sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Aeroporto Carlos Prates pode ser dado em troca de metrô, em Belo Horizonte

 



O Aeroporto Carlos Prates, em Belo Horizonte, sairá das mãos da Infraero em breve, e o terreno pode ser usado como pagamento da construção de um novo metrô

O impasse em torno do aeroporto é antigo, já que a área sofre especulação imobiliária e alguns moradores do entorno reclamam do barulho do aeroporto, que existe desde 1936. A ideia da desativação também não é nova e esbarra em dois problemas: a alocação das empresas instaladas ali, que incluem oficinas de manutenção e quatro escolas de aviação, e também a propriedade do terreno.

O terreno era uma fazenda de propriedade de Alípio de Melo, grande figura da cidade e que cedeu ao aeroclube com uma condição: que ele fosse usado para fins aeronáuticos. Pelo acordo, caso o uso do terreno fuja a este fim e seja usado para a construção civil (que é o que se especula há anos), ele pode ser reclamado pela família de Alípio de Melo e o assunto virar um imbróglio judicial.

Agora, segundo o jornal O Tempo, a proposta é que o terreno do Carlos Prates seja passado para a empresa que assumir a concessão da linha Calafate – Barreiro do Metrô de Belo Horizonte, parte do projeto original dos anos 1990, mas que nunca foi concluída pela CBTU.

A empresa seria responsável por construir e operar a nova linha. A capitalização por parte do governo se daria pela cessão do Carlos Prates, além de outros bens. A informação foi divulgada pelo Senador Carlos Viana (PSD-MG), citando que a captação de recursos através de uma multa da FCA (Ferrovia Centro Atlântica) não foi para frente e que esta opção do Carlos Prates seria mais viável.

Em dezembro deste ano, a Infraero irá passar a administração do aeroporto para o governo mineiro e muitas pessoas afirmaram que esse será o fim do aeroporto, embora a troca de administração não signifique isso, necessariamente.

O clima de incerteza tem tomado conta do aeroporto, já que os proprietários de hangares, instalações e aeronaves, que estão ali, não foram comunicados oficialmente, e o que se ouve é apenas que “a Infraero sai, mas não sabe quem vem”.

As retomadas das obras no Aeroporto do Inhotim, na vizinha Betim, apontaram uma possível alternativa, porém detalhes de como o aeroporto será explorado e quando ficará pronto não foram divulgadas, trazendo mais rumores.

Governo libera verba para obras no Aeroporto do Guarujá, que quer operar B737 e A319

 



O aeroporto do Guarujá, que tem sido objeto de diversas análises e planos nos últimos meses, pode estar próximo de dar início às obras de modernização. Isso porque, durante uma reunião na quarta-feira (3), o Secretário da Aviação Civil, Roney Glanzmann, comprometeu-se em apoiar a liberação de um valor inicial de R$ 3 milhões para início dos trabalhos.

Segundo o jornal A Tribuna, de Santos, os valores serão usados na preparação do aeroporto para as obras, incluindo a construção de uma cerca operacional em torno da pista, delimitação do espaço para as atividades civis e militares, e construção de um terminal de passageiros. Novidades sobre o início da execução do projeto estão prometidas para a próxima terça-feira (9), quando um termo de compromisso deverá ser assinado.

Grupo de Trabalho

Desde o ano passado, um grupo de trabalho foi formado para viabilizar a implantação do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá. Todo o controle do aeroporto é do Município, com a gestão e operação aos cuidados da Infraero, que atua como uma prestadora de serviços.

A primeira fase, que está em andamento, consiste exatamente nestas ações acima, que culminam com o registro junto à ANAC e as obras de recuperação da pista, para colocá-la em condições de receber os primeiros voos, esperados ainda para 2021.

Na segunda fase, será viável a operação de jatos particulares e voos executivos. Nesse período, também será solicitada uma licença para operação de aeronaves de médio porte, como os aviões modelo ATR.

Já na terceira etapa, a Prefeitura e a Infraero buscarão novos recursos para concretizar a operação comercial no local, com a construção de novos hangares e demais estruturas físicas, possibilitando a implantação de voos comerciais com grandes aeronaves como Airbus A319 e Boeing 737, para os principais destinos do Brasil.

ITA, companhia aérea da Viação Itapemirim, terá frota com idade média de 15 anos

 


A ITA Transportes Aéreos, nova companhia aérea do grupo Itapemirim, deverá operar com uma frota de jatos Airbus A320-200 com idade média de 15 anos.

