

"Não tivemos a confirmação disso ainda, estamos torcendo para que consigam fazer mais isso por nós. Todos, remunerados ou não, estamos ansiosos para que essa situação se normalize, tanto as medidas preventivas de fechar entrada e saída de determinadas cidades, e, principalmente, a pandemia", comentou.

Na garagem da Cometa em Juiz de Fora (MG), um trabalhador informou à reportagem que três funcionários foram demitidos. Como a empresa faz o transporte fretado para a fábrica de caminhões da Mercedes-Benz na cidade, num total de 27 viagens por dia, o número de dispensas não foi tão alto.

Mas, de acordo com os funcionários, a apreensão entre os rodoviários ainda é grande porque não sabem o que pode vir a acontecer. Segundo a fabricante alemã, parte dos trabalhos na planta mineira já foi paralisada nos últimos dias.

Nas redes sociais, há várias postagens de trabalhadores mandados embora em diferentes viações. Da Itapemirim, com sede no Espírito Santo, um trabalhador postou uma foto sua na garagem e dizendo ter sido demitido depois de seis anos na empresa. "Não é isso que o governo mandou. Diminuir salário, sim, demissão, não. Agora, em casa, com dois filhos pequenos, sem emprego, sem salário e sem poder sair de casa. A morte vai ser por depressão".


Cidade avança na eletrificação do transporte coletivo com dois anos de operação

  Ônibus elétricos garantem uma operação mais sustentável e eficiente com maior conforto para o usuário     Porto Alegre completa dois anos ...