A empresa, que anunciou que pretende iniciar a operação já no mês que vem, teria assegurado contratos de leasing de oito aeronaves. As aeronaves já estão no sistema do Planespotter, portal que registra o histórico de todas as aeronaves da aviação comercial em todo o mundo. As aeronaves aparecem como sendo "esperadas/aguardadas" pela ITA, uma vez que ainda não foram matriculadas pelo novo operador.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já recebeu um pedido da ITA para fazer o traslado de uma primeira aeronave para o Brasil, conforme revelou ontem o site especializado Aeroflap.

A empresa também fez o pedido de registro de marca para 9 aviões, segundo a Anac. Na fase de registro de marca, a empresa indica as sequências de cinco letras com as quais pretende matricular os aviões. Os da ITA vão começar com PS, sendo que o primeiro a chegar será o PS-SPJ, que são as iniciais do empresário Sidnei Piva de Jesus, dono da companhia. O avião tem 15,3 anos de operação e estava na frota da espanhola Vueling até setembro do ano passado.

A fase de reserva de marca equivale a fazer a escolha da placa de um carro. A empresa não precisa ter contratos dos aviões assinados.

A ITA está ainda em processo de certificação. Ela precisa de pelo menos um avião para poder fazer o voo de certificação, que é uma das últimas etapas para a obtenção do COA, o certificado operacional que habilita a companhia a iniciar as operações.

A idade da frota não interfere necessariamente na segurança. O que vale é a qualidade e o rigor da manutenção. Mas aviões mais antigos demandam uma manutenção mais frequente e cara e são menos eficientes em consumo de combustível. 

A Gol aparece com uma frota com idade média de 11,1 anos, mas o Planespotter ainda contabiliza aviões com mais de 20 anos que pertenciam à Varig e que não estão mais em operação. A empresa está modernizando a frota com a chegada dos 737-800 MAX, o que deve reduzir a idade média. 

A Latam voa com uma frota de 9,8 anos. E a Azul tem a frota mais jovem: idade média de 6,5 anos.

De acordo com os registros do Planespotter, as aeronaves que a ITA está negociando foram devolvidas pelos antigos operadores ao longo do ano passado, em meio a pior crise da história da aviação provocada pela pandemia, e pertencem a empresas de leasing como DVB Bank, DAE Capital, Generis e Carlyle.

A ITA é a segunda companhia aérea da história da Viação Itapemirim. Nos anos 90, a empresa, que hoje está em recuperação judicial, chegou a ter uma companhia aérea de cargas com cinco aviões. 


terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Detran-SP começa a enviar 740 mil multas aplicadas durante a pandemia

 

Movimentação de carros e pedestres na avenida Paulista, em São Paulo



O Detran-SP anunciou, nesta terça-feira (2), que vai começar a notificar motoristas que levaram multas entre fevereiro e novembro de 2020 e que ainda não haviam sido comunicados. Ao todo, foram mais de 920 mil autuações no período, sendo que apenas 179 mil delas já foram enviadas aos condutores. 

O Departamento afirma que segue uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), órgão máximo da categoria no país, que estabelece um prazo de 10 meses, a partir da infração, para que o motorista seja notificado. Nesse caso, as multas que se acumularam por causa da pandemia devem ser entregues até o mês de setembro, quando esse limite vence. 

"Não é preciso que o cidadão se desloque até uma unidade do Detran-SP ou Poupatempo para buscar informações, pois as notificações serão enviadas de acordo com o cronograma. Os prazos para defesa de autuação, indicação de condutor e recursos foram estendidos, respeitando as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB)", informa o Detran-SP.

 

Motorista tem 15 dias para recorrer

Mesmo com esse envio "atrasado", os motoristas continuam tendo o direito de recorrer da multa. Segundo o Detran-SP, os infratores têm o prazo de 15 dias, contados a partir do recebimento, para apresentar uma defesa prévia ou indicar um outra pessoa, para os casos em que não foi o dono do veículo que cometeu a infração. Para interposição de recurso em 1ª instância ou 2ª instância, o limite é de 30 dias.

"Para recorrer às autuações é necessário que o condutor verifique qual foi o órgão responsável pelo registro da infração cometida. Caso contrário, o cidadão pode enviar o recurso à instituição errada e acabar perdendo os prazos para se defender. O nome do órgão autuador pode ser consultado no cabeçalho da notificação de autuação", diz a instituição. 

domingo, 31 de janeiro de 2021

Gol implanta sistema que calcula, em tempo real, a melhor rota para um avião

 



A Gol passou a usar o software Honeywell Forge com objetivo de ajudar a aumentar a eficiência operacional e reduzir os custos associados a vários fatores, incluindo o consumo desnecessário de combustível. A frota da GOL Linhas Aéreas junta-se a uma lista de mais de 10.000 aeronaves em todo o mundo que utilizam a Honeywell Forge, com mais de 3.000 delas usando o módulo Honeywell Forge Flight Efficiency para tornar a companhia aérea mais lucrativa.

A GOL Linhas Aéreas começou a usar o software em sua frota de 138 Boeing 737. “Estamos comprometidos em executar da forma mais eficiente possível as nossas operações, utilizando a tecnologia mais recente”, afirmou Conrado Burgarelli, engenheiro de eficiência de combustível da GOL Linhas Aéreas. “Com o Honeywell Forge Flight Efficiency, teremos uma noção mais precisa e oportuna de onde estamos com nossas iniciativas de economia de combustível e ideias para novas maneiras de melhorar a eficiência de voo”.

O software

O Honeywell Forge Flight Efficiency analisa e simplifica fluxos de dados díspares de uma ampla variedade de fontes, tornando mais fácil para os operadores desenvolver, implementar e medir iniciativas que ajudam a reduzir custos. Algumas das maneiras como a plataforma ajuda os operadores e pilotos a otimizar para obter maior eficiência e economia incluem:

• Trajetórias de voo eficientes: os pilotos podem visualizar o histórico de trajetórias de voo de uma companhia aérea para solicitar melhores rotas em tempo real, mesmo quando já estiverem no ar. As companhias aéreas também podem identificar oportunidades de economia avaliando o uso de procedimentos como redução da altitude de aceleração e operações de descida contínua nos aeroportos onde são aplicáveis. As fases de subida e descida geralmente usam grandes quantidades de combustível.

• Histórico de informações sobre aeroportos: o serviço permite que os pilotos visualizem as aproximações de entrada e saída de um aeroporto e os padrões de espera típicos, o que é especialmente útil ao voar para locais desconhecidos. Também permite que os pilotos tomem decisões sobre iniciativas padrão de economia de combustível, como usar um único motor para taxiar até a pista

• Ajuste para mudanças nas variáveis: as companhias aéreas criam planos de voo com base nas informações de vento e temperatura que podem mudar desde o momento em que o plano é feito até o momento em que é executado. A ferramenta de otimização vertical do Honeywell Forge Flight Efficiency permite que os pilotos e operadores ajustem a altitude do plano de voo com base nas informações atuais, o que economiza combustível.

O Honeywell Forge Flight Efficiency é um componente da Honeywell Forge, que inclui soluções aéreas e terrestres para operações de voo, eficiência de voo e manutenção conectada em uma única interface de usuário. Ao fornecer alertas e identificar oportunidades de economia, a solução pode ajudar as companhias aéreas a maximizar seus lucros, melhorando os fluxos de trabalho entre os pilotos, a manutenção em solo e as operações para aumentar a produtividade.

As soluções de software da Honeywell Forge atendem aos segmentos de aeronaves, edifícios, industriais trabalhadores e segurança cibernética.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Estudo mostra que 11% dos moradores do Rio perdem mais de duas horas em trajetos feitos em transportes públicos

 Segundo levantamento, a capital fluminense tem a pior avaliação da mobilidade urbana do Brasil. Passageiros reclamam de superlotação, do tempo de espera e da falta de informação.


                      Segundo o estudo, 11% passageiros do Rio levam até duashoras em transportes públicos


Um estudo feito pelo aplicativo de mobilidade Moovit apontou que mais de 30% dos passageiros reduziram o uso de transporte público durante a pandemia no País. Nesse cenário de queda na demanda, o Rio foi a cidade com a pior avaliação da mobilidade urbana.

Segundo o estudo, 11% dos moradores do Rio perdem mais de duas horas nos trajetos.

Além da cidade do Rio, a pesquisa mostrou que o passageiro da Região Metropolitana do Rio gasta, em média, 67 minutos em deslocamentos feitos em transporte público.

O estudo analisou milhões de viagens contabilizadas em novembro do ano passado em 104 cidades de 28 países. O trabalho também ouviu a opinião dos passageiros sobre a qualidade dos serviços no transporte público.

Eles reclamaram de superlotação, do tempo de espera e da falta de informação.

Depois do Rio, Recife e São Paulo ficaram em segundo e terceiro lugar.



Justiça nega pedido de ajuda financeira para empresas do transporte coletivo de Rio Branco

 Sindcol entrou com ação para pedir subsídio proposto pela antiga gestão de Rio Branco a empresas devido aos prejuízos causados pela pandemia. 2ª Vara Cível avaliou e negou o pedido liminarmente.


Sindicol entrou com pedido de aporte financeiro proposto pela antiga gestão de Rio Branco e rejeitado pela Câmara de Vereadores — Foto: Assis Lima/Asscom/Arquivo


A Justiça do Acre indeferiu, liminarmente, o pedido de liberação do subsídio financeiro para as empresas do transporte coletivo de Rio Branco. Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Acre (Sindcol) entrou com a ação para receber a aporte financeiro de R$ 2,5 milhões proposto pela antiga gestão da prefeitura.

Em dezembro do ano passado, a prefeitura apresentou um projeto na Câmara de Vereadores onde previa o repasse de R$ 2,5 milhões para as empresas de ônibus como suporte devido aos prejuízos causados pela pandemia da Covid-19. A proposta foi rejeitada por duas vezes pelos vereadores e, na época, os motoristas de ônibus chegaram a fazer cinco dias de protesto e paralisação por conta de salários atrasados.

Já no final da gestão, Socorro Neri falou que a problematização do transporte coletivo ia ficar a cargo da próxima gestão. A ex-prefeita disse que fez tudo que estava ao seu alcance para tentar ajudar os motoristas de ônibus, mas o projeto não foi aceito pelos vereadores.

Com salários atrasados, os motoristas de ônibus paralisaram as atividades durante cinco dias em dezembro de 2020. Em um dos atos, os manifestantes interditaram a Ponte Metálica, no Centro de Rio Branco, e parte da Rua Epaminondas Jacomé.



greve foi suspensa no dia 19 de dezembro após os empresários prometerem começar a fazer o pagamento dos salários atrasados.

No último dia 21, a crise no transporte público foi tema de uma reunião entre o prefeito Tião Bocalom e a Superintendência de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans). Na oportunidade, Bocalom reafirmou que não vai repassar nenhum valor extra para as empresas de ônibus e que elas devem arcar com seus prejuízos.


 tentou contato com o presidente do Sindcol, Aluízio Abade, que também administra as empresas São Judas e Via Verde, mas não conseguiu retorno até a última atualização desta matéria. A reportagem também não conseguiu falar com a advogada citada no processo.

O pedido do Sindcol foi avaliado e negado pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). A desembargadora Regina Ferrari destacou que 'descabe, pois, que o Poder Judiciário venha a substituir o Poder Legislativo em sua missão de avaliar a conveniência política de tal subsídio. Aliás, o art. 23, I da Lei Orgânica do Município de Rio Branco é claro ao estabelecer que caberá à Câmara Municipal deliberar sobre a aplicação dos recursos municipais'.


Porém, no processo, o Sindcol alegou que o sistema de transporte público da capital acreana tem um déficit tarifário de mais de R$ 19 milhões, de débito acumulados entre 2017 e 2019. Essa dívida teria aumentado com a redução de passageiros durante a pandemia.

MP exigiu explicações

Ainda em dezembro, a promotora de Justiça do Direito do Consumidor do Ministério Público do Acre (MP-AC), Alessandra Garcia Marques, expediu ofícios à prefeitura e RBTrans exigindo explicações sobre as ações tomadas para regularizar a situação.

Ainda segundo a promotora, investigações e levantamentos feitos pelas equipes da promotoria encontraram diversas irregularidades nos contratos entre as empresas e também no aumento da tarifa. Alessandra criticou o município por não realizar licitação e contratar empresas que ofereçam melhorias e mudanças no transporte coletivo.




Cidade avança na eletrificação do transporte coletivo com dois anos de operação

  Ônibus elétricos garantem uma operação mais sustentável e eficiente com maior conforto para o usuário     Porto Alegre completa dois anos ...